Jangada News – 1º de setembro de 2017

Jangada News
Newsletter do Clube Jangadeiros . Porto Alegre . Edição 1º de setembro de 2017
 

Renovação de 1/3 do Conselho Deliberativo 

A partir deste sábado (2 de setembro), está à disposição dos associados na secretaria administrativa do Clube o formulário de inscrição para quem quer se candidatar ao processo de renovação de 1/3 do Conselho Deliberativo. Fique atento, o prazo para participar encerra no último sábado de outubro.

 

 

Quebra Gelo, a Copa da persistência

Parabéns aos velejadores que participaram da IV Copa Quebra Gelo de Oceano. Foram dois dias de muita persistência, longa espera pela chegada do vento e a realização de três regatas.

“A Copa Quebra Gelo cumpriu integralmente os objetivos, que eram os nossos e os dos clubes coirmãos, de desenferrujar ao quebrar o gelo”, brinca o comodoro Manuel Ruttkay Pereira.

“Foi um final de semana difícil para a nossa tradicional Quebra Gelo, com poucos ventos, ventos rondados. No sábado, conseguimos fazer duas regatas e no domingo foi um pouco mais complicado, mas mesmo assim tivemos a terceira regata do evento. Nós dependemos da natureza. Não temos um esporte de arena, que em qualquer tempo tem jogo de vôlei, de basquete. E essa é a minha rotina, esperar vento, rodar resultado, fazer regata, ouvir reclamações. Isso faz parte do nosso esporte”, diz Dedá, Carlos Henrique de Lorenzi, com um currículo extenso como atleta e juiz. Segundo ele, a sua mais importante experiência foi as Olímpiadas 2016.

ORC INTERNACIONAL

1º lugar: Delirium, de Darci Rebello Júnior, Jangadeiros
2º lugar: Magia Black, de Rodrigo Castro, Clube dos Jangadeiros
3º lugar: Kamikaze XI, de Hilton Piccolo, Jangadeiros

RGS

1º lugar: SPA, de Ramon Tarrago, Jangadeiros
2º lugar: Calidris, de Renan Oliveira, Veleiros do Sul

MICROTONER 19

1º lugar: Thor, de Fabrício Freitas, SAVA
2º lugar: 14 BIS, de Humberto Blatter, SAVA
3º lugar: Katavento, de Raulito Sena, SAVA

VELEJAÇO

1º lugar: Jodan 3, de João Daniel Nunes, Cruzeiro 30, Jangadeiros
2º lugar: Ceucis II, Rodney Viana, Cruzeiro 20, Iate Clube Guaíba
3º lugar: Táquion, de Fábio Ribas, Força Livre, Jangadeiros

Hora das homenagens. É nesta sexta-feira!

 Depois de brilharem entre os melhores do mundo, Tiago Brito e Antônio Rosa, campeões  mundiais de Snipe Júnior 2017 na Espanha, e o jovem Lorenzo Balestrin, 4º lugar no  Norte-Americano de Optimist 2017 em Toronto, irão agora receber o abraço e carinho das  Flotilhas do Janga. No galeto no restaurante da Ilha (R$ 30), às 20h, também será  anunciado o projeto que envolve os seis próximos campeonatos brasileiros e  internacionais que serão sediados no Clube até a Páscoa.

Tiago Brito e Antonio Rosa, como mestres do xadrez

Campeões Mundiais no Snipe Júnior 2017, os multicampeões comparam a classe ao jogo de tabuleiro e se preparam para mais títulos

 

“A vela tem muitos variáveis. É mesmo como um xadrez na água. Tem momentos
cruciais que são como jogadas. Cada movimento é uma decisão tática ao longo de uma regata …” 

 Numa partida de xadrez, cada jogador precisa analisar não apenas seus movimentos e o dos  adversários  no momento, mas tomar decisões de longo prazo. É a analogia que a dupla Tiago Brito,  o Macaco e  Antonio Rosa, o  Totó, usam para as manobras no Snipe. Campeões do Mundial de  Snipe Júnior 2017,  encerrado em 6 de  agosto, em La Coruña, na Espanha, os dois comparam o bom  desempenho no  esporte a uma boa  performance nos tabuleiros.

 “A vela tem muitos variáveis. Cada movimento é uma decisão tática ao longo de uma regata, como se  posicionar com  o vento”,  diz Antonio e Tiago. À beira do Guaíba, na Ilha do Jangadeiros, na tarde  ensolarada  desta terça-feira  (30), a dupla conversa com um jeito sereno sobre o título mundial. O  entrosamento  não ocorre apenas no  barco. As frases de um geralmente são complementadas pelo  outro. “Desde o  começo a gente sabia que  tinha capacidade de ganhar. Como tinha vento forte,  ganhamos um pouco  de peso para velejar melhor”.

 Formada em março deste ano, os atletas acumulam um desempenho  impressionante pelo pouco  tempo  juntos. Antes do Mundial, foram campeões Sul-americano Júnior nas  águas de San Isidro, na  Argentina, em abril. Venceram também a tradicional Taça Alberto Lineburger,  em  Santa Catarina, em  junho, e o 1º Snipe Challenge, em julho, no Rio de Janeiro. Com as vitórias,  eles  chegaram afinados  em La Coruña: “Conseguimos ganhar a primeira regata e deu mais confiança.  Daí conseguimos  manter o bom desempenho”.

 Antonio, de 20 anos, cursa Engenharia de Produção na PUCRS, onde Tiago, 21, estuda Comércio  Exterior.  A afinidade não vem apenas de frequentarem o mesmo campus e da parceria na vela, mas  de  uma  amizade que, apesar da juventude de ambos, já tem mais de dez anos. “Meu pai, Renato, se  associou  quando eu tinha três anos”, conta Tiago.  Antonio complementa: “ Quem me trouxe para o  Clube foi meu pai de criação, Cleber”.

MULTICAMPEÕES

 Ambos começaram na classe Optimist e conquistaram grandes títulos em diferentes classes. Em  ordem  cronológica, Antônio Rosa foi campeão Brasileiro de Laser 4.7 (2011), conquistou a Medalha  de Bronze  no  Sul-americano de Laser Radial (2013), trouxe para o Jangadeiros o título de campeão  Sub19  Radial Laser, no Perú (2014), foi campeão Sul-americano Sub21 de Laser Standard, em 2015  e 2016, e vice-campeão Brasileiro de Laser Radial (2016).

 Tiago Brito, acumula uma série de títulos. Na Optimist, foi vice-campeão brasileiro,  campeão Estadual,  bicampeão Sul-brasileiro, campeão Sul-americano, campeão Norte-Nordeste e  ficou  entre os 15  melhores no mundial. Na 420, foi bicampeão brasileiro, tricampeão estadual ,campeão  mundial da  Juventude e vice-campeão mundial aberto e campeão carioca. Na 470, mais  títulos:  bicampeão  brasileiro júnior e duas vezes membro da equipe olímpica brasileira jovem de vela.  Na  classe Snipe,  foi  bicampeão Sul-americano Júnior, campeão Mundial Júnior e ficou entre os 20  melhores no  Mundial Aberto 2017, na Espanha. 

 Fora das raias, os dois procuram manter uma rotina de jovens da sua idade. “A gente procura estar à  vontade. Se dá vontade de comer McDonald´s, eu como. Só nas competições a gente não faz festa”,  diz  Tiago. Mundial conquistado, é hora de se preparar para as próximas competições. Na próxima  semana,  ambos participam do Campeonato Sul-Brasieiro de Snipe, de 7 a 9 de setembro, no  Jangadeiros. Antes,  receberão nesta sexta-feira uma homenagem do Clube. Com o título na Espanha,  a dupla já tem vaga  assegurada no próximo Mundial, em local ainda a ser definido. Será o último para  ambos na categoria  Júnior, já que vão estourar a idade. O futuro? “A gente quer continuar”, dizem,  com a sincronia de uma  velejada campeã.

  

 

Lorenzo Balestrin, pequeno grande campeão

 Com apenas 14 anos, o jovem atleta acumula títulos 

Lorenzo Balestrin: “Sabia que estava preparado. Eu treinei bastante e estava sempre
acreditando que iria ter um bom resultado”

 Aos 8 anos, o menino Lorenzo Balestrin entrou pela primeira vez no Jangadeiros para uma velejada.  Não sabia ainda, mas era o começo de uma trajetória que hoje confirma ele como uma das promessas  na Vela do Brasil e do Jangadeiros. “Quem me influenciou foram amigos. Todo mundo começou a fazer  vela, Aí eu comecei a fazer também”, conta.

 Inspirado no ídolo e campeão Robert Scheidt, ganhador de cinco medalhas olímpicas, inclusive duas  de  ouro, ele seguiu na Vela e começa a despontar. Em julho, em Toronto, no Canadá, ficou em 4º lugar  no  Norte-Americano de Optimist 2017, disputado por 178 velejadores de todo o mundo. Já havia  vencido,  em abril, o Campeonato Brasil Centro de Optimist 2017 e foi vice-campeão da Búzios Sailing  Week, em  junho deste ano. E mais: participou da Equipe Brasileira que ficou em 3º lugar na Copas das  Nações por  Equipe no Norte-Americano.

 De volta a Porto Alegre, treina no Jangadeiros planejando novos títulos. “Estou treinando de terça à  domingo, umas quatro horas por dia”, diz. O bom desempenho no Canadá não foi bem uma surpresa  para o jovem velejador, mas fruto de muito trabalho. “Sabia que estava preparado. Eu treinei bastante e  estava sempre acreditando que iria ter um bom resultado”.

 Aluno da oitava série, no Colégio Marista Rosário, brinca que “tenta estudar quando tem que treinar e  treinar quando tem de estudar”. Mas não há conflito. Balestrin é um apaixonado pelas velejadas.  Próximo de estourar a idade no Optimist, ainda não sabe qual será sua próxima classe. Nos planos para  o futuro, também pretende estudar Direito e se tornar advogado. “A experiência na vela vou levar para  toda a vida, só não quero me comprometer agora em ser atleta”.

 Em março deste ano, ele teve a chance de ver no Janga Robert Scheidt treinar e competir na Copa  Brasil na classe 49er. Foi uma emoção ver o campeão, mas o jovem velejador – que será homenageado  nesta sexta-feira – tem também outros ídolos: “Fora da Vela, meus pais, Wilson Fagundes e Cláudia  Balestrin”.

 

Janga participa com 8 atletas na 24ª copa da juventude

Campeonato inicia na próxima terça-feira (5) e é o principal evento classificatório para definir a equipe brasileira que disputará o Mundial da Juventude em Sanya, na China, em dezembro.  Bem treinados e com boas expectativas, os oito atletas do Jangadeiros já estão em Recife se preparando para disputar nas classes Laser Radial, 29er e RS-X. O principal evento de Vela Jovem do Brasil terá clínica da classe 29er na segunda-feira (4), com presença da campeã olímpica
Kahena Kunze.

Classes

• 29er (Masc. e Fem.)
• 420 (Masc. e Fem.)
• Laser Radial (Masc. e Fem.)
• RS:X (Masc. e Fem.)
• Hobie Cat 16 (Aberto)

 

 

 Guilherme Perez, Capitão da Flotilha de Laser Radial

 “A gente está velejando em um nível alto desde o ano passado,  quando  o João Emílio venceu o campeonato e conquistou a vaga  para o  Mundial. Temos bastante chance de buscar esse título”

 

 

 

 

 Ian Paim, capitão da Flotilha de 29er

 “Nosso expectativa para a Copa está alta, já que no ano passado  batemos na trave e acabamos em segundo. Mas baixamos a  cabeça  e  treinamos bastante e a evolução veio marcante. Vamos  dar o  nosso  melhor para trazer o troféu para o Janga”

 

 

 

 

 Lucas Mazim, treinador da Flotilha de 29er

“Estamos com duas duplas no 29er, o Breno e o Ian, que já foram  campeões da Copa da Juventude, e também com o Giovani e o    Dom,  que é uma dupla nova no Clube, mas que está se    dedicando bastante.  A previsão é de tempo bom, ventos médios    a moderados. Temos uma  expectativa muito boa para esse        campeonato.”

 

 

De carro ou de barco, lá vai Paulo Vier

Na terra ou na água, Paulo Vier costuma ir longe. Dono de um motor home, uma casa sobre rodas, há 15 anos ele viaja pelo Brasil e pela América do Sul, conhecendo de geleiras a desertos.

 

“Eu tenho esses hobbies. a vela e o motor home. Sou campista de motor home, uma coisa que gosto  muito e que até tem prejudicado minhas atividades náuticas”, brinca Vier, 68 anos, engenheiro químico  aposentado que descobriu nas viagens uma maneira de conhecer o continente e se aventurar, seja  com os amigos, de barco, ou com a esposa, Vanda, de carro.

 Já viajou, assim, três vezes de motor home a Ushuaia, a cidade mais ao sul da América do Sul, e à  Patagônia, na Argentina, assim como ao Pantanal mato-grossense, ao deserto de Atacama, no Chile,  ao Recôncavo Baiano. Onde há belezas naturais, lá está Vier e seu veículo.

 “Acho que conheço mais o Chile e a Argentina do que o Brasil. A Patagônia em si é uma região linda,  apesar de árida. A Carretera Austral (uma estrada de 1.240 quilômetros que corre pela verde  Patagônia  chilena de Puerto Montt, à beira do Pacífico, até o sul do país) é uma espécie de  Transamazônica  chilena”.

 Viajar de carro inclui algum desconforto, mas o casal jamais reclama. “Tem que ser meio desprendido e  não se importar de estar com as mãos sujas sempre. Antigamente, eu dormia na barraca. Hoje procuro  passar a noite onde tem postos de gasolina”.

 Paixão pela Patagônia

Nas viagens, Paulo e Vanda não têm pressa. Ir a Ushuaia, com suas montanhas nevadas, o trem do  Fim  do Mundo e as geleiras, não costuma levar menos de 35 dias – são 13 mil quilômetros. É uma  aventura  que já foi mais difícil, mas que hoje conta com uma estrada asfaltada e em ótimas condições.  “Eu passei  em janeiro e já está 95% asfaltada. A não ser que o cara queira voltar pela Rota 40, que  corre junto com  a cordilheira, é uma viagem bem tranquila. A Patagônia é um lugar bastante seguro”.

 Estar na própria casa sobre rodas é uma vantagem sobre o turismo convencional. Enquanto as levas  de visitantes que chegam a Puerto Madryn, na Argentina, fazem idas rápidas à “pinguinera”, onde  vivem os  pinguins, Vier e a esposa mais de uma vez já passaram a noite no local. “Uma coisa é visitar,  ficar duas  horas e ir embora. Outra é dormir lá. Em Cabo dos Bahias (em Chubut), dá até para se  meter no meio  dos bichos”.

 Além da Patagônia, destaca a beleza de algumas paisagens brasileiras: “Eu gostei muito da Chapada  Diamantina. É espetacular”. Já as viagens de barco envolvem outro tipo de aventura.  Na companhia  dos amigos, Vier conhece rios e  lagoas. Por exemplo: no Graxaim, barco do sócio Luiz  Fernando  Schram Pereira, conheceu a Lagoa  Mirim.  

 

Cruzeiristas convidam para a 7ª velejada na Lua Cheia!

Programe-se e participe. O passeio inspirador acontece nesta-feira (5),
das 18h às 20h. 

 

Faltam 6 dias para começar o Sulbrasileiro de Snipe

As duplas ainda estão se formando e as inscrições acontecendo. Do Jangadeiros, já confirmaram a participação os campeões mundiais Tiago Brito e Antônio Rosa, Philipp Rump e Guilherme Medaglia, Lucas Aydos e Luiz Eduardo Pejnovic, Diego Falcetta, Fernando Kessler, Caio Pantoja e muitos outros. Serão premiados: Geral (1º ao 5º Lugar), Júnior (1º, 2º e 3° lugar), Master (1º e 2º), Feminino (1º lugar) e
Misto (1º lugar).

Quer conhecer a tradicional classe Snipe, que tantos títulos trouxe para o Clube clique aqui


Integrantes da Flotilha de Snipe

Capitão da Flotilha, Guilherme Medaglia, espera cerca de 80 atletas 

 

Soninho folgado do Matheus!

Neste último lindo dia de sábado, o sócio Clóvis de Oliveira deu este flagrante inusitado no filho Matheus. O menino “curtia um soninho delicioso” no histórico canhão holandês, que costumava fazer parte da fachada da Escola Naval da Ilha de Villegagnon, no acesso frontal à entrada da Baía de Guanabara. Bem ao lado, o busto do Almirante Tamandaré, patrono da Marinha do Brasil.

 

 Sócio Alexandre Gadret assume a Presidência da

Rede Pampa de Comunicação

O comodoro Manuel Ruttkay Pereira representou o Jangadeiros na cerimônia em que o nosso sócio Alexandre Gadret assumiu, em lugar do pai, Otávio Dumit Gadret, a presidência de uma das maiores redes de comunicação do sul do País. Com a mudança, Otavio, que a há 40 anos ocupava o cargo, assumirá a presidência do Conselho Administrativo da organização. 

“Alexandre é um sócio muito querido de todos e uma pessoa que está sempre atenta para contribuir. Foi um grande prazer participar deste momento histórico do grupo que hoje atua nos meios televisão, rádio e internet”, diz o Comodoro Manuel. Segundo o site da Pampa, as dezessete emissoras de rádio pertencentes a sua rede estão entre as líderes em audiência e atingem os mais variados públicos.

Sócio, Alexadre Gadret

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