Jangada News – 28 de julho de 2017





Jangada News
Newsletter do Clube Jangadeiros . Porto Alegre . Edição 28 de Julho de 2017
 

 

Conheça mais o sócio Luiz Fernando Velasco e o seu livro Caminhos da Lagoa dos Patos

Na primeira vez em que o sócio Luiz Fernando Velasco viajou de navio de Porto Alegre a Pelotas, a hidrovia ainda era um dos meios de transporte mais importantes entre a capital e o restante do Estado. O navio se chamava Cruzeiro, a viagem durava 12 horas e tinha muito de aventura. “Tinha 18 ou 19 anos, então foi em 1953 ou 1954. Esse naviozinho tinha o fundo chato, balançava muito. Aconteceu uma tempestade e todo mundo ficou enjoado”, contou o dentista e professor, hoje com 82 anos. 

Foi também a primeira vez em que Velasco navegou pela Lagoa dos Patos e o começo de um fascínio que o fez, em 1990, lançar o livro “Caminhos da Lagoa dos Patos”. A obra, hoje esgotada, reúne informações e histórias sobre o segundo maior lago da América do Sul – com 10 mil km², perde apenas para o Maracaibo, na Venezuela. “Tem lugares ali em que não se enxerga a outra margem”, disse.

O transporte de passageiros hoje se resume ao catamarã que faz a ligação entre Porto Alegre e Guaíba, mas os navios de cargas ainda utilizam a Lagoa dos Patos. “Continua sendo bastante usada e devia ser ainda mais, mas precisa ser dragada em certos pontos para o trânsito ganhar maior eficiência”. A profundidade média é de 6 metros, mas na entrada do Guaíba chega a ser dez vezes maior. “Tenho mapas de 1800 e poucos que mostram que era um metro mais profunda, mas foi assoreando e ficando mais rasa”.

Comodoro do Clube Jangadeiros em duas gestões, membro efetivo do Conselho e integrante da Comissão de Ética, Velasco, claro, já navegou pela lagoa: “Tomei uns bons sustos por lá. A gente sai prometendo não voltar, mas volta. A margem voltada para o mar é muito baixa e o vento vem com força total. As ondas chegam a 2,3 metros. Quando se vai entrar na lagoa tem que conhecer isso”.

Giuseppe Garibaldi também usou a lagoa para fazer escaramuças

contra os inimigos

É uma viagem empolgante, mas que exige cuidados. “Tem de usar a carta de navegação e o GPS. Tem bancos de areia com vinte quilômetros de comprimento”. A Lagoa dos Patos também foi palco de episódios históricos. Foi, por exemplo, navegando pelas suas águas que um navio de passageiros chegou a Porto Alegre com a delegação do Rio Grande, o primeiro time de futebol do Estado, para um jogo de exibição em 1903, levando à fundação do Grêmio. Durante a Revolução Farroupilha, no século XIX, o aventureiro Giuseppe Garibaldi também usou a lagoa para fazer escaramuças contra os inimigos.

“Fiz o livro na época para que o pessoal conhecesse mais sobre a lagoa”, explicou. Além de informações e fatos históricos, o sócio também é um conhecedor de histórias curiosas: “Teve uma regata em São Lourenço e na chegada o pessoal se deu conta: cadê um dos navegadores? Tinha caído do barco. Já estava todo mundo lamentando a morte quando ele apareceu no clube. Caiu em cima de um banco de areia e voltou caminhando com a água pela cintura”.

 

Beleza e parceria na 6ª Velejada na Lua Cheia

O cruzeirista Henrique Freitas convida para o prazeiroso passeio no dia 8 de agosto, terça-feira, com saída às 18h45min do Farol do Clube e retorno em torno das 20h30min. A confraternização será regada a um caldo quente e galinhada com arroz, por R$ 35, por pessoa, sem bebidas. Mais informações na [email protected] ou (51) 30.94.57.64.

“Estar na água em um dia fora do ordinário, em um horário fora do comum, ver o pôr do sol, descobrir o brilho das estrelas, escutar o barulho da água no casco, curiosos para ver onde mesmo vai nascer a Lua, e assistir da água a esse momento majestoso, onde ela cresce no horizonte e a tudo ilumina. É simplesmente fantástico e gratificante. Venham todos!”

Henrique Freitas, diretor de Cruzeiro

 

Crédito: Henrique Freitas

 

Vinhos e queijos, a combinação perfeita

Chegou o momento de comprar ingressos para o Queijos e Vinhos 2017 do Jangadeiros. Convide amigos e familiares e participe de um dos mais atrativos eventos sociais do Clube, no sábado (19), a partir das 20h, no restaurante da Ilha. Então mobilize seus amigos e venha degustar variedades de queijos e vinhos, acompanhamentos, música, DJ e pista de dança. Tudo por R$ 100, por pessoa.

 

Um produto com mais de 4 mil anos de história. Extremamente dependente do terroir no qual é produzido. Passa por um processo de fermentação e, posteriormente, de guarda para envelhecimento ou maturação. É o resultado final de um ciclo que se inicia no campo, envolve a seleção rigorosa da matéria-prima, demanda muito acompanhamento, conhecimento e arte, passa pela azienda e culmina na nossa satisfação sensorial. Muitas das regiões produtoras recebem identificação de procedência, como DOC, AOC etc. Existe em diversidade suficiente para que se torne quase impossível provarmos todos, o que é mais motivo de satisfação do que de lamento.

Se você pensou no vinho, está enganado, aqui falamos é de queijo. A afinidade entre queijos e vinhos é tanta que não podemos estranhar estarem sempre juntos e, se não são produtos irmãos, podemos, no mínimo, dizer que são primos. E, como todo relacionamento em família, requer carinho e atenção.

O queijo, de maneira bastante genérica, resulta da ação de bactérias lácteas sobre o leite, transformando a lactose em ácido láctico. Adiciona-se o coalho para que a proteína e a gordura do leite se liguem e se separem do soro. A coalhada, posteriormente, é apartada do soro, moldada e passa por um processo de maturação. Evidentemente, cada queijo possui algumas especificidades no processo produtivo, com a descrição anterior servindo apenas como uma referência.

Fonte: Revista Adega

 

 

Sócio em foco: Nelson Piccolo

Foi com um inusitado caiaque a vela que o menino Nelson Piccolo tentou velejar pela primeira vez. “Na época, a gente chamava o barco de rema-rema. Chegou a hora de reformar o barco e fizemos uma vela com um lençol. A favor do vento, até que funcionava, mas a gente tinha de remar de volta”, conta, entre risadas, o primeiro campeão mundial entre os esportistas do Rio Grande do Sul.

O título, obtido em 1967 na classe Snipe, foi o maior feito, mas não o único na carreira de Piccolo, um dos mais antigos sócios do Clube Jangadeiros. “Virei sócio há 67 anos. O clube só existia há nove”. Com uma memória prodigiosa, recorda detalhes de regatas pelo mundo e de uma paixão por barcos que começou aos dez anos. “Era muita brincadeira. Não tinha nem roupa de borracha. Hoje as pessoas entram na escolinha. Conosco, os mais velhos ensinavam aos mais jovem como o barco funcionava, aí a gente ia de proeiro por um tempo até assumir o timão”.

Aos 13 anos, no entanto, o adolescente já competia contra os adultos e, para surpresa geral, logo aos 15, em 1955, foi, junto com Gabriel Gonzales, seu primeiro parceiro, Campeão Brasileiro em Natal (RN). A dupla repetiu o título no ano seguinte e também em 1958, 1959 e 1960.

Em 1959, Piccolo e Gonzales chegaram a vencer uma regata no primeiro Mundial da Classe Snipe, que reuniu equipes de 16 países em Porto Alegre, mas Gabriel sofreu uma lesão e o parceiro, competindo junto com Waldemar Bier, acabou na 11ª posição – a dupla campeã foi os dinamarqueses Paul Elvstrom e Erik Johansen.

Desfile em carro de bombeiros, primeiros campeões gaúchos

Ao se formar em Medicina, em 1961, Gonzalez decidiu se dedicar à nova carreira e se mudou para o Rio de Janeiro. Mas Piccolo prosseguiu e formou uma nova dupla com Carlos Henrique De Lorenzi. Começava o seu auge. Em 1967, os dois foram campeões dos Jogos Pan-Americanos, em Winnipeg, no Canadá, e campeões mundiais, em Nassau, nas Bahamas. “Foi um acontecimento. Na volta, desfilamos em carro dos bombeiros, pois fomos os primeiros campeões mundiais gaúchos”.

A dupla Piccolo/ De Lorenzi ainda disputaria mais um Mundial, em Luanda, Angola, ficando em quinto lugar, antes de ser desfeita. Depois do título mundial, Piccolo disputou competições em outras categorias, acumulando prêmios na Finn, Hobie Cat 14, na qual foi oito vezes campeão brasileiro entre 1972 e 1982, Hobie Cat 16, Supercat 17 e em barcos de Oceano. Ainda que tenha deixado as competições nos anos 80, não deixou de lado os barcos. Já foi homenageado com várias regatas e, ainda frequentador do clube, não deixa de velejar: “Dou minhas navegadas”.

A esta altura, ele já desenhava e criava desde 1961 as próprias velas: “Eu não estava muito satisfeito com o rendimento das velas que usava, então passei a fazer as minhas”. Só existiam no Brasil velas de algodão egípcio e Piccolo começou na casa dos pais a confeccioná-las no tecido importado Dacron (produto da DuPont), sendo um pioneiro no uso de poliéster no Brasil.

Do uso particular, o negócio evoluiu para uma veleria completa. Instalada no tranqüilo bairro residencial de Vila Conceição, na Zona Sul de Porto Alegre, a Nelson Piccolo Sails está completando 50 anos. Era administrada em parceria com a mulher, Dircinha Piccolo, falecida em 2016. A empresa chegou a exportar as velas da classe Snipe. Na época, o velejador ainda participava de campeonatos e as vitórias serviam de propaganda dentro e fora do Brasil.

Ainda hoje ter uma vela Piccolo é considerado sinal de prestígio entre velejadores. As solicitações dos clientes passaram a exigir outros produtos e o negócio evoluiu fabricando capas, lonas e comercializando todos tipos de acessórios náuticos. A empresa hoje tem a participação dos dois filhos do velejador: Daniela Piccolo é responsável pela administração enquanto seu irmão, Nelson Piccolo Filho, é o “sailmaker” (fabricante de velas).

As primeiras velas de poliéster foram fabricadas pela marca Piccolo

Nelson Piccolo (à esquerda) e Gabriel Gonzales (ao centro), venceram
o 1º Campeonato Brasileiro de Snipe, em 1955, Natal

A marca Piccolo Sails tem tradição de cinco décadas

Vai começar o Mundial de 29er em Long Beach

Lorenzo Bernd/Philipp Rump e Breno Kneipp/Ian Paim. 
Campeões, estamos torcendo por vocês!

Depois de muito treino, disciplina e amor à vela, as duplas Lorenzo Bernd/Philipp Rump (campeões da Copa Brasil de Vela) e Breno Kneipp/Ian Paim (campeões Sul-americano de 29er) estão nos Estados Unidos com toda a garra para enfrentar mais de 100 atletas de alta qualificação no grande desafio do Mundial de 29er. “Estamos confiantes, a flotilha cresceu muito nos últimos tempos, nosso treinador fez um excelente trabalho e a classificação vai ser o resultado dos nossos treinos”, diz Ian Paim, capitão da Flotilha.

Momento de intervalo em Long Beach, na Califórnia 

“No dia 31 deste mês terá início o Mundial de 29er em Long Beach, na Califórnia. Estamos sendo representados por duas excelentes duplas que temos certeza farão um belo campeonato, trazendo na bagagem de volta a Porto Alegre muita experiência adquirida nestes dias de convívio com os melhores velejadores mundiais da classe.

Ficamos na torcida para que tenham uma grande competição. Bons Ventos!”

Vice-comodoro Esportivo, Rodrigo Castro

 

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Guilherme Plentz surpreendeu
no Brasileiro de Windsurf

Não faltou bom resultado na estreia de Guilherme Plentz no seu primeiro Campeonato Brasileiro de Windsurf. Na competição, realizada entre a sexta-feira (21) e domingo (23), Guilherme competiu, pela primeira vez, na classe RS:X na praia de Itamaracá, em Pernambuco, marcando um quinto lugar na classificação geral e subiu ao pódio, em terceiro lugar, na Juvenil. “Me surpreendi bastante com o resultado. Fui para aprender porque comecei agora e acabei indo melhor do que eu esperava”, disse o atleta. 

  Com apenas três meses no windsurf, “Gui”, o único representante da classe no Rio Grande do Sul,         não  se intimidou em meio a veteranos e outros iniciantes dos estados de Pernambuco, São Paulo,       Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe e Minas Gerais. No total, foram 27 competidores.

  Ele começou a gostar do windsurf logo depois de deixar a classe Optimist, onde velejou por sete           anos: “Como sempre fui um apaixonado pelo windsurf, treinar não é algo que veja como um                   compromisso, mas um prazer”. De volta a Porto Alegre, “Gui” já voltou a treinar e se prepara para a      Copa da   Juventude, de 2 a 8 de setembro, em Recife, também em Pernambuco.

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João Emílio rumo à Holanda

Em fase de treinamentos, João Emilio Vasconcellos se prepara como um dos dois representantes do Brasil para o Mundial de Vela Jovem, na Holanda. Ele acaba de passar, a convite da Confederação Brasileira de Vela, por um treino especial, entre a última sexta-feira (21) e terça (25), no Iate Clube do Rio de Janeiro.

“A gente teve bastante treinos táticos para simular regatas como se fosse mesmo um campeonato”, contou o jovem atleta, que ficou entre os 22 melhores do mundo na classe Laser Radial no Mundial da Juventude, em Auckland, na Nova Zelândia, em dezembro de 2016.

Já são mais de 280 atletas inscritos no masculino até 19 anos e 111 no feminino. O Campeonato será realizado na cidade de Medemblik, entre os dias 11 e 18 de agosto. João Emílio embarca no dia 6 para o país. O outro representante brasileiro é Andrey Godoy, de Foz do Iguaçu.

Parabéns Tiago Brito e Antônio Rosa!

Os atletas do Jangadeiros são os campeões da primeira Snipe Challenge, que ocorreu no último final de semana (22 e 23), no Iate Clube do Rio de Janeiro. A competição, de grande prestígio na classe, contou com a
participação de 33 barcos.

O torneio também serviu de teste para o próximo desafio da dupla, o tão esperado Mundial de Snipe, em La Coruña, na Espanha, entre 6 e 11 agosto.

“Ficamos muito felizes com essa vitória, pois estávamos velejando com grandes nomes da classe e ainda era um campeonato com um modelo totalmente novo para nós, em um esquema mata-mata, diz Antônio Rosa.

Dupla no Iate Clube do Rio de Janeiro (segundo e terceiro, da esquerda para direita)

 

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Dica Cultural

Neste final de semana (29 e 30), a Jangada News sugere uma visita ao Theatro São Pedro para assistir a peça de teatro o Escândalo Phillipe Dussaert. Primeiro trabalho solo do ator e diretor Marcos Caruso – 35 peças e 40 anos de carreira – o espetáculo explora com humor os limites e conceitos da arte contemporânea a partir da polêmica trajetória do pintor francês Phillipe Dussaert, perfeito copista de quadros célebres de Da Vinci, Manet e Cézanne. O monólogo assinado por Jacques Mougenot está a quase dez anos em cartaz na França.

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Janga na mídia

Coluna Paulo Gasparotto, 25 de julho

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Vai começar o Mundial de 29er em Long Beach

Lorenzo Bernd/Philipp Rump e Breno Kneipp/Ian Paim.
Campeões, estamos torcendo por vocês!

Depois de muito treino, disciplina e amor à vela, as duplas Lorenzo Bernd/Philipp Rump (campeões da Copa Brasil de Vela) e Breno Kneipp/Ian Paim (campeões Sul-americano de 29er) estão nos Estados Unidos com toda a garra para enfrentar mais de 100 atletas de alta qualificação no grande desafio do Mundial de 29er. “Estamos confiantes, a flotilha cresceu muito nos últimos tempos, nosso treinador fez um excelente trabalho e a classificação vai ser o resultado dos nossos treinos”, diz Ian Paim, capitão da Flotilha.

 

“No dia 31 deste mês terá início o Mundial de 29er em Long Beach, na Califórnia. Estamos sendo representados por duas excelentes duplas que temos certeza farão um belo campeonato, trazendo na bagagem de volta a Porto Alegre muita experiência adquirida nestes dias de convívio com os melhores velejadores mundiais da classe. Ficamos na torcida para que tenham uma grande competição. Bons Ventos!”

Vice-comodoro Esportivo, Rodrigo Castro

 

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João Emílio rumo à Holanda

Em fase de treinamentos, João Emilio Vasconcellos se prepara como um dos dois representantes do Brasil para o Mundial de Vela Jovem, na Holanda. Ele acaba de passar, a convite da Confederação Brasileira de Vela, por um treino especial, entre a última sexta-feira (21) e terça (25), no Iate Clube do Rio de Janeiro.

“A gente teve bastante treinos táticos para simular regatas como se fosse mesmo um campeonato”, contou o jovem atleta, que ficou entre os 22 melhores do mundo na classe Laser Radial no Mundial da Juventude, em Auckland, na Nova Zelândia, em dezembro de 2016.

Já são mais de 280 atletas inscritos no masculino até 19 anos e 111 no feminino. O Campeonato será realizado na cidade de Medemblik, entre os dias 11 e 18 de agosto. João Emílio embarca no dia 6 para o país. O outro representante brasileiro é Andrey Godoy, de Foz do Iguaçu.

Sócio em foco: Nelson Piccolo

Foi com um inusitado caiaque a vela que o menino Nelson Piccolo tentou velejar pela primeira vez. “Na época, a gente chamava o barco de rema-rema. Chegou a hora de reformar o barco e fizemos uma vela com um lençol. A favor do vento, até que funcionava, mas a gente tinha de remar de volta”, conta, entre risadas, o primeiro campeão mundial entre os esportistas do Rio Grande do Sul.

O título, obtido em 1967 na classe Snipe, foi o maior feito, mas não o único na carreira de Piccolo, um dos mais antigos sócios do Clube Jangadeiros. “Virei sócio há 67 anos. O clube só existia há nove”. Com uma memória prodigiosa, recorda detalhes de regatas pelo mundo e de uma paixão por barcos que começou aos dez anos. “Era muita brincadeira. Não tinha nem roupa de borracha. Hoje as pessoas entram na escolinha. Conosco, os mais velhos ensinavam aos mais jovem como o barco funcionava, aí a gente ia de proeiro por um tempo até assumir o timão”.

Aos 13 anos, no entanto, o adolescente já competia contra os adultos e, para surpresa geral, logo aos 15, em 1955, foi, junto com Gabriel Gonzales, seu primeiro parceiro, Campeão Brasileiro em Natal (RN). A dupla repetiu o título no ano seguinte e também em 1958, 1959 e 1960.

Em 1959, Piccolo e Gonzales chegaram a vencer uma regata no primeiro Mundial da Classe Snipe, que reuniu equipes de 16 países em Porto Alegre, mas Gabriel sofreu uma lesão e o parceiro, competindo junto com Waldemar Bier, acabou na 11ª posição – a dupla campeã foi os dinamarqueses Paul Elvstrom e Erik Johansen.

Desfile em carro de bombeiros, primeiros campeões gaúchos

Ao se formar em Medicina, em 1961, Gonzalez decidiu se dedicar à nova carreira e se mudou para o Rio de Janeiro. Mas Piccolo prosseguiu e formou uma nova dupla com Carlos Henrique De Lorenzi. Começava o seu auge. Em 1967, os dois foram campeões dos Jogos Pan-Americanos, em Winnipeg, no Canadá, e campeões mundiais, em Nassau, nas Bahamas. “Foi um acontecimento. Na volta, desfilamos em carro dos bombeiros, pois fomos os primeiros campeões mundiais gaúchos”.

A dupla Piccolo/ De Lorenzi ainda disputaria mais um Mundial, em Luanda, Angola, ficando em quinto lugar, antes de ser desfeita. Depois do título mundial, Piccolo disputou competições em outras categorias, acumulando prêmios na Finn, Hobie Cat 14, na qual foi oito vezes campeão brasileiro entre 1972 e 1982, Hobie Cat 16, Supercat 17 e em barcos de Oceano. Ainda que tenha deixado as competições nos anos 80, não deixou de lado os barcos. Já foi homenageado com várias regatas e, ainda frequentador do clube, não deixa de velejar: “Dou minhas navegadas”.

A esta altura, ele já desenhava e criava desde 1961 as próprias velas: “Eu não estava muito satisfeito com o rendimento das velas que usava, então passei a fazer as minhas”. Só existiam no Brasil velas de algodão egípcio e Piccolo começou na casa dos pais a confeccioná-las no tecido importado Dacron (produto da DuPont), sendo um pioneiro no uso de poliéster no Brasil.

Do uso particular, o negócio evoluiu para uma veleria completa. Instalada no tranqüilo bairro residencial de Vila Conceição, na Zona Sul de Porto Alegre, a Nelson Piccolo Sails está completando 50 anos. Era administrada em parceria com a mulher, Dircinha Piccolo, falecida em 2016. A empresa chegou a exportar as velas da classe Snipe. Na época, o velejador ainda participava de campeonatos e as vitórias serviam de propaganda dentro e fora do Brasil.

Ainda hoje ter uma vela Piccolo é considerado sinal de prestígio entre velejadores. As solicitações dos clientes passaram a exigir outros produtos e o negócio evoluiu fabricando capas, lonas e comercializando todos tipos de acessórios náuticos. A empresa hoje tem a participação dos dois filhos do velejador: Daniela Piccolo é responsável pela administração enquanto seu irmão, Nelson Piccolo Filho, é o “sailmaker” (fabricante de velas).

As primeiras velas de poliéster foram fabricadas pela marca Piccolo

Nelson Piccolo (à esquerda) e Gabriel Gonzales (ao centro), venceram
o 1º Campeonato Brasileiro de Snipe, em 1955, Natal

A marca Piccolo Sails tem tradição de cinco décadas

Beleza e parceria na 6ª Velejada na Lua Cheia

O cruzeirista Henrique Freitas convida para o prazeiroso passeio no dia 8 de agosto, terça-feira, com saída às 18h45min do Farol do Clube e retorno em torno das 20h30min. A confraternização será regada a um caldo quente e galinhada com arroz, por R$ 35, por pessoa, sem bebidas. Mais informações na [email protected] ou (51) 30.94.57.64.

“Estar na água em um dia fora do ordinário, em um horário fora do comum, ver o pôr do sol, descobrir o brilho das estrelas, escutar o barulho da água no casco, curiosos para ver onde mesmo vai nascer a Lua, e assistir da água a esse momento majestoso, onde ela cresce no horizonte e a tudo ilumina. É simplesmente fantástico e gratificante. Venham todos!”

Henrique Freitas, diretor de Cruzeiro

 

 

Crédito: Henrique Freitas

Conheça mais o sócio Luiz Fernando Velasco e o seu livro Caminhos da Lagoa dos Patos

Na primeira vez em que o sócio Luiz Fernando Velasco viajou de navio de Porto Alegre a Pelotas, a hidrovia ainda era um dos meios de transporte mais importantes entre a capital e o restante do Estado. O navio se chamava Cruzeiro, a viagem durava 12 horas e tinha muito de aventura. “Tinha 18 ou 19 anos, então foi em 1953 ou 1954. Esse naviozinho tinha o fundo chato, balançava muito. Aconteceu uma tempestade e todo mundo ficou enjoado”, contou o dentista e professor, hoje com 82 anos.

Foi também a primeira vez em que Velasco navegou pela Lagoa dos Patos e o começo de um fascínio que o fez, em 1990, lançar o livro “Caminhos da Lagoa dos Patos”. A obra, hoje esgotada, reúne informações e histórias sobre o segundo maior lago da América do Sul – com 10 mil km², perde apenas para o Maracaibo, na Venezuela. “Tem lugares ali em que não se enxerga a outra margem”, disse.

O transporte de passageiros hoje se resume ao catamarã que faz a ligação entre Porto Alegre e Guaíba, mas os navios de cargas ainda utilizam a Lagoa dos Patos. “Continua sendo bastante usada e devia ser ainda mais, mas precisa ser dragada em certos pontos para o trânsito ganhar maior eficiência”. A profundidade média é de 6 metros, mas na entrada do Guaíba chega a ser dez vezes maior. “Tenho mapas de 1800 e poucos que mostram que era um metro mais profunda, mas foi assoreando e ficando mais rasa”.

Comodoro do Clube Jangadeiros em duas gestões, membro efetivo do Conselho e integrante da Comissão de Ética, Velasco, claro, já navegou pela lagoa: “Tomei uns bons sustos por lá. A gente sai prometendo não voltar, mas volta. A margem voltada para o mar é muito baixa e o vento vem com força total. As ondas chegam a 2,3 metros. Quando se vai entrar na lagoa tem que conhecer isso”.

Giuseppe Garibaldi também usou a lagoa para fazer escaramuças

contra os inimigos

É uma viagem empolgante, mas que exige cuidados. “Tem de usar a carta de navegação e o GPS. Tem bancos de areia com vinte quilômetros de comprimento”. A Lagoa dos Patos também foi palco de episódios históricos. Foi, por exemplo, navegando pelas suas águas que um navio de passageiros chegou a Porto Alegre com a delegação do Rio Grande, o primeiro time de futebol do Estado, para um jogo de exibição em 1903, levando à fundação do Grêmio. Durante a Revolução Farroupilha, no século XIX, o aventureiro Giuseppe Garibaldi também usou a lagoa para fazer escaramuças contra os inimigos.

“Fiz o livro na época para que o pessoal conhecesse mais sobre a lagoa”, explicou. Além de informações e fatos históricos, o sócio também é um conhecedor de histórias curiosas: “Teve uma regata em São Lourenço e na chegada o pessoal se deu conta: cadê um dos navegadores? Tinha caído do barco. Já estava todo mundo lamentando a morte quando ele apareceu no clube. Caiu em cima de um banco de areia e voltou caminhando com a água pela cintura”.

 

PARABÉNS TIAGO BRITO E ANTÔNIO ROSA!!!

Os atletas do Jangadeiros são os campeões da primeira Snipe Challenge, que ocorreu no último final de semana (22 e 23) no Iate Clube do Rio de Janeiro. A competição, de grande prestígio na Classe contou com 33 barcos.

O torneio também serviu de teste para o próximo desafio da dupla, o tão esperado Mundial de Snipe, em La Coruña na Espanha, entre 6 e 11 agosto.

“Ficamos muito felizes com essa vitória pois estávamos velejando em alto nível com grandes nomes da classe e ainda era um campeonato com um modelo totalmente novo para nós, num esquema de mata-mata. Felizmente conseguimos nos sair bem e nos preparar como gostaríamos para irmos à Espanha bem motivados e fazermos o nosso melhor”.

Antônio Rosa

 

GUILHERME PLENTZ SURPREENDEU E SUBIU AO PÓDIO NO BRASILEIRO DE WINDSURF

Talento e garra, a estreia do atleta na classe RS:X surpreendeu a ele mesmo. Guilherme Plentz subiu ao pódio na categoria Juvenil, ficando em 3º lugar. Na classificação Geral, conquistou a 5ª posição entre 27 atletas de sete Estados.

É o único representante da classe no Rio Grande do Sul.
“Fui para aprender porque comecei agora e acabei indo melhor do que eu esperava. Consegui testar meu nível na modalidade”, diz.

guilherme

Jangada News – 21 de julho de 2017





Jangada News
Newsletter do Clube Jangadeiros . Porto Alegre . Edição 21 de Julho de 2017

 

 

Momento de emoção e boas lembranças marcou plantio com Comodorias e Conselho

Final de tarde com um pôr do sol espetacular, presidentes do Conselho, ex-comodoros e comodoria, acompanhados de suas esposas, aguardavam o momento para iniciar o plantio das mudas que selariam o encerramento da primeira fase do projeto Brisa Verde. O Hino Nacional e o do Rio Grande do Sul conferiram o tom solene ao momento. E as palavras do comodoro Manuel Ruttkay Pereira deram início à cerimônia que se estendeu aos brindes e jantar no restaurante da Ilha.

 “Nós estamos aqui para um momento muito importante que reflete o trabalho de várias comodorias, um trabalho incessante que tinha um objetivo comum, o de fazer com que o Jangadeiros tivesse uma área adicional para a gente cultivar os nossos bons hábitos que estão vinculados à água, à terra, à contemplação, à jogos. 

Alerto que nós não estamos com as bandeiras totalmente hasteadas pelo falecimento de Liciê Hunsche, mãe do Barra Limpa. Lembro do ditado que diz  “que por trás de um grande homem tem uma grande mulher”, então eu diria que “atrás de um grande atleta tem uma grande mãe” e nós sabemos que atrás do Barra Limpa, do Walter Hunsche, tinha o pai e a mãe dele, que deixaram uma marca maravilhosa para nós, que é a nossa escola de Vela, tamanho era o reconhecimento que eles tinham em relação ao Jangadeiros e ao quanto o Clube tornou o Barra Limpa feliz.

Também preciso destacar os funcionários do Clube. Nós não teríamos isso tudo aqui sem o trabalho desmedido e sem o carinho que eles colocam em suas atividades, representados pela nossa gerente-geral Cristina.

Essas árvores ficaram reservadas aos ex-comodoros, a comodoria atual, aos ex-presidentes e ao presidente do Conselho e a algumas pessoas que tiveram a participação extremamente especial na consecução do projeto. Uma ação ousada, que obteve um aumento de área na Ilha, seguido de uma atuação junto as autoridades, adequando-nos ao que era exigido pela promotoria e Secretaria do Meio Ambiente.

Agora, encerrada a primeira fase do projeto, que também contou com a participação extremamente ativa dos associados, a próxima  etapa é cuidar muito bem dessas árvores para que os seus benefícios sejam desfrutados, nos próximos anos, por todo o nosso quadro social. 

Comodoro Manuel Ruttkay Pereira

 Confira o álbum completo de fotos no link 

 

Pedro Pesce, vice-comodoro Administrativo

“Esse momento representa o trabalho de várias comodorias e ex-presidentes de Conselho, que ficarão com seus nomes gravados nessas árvores. Ganha o Clube, nossos sócios e a cidade de Porto Alegre”.

Renato Paradeda

“Este aterro foi uma contribuição muito importante para o território do Clube, e essa ideia de plantar árvores é muito interessada, pois vai criar um bosque, outra forma de viver a Ilha. Tenho certeza que vai sair um jardim muito bonito e com as árvores frutíferas, o número de pássaros que teremos aqui será uma beleza. Sombra, churrasqueira, tudo de bom”.

Verônica Ruttkay Pereira, mãe do Comodoro Manuel Ruttkay Pereira

“Estou muito orgulhosa de tudo aqui no Jangadeiros. A nossa Ilha cresceu mais e terá árvores bonitas, frondosas, com o nome daqueles que estão agora aqui plantando. Eu conheço vários Clubes náuticos no Brasil, mas o Janga sem dúvidas é o mais belo. Na questão ambiental ele também é lindo. O Jangadeiros está de parabéns”.

Pedro César de Oliveira Filho

“A importância deste plantio é simbólica e também ajuda a arborizar melhor a nossa Ilha e fazer com que o pessoal entenda que é muito importante plantar, que é o significado da nossa existência. É um legado que vai ficar para sempre. Cala muito fundo”.

Luis Fernando Velasco

“Estou achando maravilhoso, muito bem organizado. Com o pôr-do-sol, o Hino do Brasil e do Rio Grande do Sul, é o que a gente precisa cada vez mais, amor a Pátria. E também só o fato de estarmos na beira do rio, em uma área tão bonita, agora com mais árvores, isso é vida”.

Jorge Debiagi

“O plantio vai complementar o paisagismo da Ilha e essa mata que virá vai trazer sombra e criar um ambiente propício para as pessoas utilizarem o espaço”. 

César Rostirolla

“Essa Ilha é um charme e vai ficar ainda mais charmosa. Conseguimos dar um cenário para o Rio, para esse pôr-do sol, para que o convívio dos associados se torne mais gracioso. Essa ilha é única. É maravilhosa! Isso para os associados vai ser uma grande conquista”.

Aristóteles Bourscheid

“Nós tivemos a satisfação de fazer o licenciamento dessa área. Eu criei os meus filhos no Clube e hoje já tenho meu neto aqui, então a nossa vida é muito voltada para o rio. Somos velejadores e desfrutamos do Clube há praticamente 40 anos. É interessante que as pessoas pensam que o Clube já estava pronto. Os batelões do Clube juntavam água a pé para começar matéria orgânica, pois não tinha, era só areia, essa ilha é construída em cima da areia. Nós apenas estamos continuando o trabalho desses mágicos que idealizaram a nossa Ilha”.

Waldemar Bier

“Foi uma solução espetacular para essa área que tem mais de um hectare e vamos plantar um bosque com árvores nativas. A ideia é muito bacana. Vai ser um orgulho para as próximas gerações usufruírem desse espaço”.

Lúcia Machado, esposa do vice-comodoro de Obras, Antônio Joaquim Machado

“Achei lindo, maravilhosa a nossa presença no Clube. Espero que os nossos filhos e netos possam usufruir da sombra dessas árvores no futuro”.

Cláudio Aydos

“Eu vim prevenido para plantar essa árvore, porque eu já plantei muitas árvores aqui no Clube em épocas passadas. Daqui há alguns anos vamos ter um parque muito bonito”.

Marco Aurélio Paradeda

“Esse compromisso que o Clube assumiu em plantar essas árvores será muito positivo no futuro, pois vai se transformar em uma área muito agradável. Ao mesmo tempo, vai proteger os barcos que estão no ancoradouro dos ventos, pois formará uma parede de árvores. Todos os associados e, especialmente aqueles que participaram da formação da Ilha, que viram ela crescer, acham muito importante ver esse espaço consolidado”.

Cristiano Tatsch

“Eu estou achando muito bonito esse momento do Jangadeiros, cada vez mais a gente consolida a Ilha, que é um projeto criado por muita gente antes de nós. O plantio de árvores vai reforçar a flora e a fauna nativa no Jangadeiros. Foi uma iniciativa da comodoria muito bem conduzida de fazer com que os associados e os antigos comodoros deixassem seus nomes nas árvores. É uma tarefa de integração muito bonita. Não podemos esquecer de agradecer a Tina, pois quando teve o processo de aterramento no Guaíba ela teve a ousadia de sair atrás e conseguir com que a areia viesse para cá”.

 

 Jangadeiros sobe ao pódio no Sul-americano e fica entre os TOP 5 na 44ª Semana de Vela de IlhaBela

Parabéns tripulação do San Chico 3 !!!

A bandeira do Clube foi defendida com muita raça em um campeonato que só reuniu feras da vela. Orgulho Jangadeiros!

“A melhor Semana de Vela de IlhaBela dos últimos anos”. Essa foi a definição que prevaleceu entre os 900 velejadores participantes da acirrada competição que transcorreu em ótimas condições climáticas, com muito sol e ventos médios entre 12 e 15 nós. Um dos grandes eventos da agenda náutica, encerrado no sábado (15), aproveitou o clima amistoso e o ambiente competitivo para também realizar as finais dos campeonatos sul-americanos de ORC e IRC, além dos Brasileiros de C30 e RGS.

O comandante Francisco Freitas e a sua qualificada tripulação do San Chico 3 subiu ao pódio e conquistou o 3º lugar no Sul-americano da ORC Internacional Geral e o 4º entre as fortes equipes que participaram da 44ª Semana de IlhaBela.

 “Foi uma das regatas mais difíceis que corremos na Semana de Vela (é a quarta vez que participam). Estou muito feliz com o resultado, porque a disputa foi muito acirrada nas oito regatas que competimos (uma longa, duas médias e cinco barla-sota), todos eram muito profissionais e a nossa tripulação estava excelente, quase irretocável. Na busca pela vitória, saímos queimados em uma largada e ficamos sem esta pontuação. Mas só larga escapado quem larga bem! Com um barco muito rápido, vencemos duas regatas das oito disputadas na Semana de Vela de IlhaBela. Estou muito feliz com o nosso desempenho.”

Na vela desde os 17 anos e hoje com 74 anos, Francisco Freitas aproveitou a conversa para agradecer às esposas. “Elas ficaram em casa cuidando dos negócios, da casa e dos filhos. Não é fácil ”, disse. Parceiro de todas as regatas, já está de olho nas próximas competições. “Queremos muito fazer Buenos Aires-Punta del Este, em janeiro,  Recife-Fernando de Noronha, em setembro de 2018, mas são custos altos, seria importante ter um patrocinador”, conclui.

O Pajero foi consagrado como o grande campeão da 44ª Semana de Vela de Ilhabela. O barco, comandado por Eduardo Souza Ramos, conquistou o título da ORC, após uma disputa definida apenas no último dia de provas, superando o Ângela Star IV (Peter Siemensen) e o Crioula 29 (Eduardo Plass), segundo e terceiro colocados.

Tripulação do San Chico 3

Comandante: Francisco Freitas
Proeiro: Marcio Campos
Mastro: Fabio Santa Rosa
Adriças: Emilio Strasburguer
Trimmer Genoa: Rene Garrafielo
Trimmer Genoa: Pedro Mota
Trimmer Mestra: Damien Bercht
Tático: Fernando Cavalli
Timoneiro: Xico Freitas

 Mundial de 29er na Califórnia
vai começar dia 29 (sábado)

Com o grande estímulo de Xandi Paradeda, apoio da CBC com a aquisição de novos barcos, e a garra e talento das nossas duplas Lorenzo Bernd/Philipp Rump e Breno Kneipp/Ian Paim – atuais campeões brasileiro e sul-americano de 29er -, o Jangadeiros desponta na classe no Brasil e na América Latina.


Na próxima semana começa a total concentração dos meninos na disputa pelo Mundial da classe em Long Beach, nos Estados Unidos. O que vocês já fizeram é “demais” ! Vamos agora torcer para os próximos passos dessas carreiras exponenciais !!!

“Crescemos nos últimos dois anos e conseguimos conquistar muitos títulos. O barco da classe exige muita técnica, mas estamos preparados para defender a camiseta do clube com o nosso melhor, diz Ian Paim, capitão da Flotilha.

Acompanhe o resultado a partir do dia 29 pelo Facebook do Clube.

Guilherme Plentz estreia no Campeonato
Brasileiro de Windsurf


Guilherme Plentz deixou a 29er e fará a sua estreia oficial na classe RS:X nesta sexta-feira (21), no Campeonato Brasileiro de Windsurf, na praia de Itamaracá, em Pernambuco. A competição segue até domingo (23) reunindo veteranos e iniciantes dos estados de Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. “Gui” é o único representante da classe no Rio Grande do Sul. Em sua volta, a Jangada News vai contar melhor a história do atleta. Aguardem !

Guilherme Plentz, agora na RS:X

 Quem participou do Queijos e Vinhos em 2016
não esquece!

Aberto para sócios e não-sócios, você pode incentivar amigos a acompanhar este exclusivo momento de degustação no Jangadeiros. 

O restaurante da Ilha estará preparado para receber com pista de dança e DJ em agosto, no sábado (19), a partir das 20h. O investimento é de R$ 100, por pessoa.

 
Aventura e conteúdo na agenda
dos Cruzeiristas

Os Cruzeiristas já estão em alta velocidade na programação de agosto. Mesmo que você não tenha barco está convidadíssimo para a palestra/jantar sobre aventuras na Lagoa Mirim. Confira na Secretaria Esportiva: [email protected] ou 30.94.57.64.

Velejada na Lua Cheia

 

Acompanhem:

8 de agosto, terça-feira – Momento mágico da 6ª. Velejada na Lua Cheia. Convide amigos e não deixe de participar. Saída às 18h45min do Farol do Clube. No retorno, em torno de 20h30min, todos serão aguardados com um caldo quente e galinhada com arroz, por R$ 35, por pessoa, sem bebidas. Prêmio simbólico ao Fita Azul e ao penúltimo colocado.

12 de agosto, sábado – Cruzeiraço Especial em homenagem ao Dia dos Pais. Largada às 9h da frente do Farol do Clube [canal] em direção ao Farol de Itapuã, praia do Sítio, e retorno às 17h30min. Almoço a bordo. Não é necessário inscrição.

16 de agosto, quarta-feira – É a vez da palestra “Jangadeiros da Mirim”, às 18hh30min, no restaurante da Ilha, seguida de jantar por R$ 35. Bela oportunidade para conhecer mais sobre a Lagoa Mirim e se saborear com relatos e imagens das aventuras dos barcos Kauana III, de Paulo Angonese, e Graxaim, de Luiz Fernando Schram Pereira, durante quatro semanas de navegação em 2016 e em março deste ano.

 Aventura pela Lagoa Mirim

 Churrasqueiras, ponto de confraternização

Mais uma churrasqueira do Jangadeiros ganhará cobertura, novo piso e reformas para melhor atender ao associado. Hoje são 19 churrasqueiras disponíveis para acolher um saboroso assado e uma boa conversa entre familiares e seus convidados.

Doenças respiratórias atingem
mais crianças durante o inverno.

Saiba como prevenir

A estação mais fria do ano chegou e com ela a previsão de temperaturas mais baixas. O inverno costuma dividir os gaúchos entre os que apreciam o clima característico da época e aqueles que já contam os dias para a volta do calor. Para alguns pais, no entanto, é consenso afirmar que o período é motivo de preocupação.

Manuel Ruttkay Pereira: “Criar a criança numa ‘bolha’ não é bom, pois ela
terá dificuldade em desenvolver anticorpos

 

O receio acontece porque doenças respiratórias são muito comuns nesse período e as crianças acabam sendo um dos alvos prediletos de vírus e bactérias. O médico pediatra e professor doutor nas Faculdades de Medicina da PUCRS e UFRGS Manuel Ruttkay Pereira, Comodoro do Jangadeiros, explica que isso acontece em função de múltiplos fatores, mas principalmente em decorrência do sistema imunológico da criança ainda imaturo. “A total competência imunológica é atingida somente aos 6, 7 anos de idade. Antes, é possível se defender, mas de maneira mais limitada”, detalha.

Nesses primeiros anos de vida, o Dr. Manuel aconselha uma exposição gradual ao ambiente externo e equilíbrio nos cuidados por parte dos pais. “Criar a criança numa ‘bolha’ não é bom, pois ela terá dificuldade em desenvolver anticorpos. Por outro lado, uma exposição agressiva pode desenvolver formas graves de doença. Não é aconselhável, por exemplo, levar uma criança de 30 dias para um aniversário com outras dezenas de crianças. Crianças pequenas, principalmente as menores de 18 meses, podem desenvolver doenças respiratórias graves, mesmo que estejam sendo induzidas por vírus que causem apenas infecções leves em crianças maiores e adultos. É preciso bom senso”, explica.

O pediatra destaca ainda que componentes do leite materno são muito importantes para proteger os bebês de infecções. Ele lista também outras formas de prevenção como lavar as mãos um maior número de vezes, portar álcool gel, evitar o contato com pessoas doentes e tomar as vacinas adequadas para a estação. Além disso, reforça que “gripe e resfriado não são a mesma coisa. Resfriado possui inúmeros vírus causadores e não há vacinação. Já para o vírus da gripe, o influenza, existe vacinação efetiva”, esclarece.
Bronquite, asma, pneumonia, infecções de garganta e ouvido, sinusite, rinite, gripes e resfriados são as doenças do sistema respiratório mais comuns no inverno. Muitas dessas enfermidades envolvem um cruzamento de causas infecciosas e alérgicas e seu tratamento exige orientação médica.

O especialista explica que para pneumonia, rinossinusite e amigdalites causadas por bactérias é possível, dependendo da avaliação do médico, a utilização de antibióticos. Por outro lado, aproximadamente 85% das doenças infecciosas das vias respiratórias são de origem viral e estas costumam ser autolimitadas. Para elas, o melhor remédio é o repouso domiciliar, acompanhado de boa hidratação (ingerir líquidos generosamente) e alimentação adequada. Medicamentos contra a dor e febre, higiene nasal com soro fisiológico são, em geral, as únicas medidas farmacologicamente indicadas. “Quanto menos energia desnecessária o paciente gastar melhor o corpo irá responder ao tratamento e mais rápido irá se recuperar”, conclui.

 

DICA CULTURAL 

Para quem aprecia blues, a dica imperdível é ir assistir o norte-americano Terry Harmonica Bean no dia 29, às 17h, no Átrio do Santander Cultural. Um dos mais importantes nomes da nova safra do blues do Mississipi, o gaitista, guitarrista e compositor aprendeu a tocar com o pai, que chegou a acompanhar o mítico B.B.King. Investimento: R$ 12.

Agenda de eventos 

Janga na mídia 

Site: 44ª Semana de Vela de IlhaBela, 15 de julho

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Momento de emoção e boas lembranças marcou plantio com Comodorias e Conselho

Final de tarde com um pôr do sol espetacular, presidentes do Conselho, ex-comodoros e comodoria, acompanhados de suas esposas, aguardavam o momento para iniciar o plantio das mudas que selariam o encerramento da primeira fase do projeto Brisa Verde. O Hino Nacional e o do Rio Grande do Sul conferiram o tom solene ao momento. E as palavras do comodoro Manuel Ruttkay Pereira deram início à cerimônia que se estendeu aos brindes e jantar no restaurante da Ilha.

 “Nós estamos aqui para um momento muito importante que reflete o trabalho de várias comodorias, um trabalho incessante que tinha um objetivo comum, o de fazer com que o Jangadeiros tivesse uma área adicional para a gente cultivar os nossos bons hábitos que estão vinculados à água, à terra, à contemplação, à jogos.

Alerto que nós não estamos com as bandeiras totalmente hasteadas pelo falecimento de Liciê Hunsche, mãe do Barra Limpa. Lembro do ditado que diz  “que por trás de um grande homem tem uma grande mulher”, então eu diria que “atrás de um grande atleta tem uma grande mãe” e nós sabemos que atrás do Barra Limpa, do Walter Hunsche, tinha o pai e a mãe dele, que deixaram uma marca maravilhosa para nós, que é a nossa escola de Vela, tamanho era o reconhecimento que eles tinham em relação ao Jangadeiros e ao quanto o Clube tornou o Barra Limpa feliz.

Também preciso destacar os funcionários do Clube. Nós não teríamos isso tudo aqui sem o trabalho desmedido e sem o carinho que eles colocam em suas atividades, representados pela nossa gerente-geral Cristina.

Essas árvores ficaram reservadas aos ex-comodoros, a comodoria atual, aos ex-presidentes e ao presidente do Conselho e a algumas pessoas que tiveram a participação extremamente especial na consecução do projeto. Uma ação ousada, que obteve um aumento de área na Ilha, seguido de uma atuação junto as autoridades, adequando-nos ao que era exigido pela promotoria e Secretaria do Meio Ambiente.

Agora, encerrada a primeira fase do projeto, que também contou com a participação extremamente ativa dos associados, a próxima  etapa é cuidar muito bem dessas árvores para que os seus benefícios sejam desfrutados, nos próximos anos, por todo o nosso quadro social.

Comodoro Manuel Ruttkay Pereira

 Confira o álbum completo de fotos no link