Troféu Cayru MT19

Trófeu Cayrú MT19 Regata Média

Trófeu Cayru Regata Média ORC

Troféu Cayru RGS Regata Média

Trofeu Cayru Solitário

Especial Troféu Cayru: relembre histórias do campeonato

Há coisas na vida que têm a sua importância pelo sentimento que despertam em cada um e outras pela sua relevância universal, de fato. Poucas, porém, aliam esses dois valores: o Troféu Cayru é um desses exemplos.

Além de ser um campeonato que conta pontos para o Estadual de Vela de Oceano, é um evento com muito simbolismo para o Jangadeiros. “É um momento de festa da vela, no qual a gente olha para trás, algo muito necessário para poder se construir o futuro. Somos levados a olhar para nossas raízes”, comenta um pouco desse sentimento o comodoro Manuel Ruttkay Pereira .

Para quem não sabe, a criação deste troféu é uma homenagem ao barco Cayru, do patrono fundador do CDJ, Leopoldo Geyer. Em 1935, ainda chamado Cayruzinho, ele foi lançado ao mar para celebrar o centenário da Revolução Farroupilha.

Na sua XXVI edição, o evento é, para o Dr. Manuel, uma oportunidade dos mais novos no CDJ conhecerem um pouco mais da nossa história. “Mesmo não sendo a data de aniversário do Jangadeiros – que vai ser bem festejada em dezembro -, é um momento no qual comemoramos o ‘nascimento do Clube’”, explica.

Evocar as nossas origens, as nossas raízes. Esse é um ponto que talvez nem todos conheçam do Troféu Cayru, especialmente alguns competidores. Mas quando estiverem em suas embarcações na água, pensando em suas táticas, analisando as condições dos ventos, perceberão, seja no preparo ou durante o percurso, que se trata de uma regata especial.

Um Troféu repleto de boas histórias

Durante as 25 edições já realizadas do Troféu Cayru, o que não faltam são histórias para contar. Algumas mais intensas, outras mais engraçadas. Xico Freitas, atual bicampeão do Fita Azul, passou por momentos de tensão enquanto velejava como participante.

A bordo do Magia, um Delta 26, que tinha Gilberto Carvalho como comandante, Xico enfrentou condições bastante adversas. “Era uma tempestade muito forte, 60 nós de vento. A gente viu esse temporal entrando e só deu tempo de largar o leme. Eu era timoneiro e abri o cabo que segurava as duas velas, eu baixei ambas na hora. Moral da história: nosso barco conseguiu passar pelo temporal bem, sem vela nenhuma”,  lembra.

Ele conta que, depois que a tempestade passou, conseguiu ver que maioria dos barcos estava com as velas rasgadas. Mesmo com os contratempos, o Magia conseguiu ser o Fita Azul, ainda que fosse um barco pequeno.  “Naquele ano foi instituído o Troféu Tripulante, que eu recebi por ter salvo a embarcação”, conta.

Mas não são apenas as condições climáticas que podem interferir e atrapalhar um campeonato de vela. Um utensílio comum, usado em rios e mares, também pode ser um inimigo e deixá-lo preso, conforme recorda Hilton Piccolo:

“Num ano recente, na volta da Ilha das Pombas, a maioria dos barcos ficou presa em redes de pesca. O Rene Garrafielo, que estava conosco, conseguiu desvencilhar o barco e acabamos sendo o Fita Azul. Além disso, vencemos, no tempo corrigido, a regata longa também”, conclui.

 

Faça parte dessa história

Quer viver histórias como essas? Existem diversas formas de participar da XXVI edição do Troféu Cayru. No sábado, teremos a Regata Volta da Ilha das Pombas para os barcos das classes ORC e RGS, aberto também para embarcações sem medição que queiram disputar o “Fita Azul” (bico de proa).

Também no sábado, haverá a Regata em Solitário para os comandantes das classes de cruzeiro. Já no domingo, os barcos correrão duas regatas Barla-Sota na baía de Ipanema, enquanto as embarcações de cruzeiro participarão de um Velejaço de Percurso.

O evento se encerra à noite, com a entrega das premiações no restaurante da Ilha. Para saber como se inscrever para o Troféu Cayru e obter outras informações sobre a forma de disputa, acesse o Aviso de Regata.

1940: a primeira década do Jangadeiros

A criação do Clube dos Jangadeiros foi fruto da força de vontade e do idealismo do nosso patrono Leopoldo Geyer. Ao longo dos anos, o CDJ passou por ocorrências marcantes e, com a ajuda do sócio Cláudio Aydos, reconstruímos um pouco dessa história, passando década por década, até chegarmos ao 75º aniversário. De hoje até o mês de dezembro, recordamos cada um desses momenos e seus principais personagens.

Década de 1940

Comodoros: Leopoldo Geyer, Carlos Fleck, Amadeu Maisonnave, triunvirato com Luiz Heinz Hony, Alfredo Steiner e HelmuthSpieker, João Rodolfo Bade.

Presidentes do Conselho Deliberativo: Alberto Dubois Aydos, Antônio Vieira Pires, Leopoldo Geyer e José Antônio Aranha.

1941

Uma grande festa marcou a fundação do Clube dos Jangadeiros, no dia 7 de dezembro de 1941. Na oportunidade, o CDJ contava com 98 sócios-proprietários.

Quintal e pomar da chácara adquirida por Leopoldo Geyer. O cata-vento permaneceu por muitos anos

Quintal e pomar da chácara adquirida por Leopoldo Geyer. O cata-vento permaneceu por muitos anos

1942

Ano cheio de movimentações e desenvolvimento para o Clube. Ocorreu a construção de um pavilhão para que fossem guardados os barcos e material náutico, de uma sala de navegação e do vestiário masculino, onde hoje se encontram a secretaria, a loja EquinauticWear, parte da loja Equinautic e parte da sala da Genôa.

Também teve início a obra de adaptação da casa existente na propriedade, para servir de sede ao Jangadeiros. Mas a ampliação não parou por aí. Aconteceu ainda a construção do trapiche de 60 metros, em concreto armado, e de uma cancha de vôlei.

Para comemorar o primeiro aniversário, foram batizados os cinco barcos da classe Sharpie 12m2: Icó, Baturité, Ipú, Aracati e Poti. Por muito tempo, eles foram flotilha de competição do Clube.

O prefeito de Porto Alegre, José Loureiro da Silva, percorre o trapiche do Clube dos Jangadeiros após inaugurá-lo

O prefeito de Porto Alegre, José Loureiro da Silva, percorre o trapiche do Clube dos Jangadeiros após inaugurá-lo

1943

A ampliação continuou com a aquisição da chácara contígua, de propriedade da família Moreira. Também iniciou a obra para aumentar o pavilhão e oferecer aos sócios mais vagas para barco, além de local para um secador de velas (na época, elas eram feitas de algodão).
Atualmente, o salão de festas e o espaço gourmet ocupam a área.

As construções de 1943 incluem ainda duas canchas de tênis e uma rampa para a colocação dos barcos na água. Foi ainda neste ano, que o Clube introduziu a classe Jangadeiros, com a construção do “Rajada”, do dr. Alberto Aydos“Chegamos a ter oito unidades desta classe de barcos, os quais serviram de escola para muitos garotos do Clube”, conta Cláudio Aydos.

O Gaivota, classe Jangadeiro de Zoltan Kallai, é lançado à água

O Gaivota, classe Jangadeiro de Zoltan Kallai, é lançado à água

1944 a 1946

Como a maioria dos sócios-fundadores eram pessoas de mais idade e não tinham barcos, este foi um período de intensa atividade nos esportes terrestres, a exemplo do tênis e do vôlei. Foram realizados grandes torneios, sempre apoiados por um expressivo número de associados.

1947

Preocupado com o futuro do esporte da vela no Clube e considerando que entre os fundadores havia poucos velejadores, Leopoldo Geyer decidiu criar, em 19 de outubro, os “Filhotes do Jangadeiros”.“Era uma espécie de clube paralelo, com sede e administração dos próprios Filhotes, que eram filhos de sócios e outros meninos da redondeza. Foi, como se verá mais adiante, uma grande iniciativa do ‘seu’ Leopoldo”, relembra Cláudio.

Final de semana foi de Campeonato Estadual de HC-16 e Soling no Jangadeiros

O último final de semana foi marcado por muita competição no Jangadeiros. O Clube recebeu a segunda etapa do Campeonato Estadual de Hobie Cat 16 e de Soling. Mesmo com pouco vento, os barcos foram cedo para a água e, perto das 13:30 de sábado, foi dada a largada para a primeira regata do HC-16 do dia, a quinta do torneio. Logo depois foi a vez da outra classe começar cair no Guaíba.

Se sábado foi um dia de pouco vento, mas suficiente para se velejar o domingo as condições foram totalmente opostas. O mau tempo, especialmente a forte chuva, impediu  que fosse realizadas as provas previstas. Assim, ao todo, foram disputadas cinco regatas, duas de Soling e três de Hobie Cat 16. Na primeira classe seis embarcações  lutaram pelas primeiras posições no ranking, já na HB-16 foram treze barcos.

Finalizada a segunda etapa do Estadual,  João Kraemer e Lawson Beltrame, do SAVA, lideram no Hobie Cat e George Nehm, Marcos Pinto Ribeiro e Alexandre Mueller, do VDS, estão na primeira colocação no Soling.

Confira a classificação completa em do HC16 e do Soling.

 

Dias das Crianças do Jangadeiros é marcado por muita animação

O sábado (15) foi de muita festa e animação no Jangadeiros. Para comemorar o Dias das Crianças, o Clube ofereceu aos pequenos uma tarde recheada de brincadeiras, guloseimas e empolgação. No início ainda um pouco tímidos, não demorou para que eles se sentissem em casa.

Teve cama elástica, piscina de bolinhas, caça aos Pokémons, jogos de adivinhação, karaokê, tatuagem e o disputado escorregador inflável, batizado pelas crianças de jacaré. Aliás, ele foi o preferido de Isabela Albornoz e Helena Freitas, que não tiveram dúvidas na hora de responder.

Quem também esteve presente no evento foi o comodoro Manuel Ruttkay Pereira, que já considera a festa como uma tradição do Clube. “Às vezes ela é maior, às vezes ela é menor, às vezes ela muda de lugar, mas é um momento que, desde que o tempo permita, pode-se dizer que estamos vivendo no limiar, daqui a pouco começa a chover, é sempre um momento de congraçamento”, explica.

Para ele, é também uma oportunidade para que as crianças possam interagir com espaços sem cercas e estejam em contato com a natureza. “Elas têm uma forma de aprender, de maneira lúdica, o que é mundo. Eu tenho certeza que essa é uma festa que nem precisa de muito para ser sucesso. Elas aproveitam ao máximo as menores atividades”, enfatiza.

Adriana Langon reitera a fala do comodoro Manuel. Segundo ela, esse tipo de evento é muito positivo, especialmente em um espaço lindo e aberto como o oferecido pelo Clube, em que os pequenos ficam soltos e podem brincar livremente. “O Jangadeiros está de parabéns pela programação e o cuidado com as crianças”, destaca.

Campeonato Estadual HC16