João Emilio Vasconcellos venceu na classe Laser Radial da II Copa Brasil de Vela Jovem

Com uma campanha consistente, o jovem João Emilio Vasconcellos adicionou ao seu cartel de títulos, que já conta com a Copa da Juventude 2016, Brasileiro de Laser Radial Júnior 2017, a II Copa Brasil de Vela Jovem. Após 11 regatas, dois primeiros lugares, dois segundos e dois terceiros conquistados, o atleta teve 27 pontos perdidos, cinco a menos que o Andrey Godoy (VSailing), que ficou em 2º.

Feliz com o resultado, João Emilio destacou a grandiosidade dos eventos esportivos disputados em Porto Alegre e a possibilidade de competir, inclusive, com atletas de fora do Brasil.

João Emilio Vasconcellos

João Emilio Vasconcellos

 

“Com certeza, nunca me esquecerei desta experiência. Velejei com atletas de todo o país e tive a oportunidade de ver a francesa Marie Bolou correndo na minha raia. Fico feliz que tenha acertado boa parte das rajadas, o que me empurrou para o título”.

 

 

 

André Fiuza e Pedro Zonta venceram na classe 420 da II Copa Brasil de Vela Jovem

Se na organização das competições a sede foi dividida entre Clube dos Jangadeiros e Veleiros do Sul, o título na classe 420 também foi assim. André Fiuza (VDS) e Pedro Zonta (CDJ),  mostraram que a parceria entre as duas entidades náuticas também pode acontecer dentro da água.

Na classe 420, após 12 regatas, a dupla teve 15 pontos perdidos, incríveis 13 a menos que os segundos colocados em uma das maiores diferenças da IV Copa Brasil e II Copa Brasil de Vela Jovem. O proeiro Pedro Zonta elogiou as condições de vento da competição e a oportunidade de conviver com estrelas do esporte

Pedro Zonta

Pedro Zonta

“Foi um ótimo campeonato para nos testar. Tivemos dias de ventos de intensidade bem forte e outras mais fracas. Felizmente conseguimos manter uma média bem boa e conseguimos deixar este título aqui em Porto Alegre. Além disso, foi um máximo poder ter um contato mais próximos com astros da modalidade, eles me deram toques que pretendo levar para os próximos campeonatos ”.

 

 

André Fiuza e Pedro Zonta arrumando o barco  antes de uma regata da II Copa Brasil de Vela Jovem. Foto: Gustavo Roth / @AgenciaPreview

André Fiuza e Pedro Zonta arrumando o barco antes de uma regata da II Copa Brasil de Vela Jovem. Foto: Gustavo Roth / @AgenciaPreview

Kitesurfe colore o céu no quarto dia de Copa Brasil de Vela

A quinta-feira foi de estreia na Copa Brasil de Vela. Os belos kitesurfes fizeram sua primeira aparição no maior campeonato nacional da modalidade. Voadora e radical, a nova classe chamou a atenção dos curiosos que observavam as regatas no Guaíba.  Dia também ficou marcado por vitórias de Robert Scheidt na 49er e mudança no primeiro lugar na 29er. Duplas do Jangadeiros brigam regata a regata pela liderança na classe da II Copa Brasil de Vela Jovem.

Foto: Gustavo Roth / @AgenciaPreview

Confira os resultados parciais:

Finn

470

RSX Masc

RSX Fem

Laser Standard

Laser Radial

Nacra 17

49er

29er 

420

Kitesurfe

VOOS DO KITESURFE SÃO ATRAÇÃO À PARTE NA COPA BRASIL DE VELA

Nova classe tem seu primeiro dia de competição em Porto Alegre. Evento é válido também como 1ª etapa do Campeonato Brasileiro de Hidrofoil

(por CBVela)

Os barcos que estão na disputa da IV Copa Brasil de Vela e da II Copa Brasil de Vela Jovem ganharam a companhia de uma nova classe — voadora e radical — nesta quinta-feira, nas águas do Guaíba, em Porto Alegre. As pranchas do kitesurfe deram um colorido especial à competição. Apesar do vento fraco, foram realizadas as quatro regatas previstas de Hidrofoil, em evento válido também como 1ª etapa do Campeonato Brasileiro da categoria. É o casamento da emoção de um esporte eletrizante com a tradição vitoriosa da modalidade que mais conquistou medalhas de ouro olímpicas para o Brasil.

“Com essa proximidade entre a ABK e a CBVela, conseguimos unir a prática de mais de 20 anos que nós temos do kitesurfe com toda a tradição que a vela já construiu ao longo dos anos”, avalia Augusto Sampaio, presidente da Associação Brasileira de Kitesurfe (ABK).

A competição de Kitesurfe Hidrofoil em Porto Alegre conta com duas categorias: Tubular e Foil. Na primeira, os kites são equipados com velas infláveis, enchidas por uma bomba manual, diferentemente da segunda, que conta apenas o vento como propulsor durante a regata, formando uma espécie de parapente.

As séries foram bastante disputadas entre os velejadores, com um total de 11 inscritos. Na disputa do Foil, ao fim do primeiro dia, Bruno Lobo, atual campeão brasileiro de Hidrofoil, venceu as quatro provas e é o líder. Wilson Veloso aparece em segundo lugar, à frente de Roberto Veiga e Arthur Veloso, jovem de apenas 15 anos. No Tubular, o pernambucano Eduardo Fernandes venceu as disputas.

“Contamos uma estrutura excepcional que foi disponibilizada para a ABK realizar a prova. Não só de equipamentos, mas das pessoas envolvidas. A condição de ventos variou bastante, deixando a competição ainda mais acirrada. Esta sexta-feira será mais um dia de grandes disputas”, analisou Augusto Sampaio.

Terceiro dia de regatas da Copa Brasil de Vela tem estreia da classe Finn. Confira os resultados.

O vento demorou para oferecer condições para a realização das provas desta quarta-feira. Mas, depois de quatro horas de espera, os barcos foram para água e, ao menos, uma regata por classe pode ser feita. A tarde foi de estreia olímpica nas águas do Guaíba. Quarto colocado nos Jogos Rio 2016, Jorge Zarif, o Jorginho, não deu chance para ninguém na estreia da classe Finn na IV Copa Brasil de Vela. O atleta venceu as três regatas do dia e lidera com folga a competição. Amanhã iniciam as provas do kitesurf. (Fotos  Gustavo Roth/AgenciaPreview)

A seguir, confira os resultados provisórios de todas as classes e uma matéria produzida pela Confederação Brasileira de Vela (CBVela) sobre o surgimento de novas promessas da modalidade.

Resultados

Finn

470

RSX Masc

RSX Fem

Laser Satandard

Laser Radial

420

29er

49er

COPA BRASIL DE VELA JOVEM DÁ OPORTUNIDADE DE DESENVOLVIMENTO ÀS PROMESSAS DA MODALIDADE

Competição coloca jovens velejadores ao lado de ídolos do esporte brasileiro

(por CBVela)

O caminho até o topo no esporte de alto rendimento começa como uma brincadeira de criança, mas tem o seu momento decisivo. Seguir no esporte apenas como lazer ou investir a sério? Atenta ao desenvolvimento da modalidade, a CBVela (Confederação Brasileira de Vela) promove, nesta semana, a II Copa Brasil de Vela Jovem em paralelo à IV Copa Brasil de Vela, em Porto Alegre. É uma forma de estimular o intercâmbio das promessas do esporte com ídolos como Fernanda Oliveira, Isabel Swan, Kahena Kunze, Martine Grael e Robert Scheidt, medalhistas olímpicos do Brasil.

“O brilho no olhar muda. Os jovens estão mais focados e mais dedicados. Eles veem que os atletas com mais tempo de estrada passaram pela mesma coisa que eles estão passando e conseguem ver que podem chegar lá também”, afirma o diretor de Vela Jovem da CBVela, Alexandre Paradeda.

A iniciativa de fazer os dois campeonatos juntos começou em 2015. Além disso, Paradeda, destaca duas ações da CBVela voltadas para o desenvolvimento de novas promessas: o empréstimo de barcos 470 para uso entre os jovens atletas e a chance dos velejadores da Vela Jovem serem treinados pelos mesmos técnicos dos atletas da seleção principal.

“A ideia da Confederação foi ter todos os atletas juntos num ambiente competitivo para que esta convivência motive os mais novos a seguir uma carreira olímpica”, comenta Alexandre. Um dos destaques da II copa Brasil de Vela Jovem é André Fiuza, que até o final do terceiro dia de regatas, lidera na classe 420, ao lado de Pedro Zonta, com apenas seis pontos perdidos.

“Unir a juventude com atletas olímpicos foi uma ótima iniciativa da CBVela. Isso é bem útil para observarmos as classes olímpicas, termos um contato mais próximos com os atletas olímpicos e ainda ter um treinamento extra com os técnicos deles”, avalia André. “O clima aqui é o melhor possível, fazemos amigos, conhecemos novas pessoas e o jeito diferente de velejar dos estrangeiros, o que é muito válido nas provas internacionais”, acresecenta.

O projeto de Vela Jovem da CBVela tem o patrocínio do Grupo Energisa. A II Copa Brasil de Vela Jovem conta com as seguintes classes: RS:X (Masc e Fem.), Laser Radial (Masc e Fem.), 420 (Masc. e Fem.), 29er (Masc e Fem.) e Hobie Cat 16 (Aberto).

Copa Brasil de Vela tem estreia da classe 470. Dupla olímpica do Jangadeiros Fernanda Oliveira e Ana Barbachan lideram no feminino. Confira os resultados

O segundo dia de disputa da Copa Brasil de Vela foi de vento forte de direção sul na intensidade de 18 a 20 nós no Guaíba. Nesta quarta-feira, começa a disputa da classe Finn. (Fotos  Jefferson Bernardes/AgenciaPreview).

A seguir, veja os resultados provisórios para cada uma das classes e confira os depoimentos das atletas olímpicas do Brasil que têm ajudado a escrever história do Brasil na vela.

Resultados

Nacra 17

49er

29er

470

420

Laser Standard

Laser Radial

RSX Masc

RSX Fem

No embalo do Dia da Mulher, velejadoras medalhistas olímpicas destacam força feminina da Vela Brasil

(por CBVela)

Na véspera do Dia Internacional da Mulher, a vela brasileira encontrou razões para ressaltar a força feminina durante a IV Copa Brasil de Vela, em Porto Alegre. A competição tem a presença das quatro brasileiras medalhistas olímpicas da modalidade: as pioneiras Fernanda Oliveira e Isabel Swan, bronze nos Jogos de Pequim 2008 na classe 470; e as jovens Martine Grael e Kahena Kunze, que subiram no lugar mais alto do pódio da 49er FX nos Jogos Rio 2016. E elas destacaram a evolução da participação das mulheres no esporte.

“O esporte vem aumentando substancialmente o número de velejadoras. Antigamente eu era uma das poucas. É importante ter referências e hoje a gente tem resultados expressivos que motivam as jovens meninas que estão chegando”, disse Fernanda Oliveira, velejadora com cinco participações olímpicas na classe 470, que disputa a IV Copa Brasil ao lado de Ana Barbachan.

Isabel Swan, que mudou de classe e agora compete ao lado de Samuel Albrecht pela Nacra 17, ressaltou a capacidade feminina de enfrentar e superar os desafios.

“Para enfrentar ventos fortes é preciso ter força. O Dia da Mulher é importante para lembrarmos sempre da força que temos dentro de nós”

Martine Grael e Kahena Kunze, que além do ouro olímpico também já conquistaram o título mundial da 49er FX em 2014. Neste evento, elas estão na disputa da 49er, classe masculina. Venceram uma regata no primeiro dia e estão na terceira colocação geral.

“Aqui em Porto Alegre, estamos correndo com homens. Tomando este exemplo, diria para as mulheres nunca deixarem de fazer nada do que querem. O gênero não importa”, disse Martine.

“Nós, mulheres, somos guerreiras. Batalhamos e, independentemente do resultado, somos vitoriosas”, acrescentou Kahena.

Copa Brasil de Vela teve as primeiras regatas nesta segunda-feira. Confira os resultados

A  IV Copa Brasil de Vela e a Copa Brasil de Vela Jovem começaram nesta segunda-feira nas raias dos clubes Veleiros do Sul e Jangadeiros em Porto Alegre. (Fotos Gustavo Roth /@Agência Preview)

Veja os resultados

Classe Nacra 17

Classe 49er

Classe Laser Standard

Classe Laser Radial

Classe 420

Classe RSX Fem

Classe RSX Masc

Classe 29er

Começou! Clube dos Jangadeiros recebeu cerimônia de abertura da IV Copa Brasil e II Copa Brasil de Vela Jovem

Acabou a espera. No início da noite deste domingo (5) foi oficialmente aberta a IV Copa Brasil e a II Copa Brasil de Vela Jovem, as duas maiores competições do calendário náutico nacional. Em cerimônia realizada no Restaurante da Ilha no Clube dos Jangadeiros (CDJ), representantes da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), membros da comodoria das duas entidades  sedes do campeonato – Jangadeiros e Veleiros do Sul -, autoridades da Marinha do Brasil e atletas se reuniram para acompanhar a solenidade.

“Começa um novo ciclo. A partir de agora, a Olimpíada Rio 2016 fica oficialmente para trás e a gente começará a ver na água quem serão os atletas em 2020. É muito bom que isso inicie aqui no Rio Grande do Sul, que é um Estado que tem mandado consistentemente velejadores para equipe olímpica e também tem um projeto de vela jovem muito forte. O esporte, ele se desenvolve de duas formas: pelo resultado e pelo exemplo. Por que quando você aproxima o esporte dos mais novos de diversas regiões, automaticamente estará motivando o surgimento de futuros campeões”, declara o presidente da CBVela, Marco Aurélio Sá Ribeiro.

Em um primeiro momento, o diretor executivo da CBVela, Daniel Santiago, em um bate-papo com os velejadores, apresentou um balanço com a prestação de contas do último ciclo olímpico e já projetou Tóquio 2020. Na sequência, o juiz internacional de regatas e velejador Eduardo Porto palestrou sobre como funciona o repasse de recursos públicos, que é a maior fonte de patrocínio do esporte náutico, e também sobre outras normas que regem a utilização desse tipo de verba por confederações, clubes e atletas.

Após o congresso técnico, iniciou-se o protocolo da cerimônia de abertura com o hino nacional do Brasil. Mas uma surpresa ainda aguardava os velejadores que representaram o país no Rio 2016. As dez tripulações presentes nos últimos Jogos Olímpicos receberam da CBVela um pin em homenagem às suas belas participações.

Manuel Ruttkay Pereira, comodoro do Clube dos Jangadeiros, finalizou a solenidade agradecendo a confiança da Confederação Brasileira de Vela em levar os dois maiores campeonatos à Porto Alegre e destacou a parceria com o Veleiros do Sul.

“É uma honra para o Clube dos Jangadeiros dividir com o Veleiros do Sul a sede destes dois grandes eventos. A rivalidade entre as duas entidades fica dentro da água e nós irmanamo-nos para fazer um brilhante início de ciclo olímpico para 2020”,  encerra Pereira, abraçado em Eduardo Ribas, comodoro do Veleiros do Sul.

Comodoro Manuel Ruttkay Pereira e Comodoro Eduardo Ribas. Foto: Gustavo Roth / @AgenciaPreview

Comodoro Manuel Ruttkay Pereira e Comodoro Eduardo Ribas. Foto: Gustavo Roth / @AgenciaPreview

 

2º Descobrindo a Vela no Jangadeiros reúne mais de 120 crianças

Presença dos campeões olímpicos Robert Scheidt, Martine Grael e Kahena Kunze foi atração deste ano

Pelo segundo ano consecutivo, o Clube dos Jangadeiros abriu as portas para receber a comunidade no Descobrindo a Vela. Iniciativa construída e idealizada pelo Diretor da Escola de Vela Barra Limpa, Alexandre Paradeda, em conjunto com a comodoria do CDJ, tem como objetivo apresentar a jovens de 7 a 14 anos o maravilhoso mundo dos esportes náuticos através de uma velejada gratuita pelo Guaíba. Em sistema de rodízio, os pequenos se revesaram nos barcos, dando oportunidade de todos sentirem o gostinho de navegar.

Em 2017, a novidade é que os pais puderam acompanhar seus filhos de perto durante o trajeto. Eduardo Marquetti, pai da Beatriz e da Luisa acredita que as filhas tenham aproveitado a experiência. “Tudo o que é novidade, apresenta desafios, é válido. É o primeiro contato delas mais próximo com os barcos e achei muito positivo e creio que vai acrescentar bastante na vida delas, quem sabe elas não seguem navegando?”, conta Marquetti.

Jaime Pehls, pai do Guilherme, gostou tanto da velejada que pretende se associar no Jangadeiros. “Foi tudo de bom! O Guilherme adorou! Vamos até comprar um título aqui no Clube”, adianta Pehls.

Após o passeio de barco e o lanche com cachorro-quente e refrigerante, as famílias participaram de um bate-papo com os atletas olímpicos, Robert Scheidt, Martine Grael e Kahena Kunze. Uma oportunidade única de ver de perto o maior medalhista brasileiro e as únicas mulheres a vencerem uma Olimpíada.

Entre uma resposta e outra, o multicampeão Robert Scheidt deu um conselho a quem está iniciando no esporte. ” A criança que vai velejar não tem que ter o intuito de virar um campeão, mas de ter prazer naquilo e viver em um ambiente saudável para, aos poucos, criar o instinto competitivo. Mas isso é até secundário. O principal é você aprender um esporte novo e maravilhoso como é a vela”.

Um momento que causou bastante movimentação no interior da Escola de Vela Barra Limpa, foi quando Martine anunciou que Kahena havia trazido a medalha de ouro olímpica. Foi só a campeã mostrar o objeto dourado para que  os jovens pedissem para tocar e tirar fotos com ele.

Satisfeito com o resultado do evento, Xandi agradeceu a participação dos atletas olímpicos e enalteceu os benefícios que a vela podre trazer aos jovens. “Fico feliz que conseguimos atingir mais jovens que no ano passado e assim mostrar o nosso esporte para um maior número de pessoas. Tenho certeza que a presença do Robert Scheidt, da Martine Grael e da Kahena Kunze colaborou e muito para esta presença em peso e por isso só tenho a agradecer a esses campeões. A vela é uma modalidade que pode vir a ter uma importância muito grande na educação de uma criança, transmitindo valores como: poder de decisão, respeito e cuidado com a natureza e responsabilidade com teu próprio barco. Além disso, é uma oportunidade de acabar com o tempo ocioso do jovem, que, hoje em dia, é um grande perigo da nossa sociedade”, finaliza Xandi.

Luíza Demoliner com a medalha de ouro

Luíza Demoliner com a medalha de ouro

Em entrevista, Robert Scheidt fala sobre os desafios de competir na 49er e deixa recado para os mais jovens

A partir das 19h de hoje (5), inicia a Copa Brasil de Vela. Mas enquanto os barcos não vão para a água, aproveitamos para falar com o medalhista olímpico Robert Scheidt. Durante a entrevista, minutos antes do treino, ele falou sobre a expectativa de começar em uma nova classe e da importância de preparar as futuras gerações olímpicas do Brasil.

Falando sobre o 2º Descobrindo a Vela no Jangadeiros, evento realizado no Clube neste domingo, ele também relembrou o seu início no esporte. “A vela é um esporte em que você interage com os elementos da natureza e foi isso que sempre me atraiu quando eu era jovem e começava no Optimist. Eu gostava do simples fato de colocar o meu barco na água e usar a força do vento, interagir com o ambiente”.

Confira a entrevista completa a seguir.

Como está sendo esse desafio de competir na 49er depois de tanto tempo no Laser?

É bem motivador! Eu que sempre velejei em barcos lentos, que possuem uma tática diferente, agora inicio em um extremamente rápido, com três velas e proeiro, que requer muita agilidade. É uma mudança grande, mas estou gostando muito. Tenho a sensação de que me completa como velejador aprender a competir em um barco assim. Ainda é cedo, eu velejei poucas vezes na 49er, então tenho muito o que melhorar, mas tenho um excelente proeiro, o Gabriel, com uma boa bagagem, o que ajuda muito. Estou bem feliz em estar aqui, em Porto Alegre, um lugar que sempre tive prazer em competir.

E o que tu podes nos dizer sobre essa raia aqui do Guaíba em que vais competir?

É uma raia muito dinâmica e, pelo Guaíba ser raso, há uma onda picada que dificulta bastante a condução do barco. O vento também é bom, mas você tem a chance de ter uma semana de vento fraco. Então, basicamente é preciso estar pronto para tudo aqui.

Até ontem tivemos o Brasileiro de 29er aqui no Jangadeiros, uma classe jovem que é como uma preparação para a 49er. Que recado você pode deixar para essa nova geração?

Eu acho que o 29er é um barco muito bom, especial para você ir ganhando experiência, já com proeiro e com balão assimétrico, em um esquife, que é o mesmo modelo do 49er. Então, começar cedo nesse barco já é um grande passo. Espero que a gente estimule cada vez mais essa classe, que precisa crescer bastante para depois termos esses velejadores migrando para a 49er, que aí o sonho olímpico começa a ser despertado.

Hoje tivemos o Descobrindo a Vela, que abriu as portas do Jangadeiros para os pequenos. O que a vela pode trazer para essas crianças?

Acho que é essa a mensagem: a criança que vai velejar não tem que ter o intuito de virar um campeão, mas de ter prazer naquilo e viver em um ambiente saudável para, aos poucos, criar o instinto competitivo. Mas isso é até secundário. O principal é você aprender um esporte novo e maravilhoso como é a vela.

Breno Kneipp e Ian Paim são campeões brasileiros de 29er

O terceiro e último dia do Campeonato Brasileiro de 29er parecia que seguiria o mesmo caminho da sexta-feira: pouco vento e previsão de chuva forte. O panorama desenhado angustiava os atletas que já estavam com seus barcos na água esperando por uma condição mínima para largar, e ela veio. Depois de cerca de 20 minutos, um Nordeste de intensidade moderada entrou e quatro provas puderam ser realizadas, somando sete no total. Melhor para a dupla do Jangadeiros, Breno Kneipp e Ian Paim, que assim conseguiram o número mínimo de regatas para um descarte e sagraram-se campeões.

“Em nenhum momento ficamos preocupados com a nossa largada queimada no primeiro dia e a consequente punição. Tínhamos certeza que havia ainda muito campeonato pela frente e precisávamos seguir tranquilos para realizar o nosso melhor, e foi o que aconteceu “, conta Ian. Com o descarte, a dupla somou 9 pontos, três a menos que Lorenzo Bernd e Phillipp Rump, também do Clube dos Jangadeiros, que ficaram em segundo, e oito a menos que Lucas Cazale e Richard Freitas Hilbert, do Iate Clube do Rio de Janeiro, que completaram o pódio.

“Foi um campeonato muito técnico, onde conseguimos seguir a nossa estratégia traçada a risca. Estamos muito felizes de deixar este título aqui em casa, no Jangadeiros, ainda mais com a presença de nosso familiares e amigos”, diz Breno.

Sempre entre os três primeiro colocados nas sete regatas, a dupla formada por Lorenzo Bernd e Phillipp Rump ficou contente com o resultado. Por estarem treinando juntos há pouco mais de duas semanas, os jovens atletas do Jangadeiros acreditam que eles têm muito a crescer ainda juntos. “O primeiro dia de campeonato foi nossa quinta velejada juntos e já veio este resultado expressivo. Nossa comunicação no barco fluiu muito bem e esperamos que possamos fortalecer esta parceira para o Sul-americano da classe no final do mês”, fala Lorenzo.

Para a dupla carioca terceira colocada, que também se formou há pouco tempo, não ter arriscado um pouco mais, especialmente nas largadas pode ter sido o que faltou para atingirem um lugar mais alto no pódio. Além disso, Lucas Cazale e Richard Freitas Hilbert destacaram a diferença entre as raias do Guaíba e do Rio de Janeiro, onde costumam treinar.

“Aqui, por se tratar de água doce, o barco afunda um pouco mais. Então, sempre procuramos andar rápido, às vezes orçando também, para tentar evitar a perda de desempenho”, revela Lucas.

Confira a classificação completa aqui

Pódio do Brasileiro de 29er 2017

Pódio do Brasileiro de 29er 2017

Próximo Campeonato Brasileiro de 29er será em São Paulo

Terminado o III Brasileiro de 29er, agora é olhar para frente. Satisfeito com o crescimento da classe – a edição do campeonato nacional deste ano foi a com maior número de barcos, 14 – o presidente da classe Hans Hutzler já confirmou a sede da competição em 2018. “Será no Yacht Club Santo Amaro (YCSA), em São Paulo. Acreditamos que o estado paulista tem um potencial imenso de crescimento e esperamos que também seja um sucesso como foi aqui no Jangadeiros. Ainda não há uma data definida, pois precisamos dar uma olhada no calendário de competições do ano que vem”, informa.