Newsletter do Clube Jangadeiros . Porto Alegre . Edição 1º de dezembro de 2017
Chegou o momento de brindarmos a bonita e vitoriosa história de 76 anos do Jangadeiros
Se você ainda não comprou seu ingresso, ainda há tempo. Vamos, juntos, levantar a taça e comemorar um ano de grandes conquistas do Clube neste sábado, no jantar de aniversário, a partir das 20h, no restaurante da Ilha. A programação segue com a Regata de Aniversário e premiação no domingo
O ano de 2017 foi de grandes emoções e de muitas realizações no Jangadeiros. Relembramos o bem sucedido plantio em julho, pelos nossos sócios e comodoria, de 526 mudas nativas na Ilha, a conquista de mais um edital de licitação na Confederação Brasileira de Clubes (CBC) para seguirmos estimulando a Vela Jovem e a garra e o talento dos nossos atletas, em diferentes classes de barcos, que trouxeram para o Janga novos títulos mundiais, nacionais, sul-americanos, sul brasileiros e estaduais.
Os ingressos para o jantar comemorativo, com músicas selecionadas pelo DJ Eduardo Irigaray, estão disponíveis na Central de Eventos ou na Secretaria Administrativa pelo valor de R$ 100,00, sem bebidas.
A programação da tradicional Regata de Aniversário, no sábado (2) e no domingo (3), tem largada prevista para às 13h, envolvendo todos os clubes de Porto Alegre e classes de barco. Domingo, depois das regatas de Oceano e um Velejaço que irá colorir o Guaíba, será o momento de homenagear os vencedores, às 19h30min, também no restaurante da Ilha.
Manuel Ruttkay Pereira: “A família Jangadeiros sabe receber, sabe fazer e sabe acontecer”
“É comum olharmos para trás quando atingimos determinadas datas ou marcas em nossa existência, fazendo um balanço do período que se encerra. Como exemplo, isso acontence nos finais de ano, nas conclusões de cursos e também em nossos aniversários! Podemos fazer o mesmo com o querido Janga! Em meio ao mar revolto por incertezas no qual insiste em navegar nosso país, nosso maravilhoso refúgio singrou com coragem e chegou em vários portos com segurança e altivez durante o ano que passou! Os recursos financeiros limitados aceleraram a busca de uma administração mais enxuta e propositiva como forma de melhorar as condições de utilização de todas as nossas benfeitorias.
Câmaras de segurança, melhorias significativas na iluminação, incluindo aí trocas de luminárias por outras que propiciam mais economia, aperfeiçoamento do sistema elétrico, aumento do número de torres nos trapiches, padronização de procedimentos no estaleiro e no porto, recuperação de infláveis de apoio, trocas de mesas e cadeiras na área da piscina e cobertura de duas churrasqueiras adicionais foram objetivos atingidos com o esforço de um time de funcionários dedicados e competentes!
E como cereja no bolo, os campeonatos de vela do segundo semestre, principalmente aqueles realizados em novembro, trouxeram alegria, novos campeões e a certeza de que a família Jangadeiros sabe receber, sabe fazer e sabe acontecer quando o assunto é navegar! Imperfeições continuam a existir e sonhos persistem em nosssas mentes pedindo para que se tornem realidade! Temos consciência plena dos desafios que se colocam diante de nós e das nossas limitações, mas confiamos na capacidade de superação do quadro social do Janga e entendemos que sempre deve existir um momento para festejar! Esse momento é agora! Setenta e seis anos de vitórias e conquistas que já pedem um cantinho chamado de Museu do Clube! Feliz aniversário Clube dos Jangadeiros! Que o novo ano traga alegrias e realizações pessoais e institucionais!”
Parabéns a todos!”
Comodoro Manuel Ruttkay Pereira
Vice-comodoro Esportivo, Rodrigo Castro (à direita), durante a Semana da Vela, com
o Diretor de Esportes da Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer do
Rio Grande do Sul
“É hora de celebrarmos a tradição do nosso clube na vela, se ja esportiva ou de lazer, e colocarmos o maior número de barcos na água. Opções não faltam: teremos no sábado regatas das classes Monotipos e para os barcos de Oceano e Cruzeiro teremos a regata em Solitário ou Dupla Mista. No domingo, um grande velejaço para os barcos de oceano e cruzeiro com largada em frente à ilha”
Rodrigo Castro, vice-comodoro Esportivo
Sócio em foco: Luiz Fernando Velasco “Já plantei uma árvore, fiz três filhos, escrevi um livro e presenciei a construção da Ilha dos Jangadeiros”. Velasco já foi comodoro, escreveu ‘Caminhos da Lagoa dos Patos’, é avô coruja e amante das viagens
Caminhos da Lagoa dos Patos são relatos, cartas náuticas e fotos que funcionam como um manual
O cirurgião-dentista Luiz Fernando Santiago Velasco, sócio do Jangadeiros há quase 60 anos, tem três filhos e é avô de sete netos. Três deles moram nos Estados Unidos, na cidade de Austin, no Texas: filhos da filha do meio Adriana, João Pedro, Lucas e Alice recebem a visita do avô normalmente na época do Natal, quando faz muito frio em Austin e a família sai em viagem por outras cidades norte-americanas. O filho mais velho, Luiz Fernando, é pai de Gabriel e Helena, e o mais novo, Luis Eduardo (“Fomos obrigados a registar com S, pois o cartório, na época, disse que não podíamos registrar com Z”, conta Velasco), é pai de Leonardoe Marina.
Além de avô coruja assumido, perfeccionista e bem humorado, Velasco também é escritor. Sua obra, Caminhos da Lagoa dos Patos, demorou quatro anos para ser finalizada, pois envolveu muita pesquisa. São relatos, cartas náuticas e fotos que funcionam como um manual para quem veleja para os lados da lagoa. “Foi um sucesso, imprimimos mil exemplares e todos foram vendidos”, comenta cheio de orgulho. Depois da obra impressa, Velasco conta o que passou pela sua cabeça: “Já plantei uma árvore, fiz três filhos e escrevi um livro, me sinto realizado”.
Velasco acompanhou passo-a-passo a construção da Ilha
O neto de avô espanhol foi comodoro do Jangadeiros durante dois mandatos na década de 80, um seguido do outro. Dessa época, Velasco tem muitas histórias para contar, mas é de um tempo anterior a esse as suas preferidas: “Eu tinha 17 anos quando comecei a frequentar o Jangadeiros. Só existia a parte do Continente, a parte da Ilha estava justamente sendo construída, e eu a vi crescer. Tinha uma lancha pequena do Clube que ía quase que diariamente até o Bairro Serraria para pegar pedras para a construção, demorava um tempão para chegar lá. Vi essa lanchinha chegar carregada muitas e muitas vezes, porque eu estava sempre no Clube com meus primos. Lembro de nomes importantes que ajudaram na obra, como o Geraldo Link, empresário gaúcho bem conhecido, velejador e filantropo que conseguiu muitas coisas para a estruturação do lugar. Foi uma força-tarefa enorme, todos os sócios da época participaram de alguma maneira, um grande feito, não apenas para o Clube, mas para Porto Alegre”.
Hoje, aos 82 anos, Velasco não é mais comodoro, mas é membro permanente do Conselho e membro da Comissão de Ética do Jangadeiros. Segue velejando, mas não tem mais barco. “Velejo com os amigos”, comenta. O cirurgião-dentista já teve o Ucayali, nome de um rio da Amazônia, um veleiro do tipo O’Day 23, famoso por sua estabilidade. Primo em segundo grau de Nelson Piccolo, grande campeão do Hobie Cat mundial, o escritor e ex-professor de duas cadeiras no curso de Odontologia da PUC/RS por 20 anos, gosta muito de viajar e se envaidece quando fala dos muitos destinos que já percorreu. “Ushuaia, na Argentina, capital da Terra do Fogo, foi uma viagem muito especial”, completa.
Luiz Fernando (à esquerda) com os irmãos Antônio e Sérgio
Da esquerda para a direita: com o sobrinho Fernando e o filho Luiz Fernando
e os sobrinhos netos: o aconhego da família
Com a filha Adriana, no Texas, e “o nome pintado no chão do Capitólio”, sede do Governo americano
As Gurias e suas inesquecíveis histórias
Em tempos de aniversário do Clube, a Jangada News conversou com as Gurias do Jangadeiros, um grupo de sócias que se encontra, há cerca de dois anos, no Restaurante da Ilha, todas as sextas-feiras à tarde, e que conhece a história do Clube como ninguém
Da esquerda para a direita: Sonia Szabo, Pupi, Erica Keller, Margit Lamachia,
Adriana Sleutjes e Patrícia Kraher
Doces, encantadoras e bem-humoradas, entre uma e outra taça de café, as Gurias contaram passagens divertidas, emocionantes e memoráveis, que talvez nenhum livro tenha registrado. Todas super experts no assunto, elas deram uma verdadeira aula sobre a história do Jangadeiros. Siegried Schuler é conhecida por Pupi. Por Siegried ninguém a conhece. Sócia desde que era muito pequena, ela conta que seu pai comprou um chalé ao lado de onde hoje fica o Clube. “Eu vinha veranear nessa casa, pois morava no centro de Porto Alegre e era sempre uma farra, diversão garantida. Minha mãe dizia que íamos para fora, o que significava, na realidade, ir para o Jangadeiros e passar as férias de verão. Leopoldo Geyer, fundador do Clube, comprou um terreno com uma casa do lado do nosso chalé, e essa casa ainda existe, é o Pimenta Rosa, restaurante do Continente. A ideia dele era inaugurar um clube na zona sul da cidade, pois na zona norte ele já tinha fundado um, o Veleiros do Sul, que ficava no Bairro Navegantes. Acompanhei toda a história do Jangadeiros, desde a chegada de Geyer, me sinto parte de todos esses momentos especiais. Sua fundação foi em dezembro de 1941, quando eu tinha 10 anos, lembro muito bem. Tinha um pessegueiro belíssimo por lá, que dava pêssegos maravilhosos na temporada de calor”.
Erica: “Além de ter carregado pedras, os Filhotes também trouxeram
prêmios para o clube como velejadores, fazendo com que o Janga
se tornasse conhecido mundialmente”
“Sou filha do Jangadeiros”, menciona Erica Keller Kessler, que vive, desde que nasceu, numa linda casa quase em frente ao Janga. Ela chama Leopoldo Geyer de visionário e de inspiração, e imediatamente explica o motivo: “Foi ele que criou os Filhotes do Jangadeiros, o que tem de mais importante na história do Clube. Ele reuniu nas redondezas jovens meninos para formar um grupo. Eram cerca de 12. Geyer fez inclusive uma cerimônia para apresentar os adolescentes e convidou jovens da marinha para participarem do evento. Foi lindo, inesquecível. Bem em frente ao clube morava o Orlando, um marinheiro que consertava barcos, e foi nesse terreno que Geyer instalou os Filhotes. Ele construiu um galpão super grande para os jovens se encontrarem, tinha até lugar para eles dormirem caso quisessem. A ideia era fazer com que começassem a participar do mundo da vela, já que desde o início a proposta de Leopoldo era construir um Clube focado nesse esporte.
A turma dos Filhotes acabou sendo, por muito tempo, os dirigentes do Janga. Geyer pensou longe, encaminhou esses guris para que levassem adiante o seu sonho. E de fato deram continuidade. Eles participaram ativamente da construção da Ilha, feito que levou uns quatro anos para terminar, mas que quando terminou encheu de orgulho todos os que ajudaram. Junto dos sócios e funcionários, os adolescentes, que na época já não eram tão adolescentes, carregaram pedra por pedra num trabalho árduo, mas muito gratificante.
Além de ter carregado pedras, os Filhotes também trouxeram prêmios para o clube como velejadores, fazendo com que o Janga se tornasse conhecido mundialmente. Kurt Keller, por exemplo, importante velejador de Snipe na década de 50, conseguiu trazer para o Clube um importante campeonato mundial de Snipe. Foi o primeiro mundial de snipe que aconteceu abaixo da linha do equador, o que fez com que nosso Clube ganhasse fama de excelente anfitrião”.
À esquerda, de blusa branca, Aimée Soares, logo acima, Erica Keller,
e sentada à direita, Margit Lamachia
Margit: “Ali onde hoje fica a Escola de Vela Barra Limpa tinha uma pequena praia, a gente ía até lá com cadeiras, guarda-sol e brinquedos”
Margit Lamachia também é parte da história do Jangadeiros e adora dividi-la: “O Clube sempre foi a extensão da nossa casa, pois minha vida era colégio e Janga desde muito pequena, e tenho muito orgulho disso. Sempre aproveitei muito: ali onde hoje fica a Escola de Vela Barra Limpa tinha uma pequena praia, a gente ía até lá com cadeiras, guarda-sol e brinquedos, e quando chegava era uma festa. Lembro também da primeira regata feminina que Leopoldo Geyer promoveu no Clube. Eu participei, pois velejava de snipe.
Competi com muita gente afiada, mas venci e o prêmio foi um porta pó-de-arroz dourado belíssimo que guardo comigo até hoje. Geyer ficou tão entusiasmado que disse que ía instituir a Taça Margit. Outra lembrança são as quermesses que organizávamos no Clube, eram sempre um sucesso. Pessoas que não eram sócias também podiam entrar, pois o objetivo era arrecadar q maior quantidade de dinheiro possível para que os velejadores participassem de campeonatos fora do Janga. Tinha banquinhas de comida, de tiro ao alvo e de pescaria, era ótimo, momentos especiais”.
Aimée Soares, sócia desde 1942, conhecedora orgulhosa da história do Clube
Aimée: “Quando tinha 6 anos, passei um mês de fevereiro inteiro
veraneando no Clube e fui muito feliz lá”
No time das Gurias também tem Aimée Soares, uma senhora cativante que conhece o Jangadeiros como a palma da sua mão. Sócia desde 1942, ela guarda na memória histórias incríveis e compartilha algumas com a Jangada. “Quando tinha 6 anos, passei um mês de fevereiro inteiro veraneando no Clube e fui muito feliz lá. Hoje em dia pode parecer estranho falar em veraneio no Janga. Acontece que, quando fundou o clube, Leopoldo Geyer adquiriu a chácara da Rua Ernesto Paiva, 139, que era local de veraneio da família Wahrlich. A casa existente passou a ser a sede do Jangadeiros.
Posteriormente, foi adquirida a chácara vizinha, à esquerda de quem entrava no clube, e alunos tinham também uma linda casa. Pois esta segunda casa ficava à disposição dos sócios que quisessem veranear. Era espaçosa, com muitos quartos onde várias famílias podiam hospedar-se simultaneamente. Lugar tranquilo e bonito à beira do Guaíba. Muito brinquei na beira do rio, puxando um barquinho que ganhara de meu pai. As refeições a gente fazia no Jangadeiros e eu passava o tempo todo na rua, brincando e aproveitando para fazer novos amigos. Nunca mais esqueci daquele verão. Também recordo com carinho da campanha Compre 1m² de Piscina, que foi muito bem sucedida.
Tratava-se de ajudar financeiramente o Clube para que a piscina da Ilha fosse construída e os sócios pudessem aproveitá-la. Aliás, muita coisa na nossa Ilha foi feita com base na colaboração dos associados. Por exemplo, os sócios doaram também grande parte das pedras do enrocamento da Ilha. Cada batelão de pedras, que era trazido de uma pedreira na Ponta Grossa, custava um tanto, e os sócios pagavam o valor”.
Marga Paradeda: “Amo o Janga de paixão”
Marga: “Lembro com muito carinho da super festa de 50 anos do Janga que ajudei a organizar. Mais de mil pessoas compareceram, teve apresentação da orquestra da OSPA e de um dos ícones da Bossa Nova, Toquinho”
Outra associada que traz alegria para as tardes de sextas-feiras é Marga Paradeda, esposa de Marco Aurelio Paradeda, mãe de Rafael e Andréa Paradeda e tia e madrinha do multicampeão de Snipe Xandi Paradeda. Marga tem muitas histórias para contar, pois frequenta o Janga desde que nasceu, mas tem uma que faz brilhar seus olhos mais do que as outras: o dia do seu casamento. “Foi velejando no Clube, na classe Pinguim, que conheci Marco. Namoramos por oito anos, ficamos noivos por um e finalmente nos casamos, em 9 de dezembro de 1969, uma terça-feira.
Nossa festa não poderia ser em outro lugar, tinha que ser no Jangadeiros, pois nossas vidas sempre tiveram entrelaçadas com o Clube e com a vela. Até o patrono e fundador Leopoldo Geyer, foi no nosso casamento e nos deu um presente lindo. Foi um momento inesquecível, temos belíssimas fotos daquele dia. Depois vieram os filhos, Andrea e Rafael, que deram continuidade a nossa história no Clube. Andrea velejava de Optimist, e Rafael de Pinguim, de Laser e de Snipe. Agora o Rafael foi eleito para fazer parte do Conselho Deliberativo do Clube.
Na verdade quem me ensinou a gostar tão intensamente do Janga foi meu pai, Edgar Siegmann, que foi comodoro e me levava para brincar lá enquanto trabalhava. Eu adorava. Morávamos na mesma rua do Clube e ainda hoje moro nas proximidades. Outro momento que lembro com muito carinho foi a super festa de 50 anos do Janga que organizei ao lado do Marco e da grande comodoria. Meu irmão Werner Siegmann foi um grande parceiro na roganização. Mais de três mil pessoas compareceram, houve apresentação da OSPA e de um dos ícones da Bossa Nova, Toquinho.Eu amo de paixão o Jangadeiros”.
Casamento de Marga e Marco Aurélio Paradeda: comemorado no Clube
com a presença do patrono Leopoldo Geyer
Leila Beatriz Schultz também participa dos encontros das Gurias do Jangadeiros. Sócia desde 1974, dentre uma vida de histórias para contar sobre o Clube, Leila narra uma do tempo em que velejava de snipe: “Um belo dia, saímos para velejar. Estávamos Tânia Sudbrack, Nelson Pena e eu. A ideia era dar uma volta pelo Guaíba, mas eis que o tempo muda consideravelmente e os nossos planos de apenas dar uma volta literalmente foram por água abaixo. Numa virada de bordo, eu caí na água, e naquele tempo não existiam roupas apropriadas para velejar, a gente usava as roupas do dia-a-dia. Caí na água de slack, que era uma calça jeans, e uma blusa de lã. Sorte que eu sabia boiar, pois fiquei dentro do Guaíba um bom tempo, subindo e descendo, até que o Nelson conseguisse virar de bordo para me resgatar. E o que fez ele demorar para chegar até mim foi o casaco da Tânia que ficou pendurado no mastro. Quando Tânia conseguiu se desprender, Nelson pôde virar de bordo e me resgatar. História com final feliz”.
Momento de apagar as velinhas para Erica Keller (no centro): ao seu lado direito,
Aimée Soares, e esquerdo, Leila Schultz
Patrícia Kraher, Adriana Sleutjes e Sonia Szabo também participaram do papo e foram unânimes em comentar histórias divertidas e inesquecíveis sobre a participação do Clube em Desfiles de 7 de Setembro, nos quais os sócios íam uniformizados com peças de roupa que estampavam o logotipo do Clube. De acordo com elas, eram momentos sempre animados, os quais lembram com muito carinho. As Gurias também relembraram dos muitos bailes de Carnaval que participaram juntas representando o Jangadeiros. “Fazíamos blocos, era muito bom”, destaca Sonia.
O que todas as Gurias, em comum acordo, comentaram a todo o momento foi: “Queríamos ver o Jangadeiros crescer, sempre tivemos um amor muito grande por ele”. O Janga cresceu e hoje é um dos mais importantes, prestigiados e tradicionais clubes náuticos do Brasil, enchendo de orgulho seus sócios.
Como nasceu o Jangadeiros
Mais uma vez, o sócio Claudio Aydos relembra a história do janga. Sua ligação com o Clube começou aos 13 anos e dede lá vive intensamento cada pedacinho da história do Clube. Convidamos a todos a saborear seus ricos relatos
O Clube dos Jangadeiros foi fundado em 7 de dezembro de 1941, ao final de um ano em que Porto Alegre fora assolada pela maior enchente da história do rio Guaíba. A ideia de sua fundação nasceu da inspiração do Sr. Leopoldo Geyer que liderou um pequeno grupo de apreciadores da vela que residiam na zona sul e que se ressentiam da falta de um clube de vela na região.
Em novembro de 1941, Leopoldo adquiriu a chácara onde está situada a sede do continente e então saiu à procura de sócios para a criação dos Jangadeiros. No dia 7 de dezembro daquele ano foi festivamente fundado o Clube, contando já então, com 98 sócios fundadores.
Hoje, o clube tem muitos sócios e, em dezembro está completando 76 anos de profícua existência, com uma trajetória brilhante no esporte da vela, tendo conquistado, ao longo desse tempo, vários campeonatos nacionais, sul-americanos e mundiais e tendo, inclusive, participado de 7 olimpíadas. Além disso, organizou e sediou 4 campeonatos mundiais de vela, além de inúmeros sul-americanos e brasileiros.
É em função desse invejável acervo de realizações e conquistas que o Clube dos Jangadeiros é hoje, conhecido e respeitado no circuito mundial do iatismo.
Visionário: chácara comprada por Leopoldo Geyer para fundar o Jangadeiros
O emocionate momento de inauguração do Janga em dezembro 1941, pelo prefeito de Porto Alegre, José Loureiro da Silva, ao final de um ano em que a capital foi assolada pela maior enchente da história do Guaíba
A construção da Ilha
“Tenho certeza, entretanto, que a grande maioria das pessoas que hoje caminham despreocupadamente pela nossa ilha, não tem a mais pálida ideia das dificuldades que tiveram que ser superadas. Eu, de minha parte, quando piso o seu solo, o faço quase que respeitosamente, pois sei perfeitamente o quanto de trabalho tem em cada metro
quadrado de sua área”
O sucesso do Campeonato Mundial de Snipe de 1959 provocou tal crescimento do esporte da vela no Clube dos Jangadeiros, que ficou evidente a necessidade de ampliação do seu espaço físico. Há quase 57 anos, em dezembro de 1960, a diretoria mostrou ao Conselho Deliberativo essa necessidade, ao mesmo tempo em que alertava ser impossível crescer via aquisição das chácaras lindeiras, face aos preços exorbitantes pedidos.
Mostrou-se, então, ao Conselho que o indicado seria colocar em prática uma antiga ideia do nosso Patrono, Leopoldo Geyer, que era a construção de uma ilha. Esta solução seria o ideal, pois além de garantir a ampliação da área, proporcionaria, também, um ancoradouro com águas abrigadas para receber uma futura flotilha de barcos de oceano e cruzeiro.
Na ocasião, foi apresentado ao Conselho um primeiro esboço, muito rudimentar, de como seria a nossa ilha, acompanhado de uma bela explanação das ideias que a diretoria tinha sobre o assunto. O Conselho entusiasmou-se com as ideias apresentadas e deu “luz verde” para que a diretoria prosseguisse com os estudos necessários para a realização desse projeto.
Então, depois de um intenso trabalho burocrático e de inúmeros contatos com técnicos e especialistas no assunto e com autoridades municipais, estaduais e da marinha, no dia 5 de abril de 1962, em uma histórica reunião extraordinária do Conselho Deliberativo, a diretoria pôde apresentar o projeto da Ilha dos Jangadeiros constituído por um dossier contendo plantas baixas, cortes e detalhes como altimetria da ilha e até uma batimetria da área atingida pela obra e seu entorno. Além disso, havia um extenso memorial descritivo e, para arrematar, uma lindíssima maquete.
Após uma minuciosa explanação do projeto e dos questionamentos de alguns conselheiros, prontamente respondidos pela diretoria, o Conselho Deliberativo aprovou o projeto de construção da ilha, e mais, colocou-o como plano a ser seguido por todas as diretorias seguintes. Foi um dia glorioso para todos os envolvidos com a ideia da ilha.
Desse dia em diante, foram praticamente dois anos de andanças atrás de pareceres, despachos e licenças para aprovação do projeto junto aos poderes municipal, estadual e federal, além de providências administrativas e logísticas, até o início efetivo das obras, pois somente no começo de 1964 foram colocadas as primeiras pedras do enrocamento dos molhes de proteção do ancoradouro.
“Havia, na época, um pequeno grupo de sócios (que felizmente aumentava a cada semana), cujo esporte favorito, durante meses, era “jogar pedras n’agua”, ajudando os dedicados funcionários do clube a descarregar os dois batelões semanais, com 45 a 50 metros cúbicos de pedra cada”.
Enfim, depois de muito trabalho, nossa ilha ficou pronta e aí está, cada dia mais bonita, encantando a todos os que nos visitam e àqueles associados que disfrutam regularmente as belezas de nosso clube.Tenho certeza, entretanto, que a grande maioria das pessoas que hoje caminham despreocupadamente pela nossa ilha, não tem a mais pálida ideia das dificuldades que tiveram que ser superadas. Eu, de minha parte, quando piso o seu solo, o faço quase que respeitosamente, pois sei perfeitamente o quanto de trabalho tem em cada metro quadrado de sua área.
Jantar do Cruzeirista: Entrega do Prêmio Cruzeirista CDJ 2017 ao velejador mais destacadoO encontro de final de ano dos Cruzeiristas vai ser de fortes emoções, pois o prêmio Cruzeirista CDJ 2017 vai ser entregue ao velejador mais destacado, como forma de homenageá-lo. Foram 27 eventos que contaram com a participação de mais de 250 pessoas e 59 embarcações. Sucesso absoluto. A comemoração vai ser na quinta-feira (7), no Restaurante da Ilha, às 20h.
Encontro sempre animado dos Cruzeiristas em 2017: Andre Serafini, Claudio Pena, Henrique Freitas, Ivan Sperb e Cristian Yanzer
Também vai ser noite de revelar os planos para 2018 e fazer um relato bem detalhado de todas as atividades realizadas em 2017. Dentre as propostas para o próximo ano, estão as velejadas na lua cheia, cruzeiraço, palestras e brechó náutico. O ingresso do jantar, que pode ser adquirido no restaurante da Ilha por R$ 65,00 sem as bebidas, dá direito a uma camiseta que será entregue na noite do evento.
“O jantar será a última atividade do calendário dos Cruzeiristas. Uma grande confraternização. E o prêmio Cruzeirista CDJ 2017 é uma distinção ímpar e de reconhecimento pela contribuição dos velejadores ao ambiente e à vela de cruzeiro”
Henrique Freitas,
diretor de Oceano/Cruzeiro
Mais títulos para o Jangadeiros!
O Clube é Ouro e conquista os três primeiros lugares no Estadual da Classe Snipe Fevers 2017!
Logo depois do grande momento que foi a Semana da Vela no Jangadeiros, o Clube sedia mais um importante competição e sai vencedor nos três primeiros lugares da tradicional classe Snipe e é vice na classe 470 do Campeonato Estadual da Federação Gaúcha de Vela (Fevers) 2017
Gabriel Kieling e Átila Pellin, dupla campeã no Estadual de Snipe, recebendo o troféu das mãos de Dedá e Pedro Pesce
Foram seis regatas em três dias de competição de eventos instáveis, chuva e sol, bom índice técnico e muita garra dos atletas. Nossa dupla Gabriel Kieling, o Bolinha, e Átila Pellin sagraram-se os grandes campeões do Snipe e foram merecedores do primeiro Troféu Rotativo Carlos Henrique de Lorenzi. Uma emocionante homenagem ao Dedá, histórico campeão brasileiro e mundial do Snipe em 67, Ouro nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, atual Juiz Nacional de Regatas e sócio do Jangadeiros desde a década de 50.
O 2° lugar ficou com Fernando Kessler e Guilherme Medaglia que, além de premiado atleta assina a criação do Troféu Rotativo, e o 3° foi conquistado pelos campeões mundiais Júnior e também do Sul Brasileiro de Snipe 2017, Tiago Brito e Antônio Rosa. E para completar o pódio da classificação geral foram premiados em 4º lugar a dupla do Veleiros do Sul, Henrique Dias e Vilnei Goldmeier, e em 5º Carlos Felipe Hofstaetter e Chistian Hofstaetter.
Na classe olímpica 470,a dupla vencedora é Geilson Mendes e Gustavo Thiesen, do Veleiros do Sul, seguido pelas nossas atletas Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, e em 3º, a dupla Ignacio Varisco e Frederico Garcia, do Club Náutico San Isidro e Yach Clube Argentino.
Parabéns atletas !!!
“Foi um campeonato preparatório para o Brasileiro que vai acontecer aqui no Clube em janeiro. Este Estadual foi duro, com bastante vento, condições similares do que será o nacional.
Foi importante estarmos velejando juntos porque depois do mundial que corremos não estávamos conseguindo treinar. Foi uma competição maravilhosa, conseguimos velejar bem, treinar manobras e conquistar o título. Também teremos o Sul Americanos em Porto Alegre e a preparação para as duplas mistas do Pan-Americano”.
Gabriel Kieling e Átila Pellin, campeões estaduais da classe Snipe 2017
“É uma grande satisfação podermos homenagear o Dedá colocando o seu nome no Troféu Rotativo do Estadual de Snipe. Este troféu chega no momento certo, porque ele faz parte da história do Snipe do Jangadeiros e do mundo. Nosso Clube tem tradição de conquistar grandes títulos na classe. Parabéns Dedá, você nos orgulha e tem sido muito importante nos inúmeros campeonatos no quais és juiz”
Pedro Pesce, comodoro Administrativo
“Este troféu que a classe Snipe me oferece é muito significativo, eu fico muito
comovido e agradecido ao pessoal, porque sou oriundo da classe onde naveguei e tive o prazer de trazer títulos aqui para o Jangadeiros”.
Ana Barbachan (na foto) conquistou o 2º lugar na classe 470, ao lado de Fernanda Oliveira
No Snipe, o 2° lugar ficou com Fernando Kessler e Guilherme Medaglia
Os campeões mundiais Júnior de Snipe e também do Sul Brasileiro de 2017, Tiago Brito e Antônio Rosa, conquistaram o 3° lugar no Estadual da Fevers
Rodrigo Aquino, Coordenador da Escola de Vela Barra Limpa, e Carlos Henrique De Lorenzi. O troféu do Campeonato recebeu o nome de Dedá, homenagem e reconhecimento a esse campeão brasileiro e mundial de Snipe em 1967
Guilherme Medaglia, além de ter conquistado o 2º lugar no Snipe foi o responsável pela criação do Troféu Rotativo que levou o nome de Dedá
Sócios elegem 1/3 do Conselho Deliberativo do Clube
A Assembleia Geral Ordinária para a renovação de 1/3 do Conselho movimentou o Jangadeiros no último sábado. Compareceram para votar 190 sócios das categorias Proprietário, Proprietário Ilha, Contribuinte e Aspirante.
Bem-vindos novos conselheiros!
Os 15 eleitos, sendo 10 efetivos e 5 suplentes, número que corresponde a 1/3 do Conselho, ficam no cargo até 2020, completando um mandato de dois anos. No total, o Conselho é composto por 30 membros efetivos e 15 suplentes, e somam-se a eles, sócios beneméritos (em caráter vitalício), ex-comodoros do Clube e também ex-presidentes do Conselho que tenham cumprido pelo menos um mandato integral.
“O Conselho Deliberativo representa o
quadro social do Clube. Essa renovação
de 1/3 que acontece todos os anos é
muito importante, pois traz pessoas
novas com ideias novas e diferentes.
É uma mudança completa que só oferece coisas positivas.”
Paulo Renato Paradeda,
Presidente do Conselho Deliberativo
Confira a lista dos eleitos:
EFETIVOS
Adriano Teixeira Kneipp
Aleksander Sagebin de Vasconcellos
Danilo Neumann Sant´anna
Enio Leite Casagrande
Luiz Eduardo Paradeda
Luiz Stevo Pejnovic
Rafael Siegmann Paradeda
Ricardo Buiano Hernnig
Marcelo Bernd
Wagner Michael Pereira
SUPLENTES
Alexandre Alvarez Gadret
Claudio Luiz Vieira Correa de Oliveira
Nelson de Moraes Maisonnave
Paulo Doring Vier
Renato da Costa Brito
Ian Paim, Breno Kneipp, Guilherme Plentz
e João Emílio Vasconcellos voltam a defender a camisa do Janga
Em pleno ritmo de competição, nossos atletas da classe 29er, Ian Paim e Breno Kneipp, se preparam agora para enfretar o Mundial da Juventude 2017, em Sanya, na China, de 9 a 16 de dezembro.
No mesmo período, Guilherme Plentz, na classe RS:X, e João Emílio Vasconcellos, na Laser Radial, representam o Clube na V Copa Brasil de Vela, em Ilhabela, São Paulo.
Grandes competições, grandes atrletas. Vamos torcer muito por vocês !!!
Breno Kneipp e Ian Paim representam o Jangadeiros
no Mundial da Juventude, na China
João Emílio Vasconcellos rumo à Ilhabela para competir na Laser Radial
Guilherme Plentz vai competir na V Copa Brasil de Vela, categoria RS:X
JANGA NA IMPRENSA
Zero Hora, 27 de novembro
Notícia: Estadual de Snipe e 470
https://www.jangadeiros.com.br/wp-content/uploads/2017/05/Jangada-News-2.png788940Rômulohttps://www.jangadeiros.com.br/wp-content/uploads/2024/02/logo340w-1.webpRômulo2017-12-01 15:46:572017-12-01 16:02:39Jangada news. 1º de dezembro de 2017.
O encontro de final de ano dos Cruzeiristas vai ser de fortes emoções, pois o prêmio Cruzeirista CDJ 2017 vai ser entregue ao velejador mais destacado, como forma de homenageá-lo. Foram 27 eventos que contaram com a participação de mais de 250 pessoas e 59 embarcações. Sucesso absoluto. A comemoração vai ser na quinta-feira (7), no Restaurante da Ilha, às 20h.
Encontro sempre animado dos Cruzeiristas em 2017: Andre Serafini, Claudio Pena, Henrique Freitas, Ivan Sperb e Cristian Yanzer
Também vai ser noite de revelar os planos para 2018 e fazer um relato bem detalhado de todas as atividades realizadas em 2017. Dentre as propostas para o próximo ano, estão as velejadas na lua cheia, cruzeiraço, palestras e brechó náutico. O ingresso do jantar, que pode ser adquirido no restaurante da Ilha por R$ 65,00 sem as bebidas, dá direito a uma camiseta que será entregue na noite do evento.
“O jantar será a última atividade do calendário dos Cruzeiristas. Uma grande confraternização. E o prêmio Cruzeirista CDJ 2017 é uma distinção ímpar e de reconhecimento pela contribuição dos velejadores ao ambiente e à vela de cruzeiro”
Henrique Freitas,
diretor de Oceano/Cruzeiro
https://www.jangadeiros.com.br/wp-content/uploads/2017/12/Um-dos-muitos-encontros-dos-Cruzeiristas-em-2017-Andre-Serafini-Claudio-Pena-Henrique-Freitas-Ivan-Sperb-e-Cristian-Yanzer-Credito-Paulo-Angonese.jpg551720Rômulohttps://www.jangadeiros.com.br/wp-content/uploads/2024/02/logo340w-1.webpRômulo2017-12-01 13:22:172017-12-04 19:09:35Jantar do Cruzeirista: Entrega do Prêmio Cruzeirista CDJ 2017 ao velejador mais destacado
Mais uma vez, o sócio Claudio Aydos relembra a história do Janga.
Sua ligação com o Clube começou aos treze anos e desde lá vive intensamente cada trecho da história do Clube. Convidamos a todos a saborear os seus ricos relatos
O Clube dos Jangadeiros foi fundado em 7 de dezembro de 1941, ao final de um ano em que Porto Alegre fora assolada pela maior enchente da história do rio Guaíba. A ideia de sua fundação nasceu da inspiração do Sr. Leopoldo Geyer que liderou um pequeno grupo de apreciadores da vela que residiam na zona sul e que se ressentiam da falta de um clube de vela na região.
Em novembro de 1941, Leopoldo adquiriu a chácara onde está situada a sede do continente e então saiu à procura de sócios para a criação dos Jangadeiros. No dia 7 de dezembro daquele ano foi festivamente fundado o Clube, contando já então, com 98 sócios fundadores.
Hoje, o clube tem muitos sócios e, em dezembro está completando 76 anos de profícua existência, com uma trajetória brilhante no esporte da vela, tendo conquistado, ao longo desse tempo, vários campeonatos nacionais, sul-americanos e mundiais e tendo, inclusive, participado de 7 olimpíadas. Além disso, organizou e sediou 4 campeonatos mundiais de vela, além de inúmeros sul-americanos e brasileiros.
É em função desse invejável acervo de realizações e conquistas que o Clube dos Jangadeiros é hoje, conhecido e respeitado no circuito mundial do iatismo.
Visionário: chácara comprada por Leopoldo Geyer para fundar o Jangadeiros
O emocionate momento de inauguração do Janga em dezembro 1941, pelo prefeito de Porto Alegre, José Loureiro da Silva, ao final de um ano em que a capital foi assolada pela maior enchente da história do rio Guaíba
Quem te viu e quem te vê
“Tenho certeza, entretanto, que a grande maioria das pessoas que hoje caminham despreocupadamente pela nossa ilha, não tem a mais pálida ideia das dificuldades que tiveram que ser superadas. Eu, de minha parte, quando piso o seu solo, o faço quase que respeitosamente, pois sei perfeitamente o quanto de trabalho tem em cada metro
quadrado de sua área”
O sucesso do Campeonato Mundial de Snipe de 1959 provocou tal crescimento do esporte da vela no Clube dos Jangadeiros, que ficou evidente a necessidade de ampliação do seu espaço físico.
Há quase 57 anos, em dezembro de 1960, a diretoria mostrou ao Conselho Deliberativo essa necessidade, ao mesmo tempo em que alertava ser impossível crescer via aquisição das chácaras lindeiras, face aos preços exorbitantes pedidos.
Mostrou-se, então, ao Conselho que o indicado seria colocar em prática uma antiga ideia do nosso Patrono, Leopoldo Geyer, que era a construção de uma ilha. Esta solução seria o ideal, pois além de garantir a ampliação da área, proporcionaria, também, um ancoradouro com águas abrigadas para receber uma futura flotilha de barcos de oceano e cruzeiro.
Na ocasião, foi apresentado ao Conselho um primeiro esboço, muito rudimentar, de como seria a nossa ilha, acompanhado de uma bela explanação das ideias que a diretoria tinha sobre o assunto.
O Conselho entusiasmou-se com as ideias apresentadas e deu “luz verde” para que a diretoria prosseguisse com os estudos necessários para a realização desse projeto.
Então, depois de um intenso trabalho burocrático e de inúmeros contatos com técnicos e especialistas no assunto e com autoridades municipais, estaduais e da marinha, no dia 5 de abril de 1962, em uma histórica reunião extraordinária do Conselho Deliberativo, a diretoria pôde apresentar o projeto da Ilha dos Jangadeiros constituído por um dossier contendo plantas baixas, cortes e detalhes como altimetria da ilha e até uma batimetria da área atingida pela obra e seu entorno. Além disso, havia um extenso memorial descritivo e, para arrematar, uma lindíssima maquete.
Após uma minuciosa explanação do projeto e dos questionamentos de alguns conselheiros, prontamente respondidos pela diretoria, o Conselho Deliberativo aprovou o projeto de construção da ilha, e mais, colocou-o como plano a ser seguido por todas as diretorias seguintes. Foi um dia glorioso para todos os envolvidos com a ideia da ilha.
Desse dia em diante, foram praticamente dois anos de andanças atrás de pareceres, despachos e licenças para aprovação do projeto junto aos poderes municipal, estadual e federal, além de providências administrativas e logísticas, até o início efetivo das obras, pois somente no começo de 1964 foram colocadas as primeiras pedras do enrocamento dos molhes de proteção do ancoradouro.
“Havia, na época, um pequeno grupo de sócios (que felizmente aumentava a cada semana), cujo esporte favorito, durante meses, era “jogar pedras n’agua”, ajudando os dedicados funcionários do clube a descarregar os dois batelões semanais, com 45 a 50 metros cúbicos de pedra cada”.
Enfim, depois de muito trabalho, nossa ilha ficou pronta e aí está, cada dia mais bonita, encantando a todos os que nos visitam e àqueles associados que disfrutam regularmente as belezas de nosso clube.Tenho certeza, entretanto, que a grande maioria das pessoas que hoje caminham despreocupadamente pela nossa ilha, não tem a mais pálida ideia das dificuldades que tiveram que ser superadas. Eu, de minha parte, quando piso o seu solo, o faço quase que respeitosamente, pois sei perfeitamente o quanto de trabalho tem em cada metro quadrado de sua área.
https://www.jangadeiros.com.br/wp-content/uploads/2017/12/niver-1.jpg568800Rômulohttps://www.jangadeiros.com.br/wp-content/uploads/2024/02/logo340w-1.webpRômulo2017-12-01 13:18:262017-12-01 13:19:19Como nasceu o Jangadeiros
Em tempos de aniversário do Clube, a Jangada News conversou com as Gurias do Jangadeiros, um grupo de sócias que se encontra, há cerca de dois anos, no Restaurante da Ilha, todas as sextas-feiras à tarde, e que conhece a história do Clube como ninguém
Doces, encantadoras e bem-humoradas, entre uma e outra taça de café, as Gurias contaram passagens divertidas, emocionantes e memoráveis, que talvez nenhum livro tenha registrado. Todas super experts no assunto, elas deram uma verdadeira aula sobre a história do Jangadeiros.
Siegried Schuler é conhecida por Pupi. Por Siegried ninguém a conhece. Sócia desde que era muito pequena, ela conta que seu pai comprou um chalé ao lado de onde hoje fica o Clube. “Eu vinha veranear nessa casa, pois morava no centro de Porto Alegre e era sempre uma farra, diversão garantida. Minha mãe dizia que íamos para fora, o que significava, na realidade, ir para o Jangadeiros e passar as férias de verão. Leopoldo Geyer, fundador do Clube, comprou um terreno com uma casa do lado do nosso chalé, e essa casa ainda existe, é o Pimenta Rosa, restaurante do Continente. A ideia dele era inaugurar um clube na zona sul da cidade, pois na zona norte ele já tinha fundado um, o Veleiros do Sul, que ficava no Bairro Navegantes. Acompanhei toda a história do Jangadeiros, desde a chegada de Geyer, me sinto parte de todos esses momentos especiais. Sua fundação foi em dezembro de 1941, quando eu tinha 10 anos, lembro muito bem. Tinha um pessegueiro belíssimo por lá, que dava pêssegos maravilhosos na temporada de calor”.
Erica: “Além de ter carregado pedras, os Filhotes também trouxeram prêmios para o clube como velejadores, fazendo com que o Janga se tornasse conhecido mundialmente”
“Sou filha do Jangadeiros”, menciona Erica Keller Kessler, que vive, desde que nasceu, numa linda casa quase em frente ao Janga. Ela chama Leopoldo Geyer de visionário e de inspiração, e imediatamente explica o motivo: “Foi ele que criou os Filhotes do Jangadeiros, o que tem de mais importante na história do Clube. Ele reuniu nas redondezas jovens meninos para formar um grupo. Eram cerca de 12. Geyer fez inclusive uma cerimônia para apresentar os adolescentes e convidou jovens da marinha para participarem do evento. Foi lindo, inesquecível. Bem em frente ao clube morava o Orlando, um marinheiro que consertava barcos, e foi nesse terreno que Geyer instalou os Filhotes. Ele construiu um galpão super grande para os jovens se encontrarem, tinha até lugar para eles dormirem caso quisessem. A ideia era fazer com que começassem a participar do mundo da vela, já que desde o início a proposta de Leopoldo era construir um Clube focado nesse esporte.
A turma dos Filhotes acabou sendo, por muito tempo, os dirigentes do Janga. Geyer pensou longe, encaminhou esses guris para que levassem adiante o seu sonho. E de fato deram continuidade. Eles participaram ativamente da construção da Ilha, feito que levou uns quatro anos para terminar, mas que quando terminou encheu de orgulho todos os que ajudaram. Junto dos sócios e funcionários, os adolescentes, que na época já não eram tão adolescentes, carregaram pedra por pedra num trabalho árduo, mas muito gratificante.
Além de ter carregado pedras, os Filhotes também trouxeram prêmios para o clube como velejadores, fazendo com que o Janga se tornasse conhecido mundialmente. Kurt Keller, por exemplo, importante velejador de Snipe na década de 50, conseguiu trazer para o Clube um importante campeonato mundial de Snipe. Foi o primeiro mundial de snipe que aconteceu abaixo da linha do equador, o que fez com que nosso Clube ganhasse fama de excelente anfitrião”.
À esquerda, de blusa branca, Aimée Soares, logo acima, Erica Keller, e sentada à direita, Margit Lamachia
Margit: “Ali onde hoje fica a Escola de Vela Barra Limpa tinha uma pequena praia, a gente ía até lá com cadeiras, guarda-sol e brinquedos”
Margit Lamachia também é parte da história do Jangadeiros e adora dividi-la: “O Clube sempre foi a extensão da nossa casa, pois minha vida era colégio e Janga desde muito pequena, e tenho muito orgulho disso. Sempre aproveitei muito: ali onde hoje fica a Escola de Vela Barra Limpa tinha uma pequena praia, a gente ía até lá com cadeiras, guarda-sol e brinquedos, e quando chegava era uma festa. Lembro também da primeira regata feminina que Leopoldo Geyer promoveu no Clube. Eu participei, pois velejava de snipe.
Competi com muita gente afiada, mas venci e o prêmio foi um porta pó-de-arroz dourado belíssimo que guardo comigo até hoje. Geyer ficou tão entusiasmado que disse que ía instituir a Taça Margit. Outra lembrança são as quermesses que organizávamos no Clube, eram sempre um sucesso. Pessoas que não eram sócias também podiam entrar, pois o objetivo era arrecadar q maior quantidade de dinheiro possível para que os velejadores participassem de campeonatos fora do Janga. Tinha banquinhas de comida, de tiro ao alvo e de pescaria, era ótimo, momentos especiais”.
Aimée Soares, sócia desde 1942, conhecedora orgulhosa da história do Clube
Aimée: “Quando tinha 6 anos, passei um mês de fevereiro inteiro
veraneando no Clube e fui muito feliz lá”
No time das Gurias também tem Aimée Soares, uma senhora cativante que conhece o Jangadeiros como a palma da sua mão. Sócia desde 1942, ela guarda na memória histórias incríveis e compartilha algumas com a Jangada. “Quando tinha 6 anos, passei um mês de fevereiro inteiro veraneando no Clube e fui muito feliz lá. Hoje em dia pode parecer estranho falar em veraneio no Janga. Acontece que, quando fundou o clube, Leopoldo Geyer adquiriu a chácara da Rua Ernesto Paiva, 139, que era local de veraneio da família Wahrlich. A casa existente passou a ser a sede do Jangadeiros.
Posteriormente, foi adquirida a chácara vizinha, à esquerda de quem entrava no clube, e alunos tinham também uma linda casa. Pois esta segunda casa ficava à disposição dos sócios que quisessem veranear. Era espaçosa, com muitos quartos onde várias famílias podiam hospedar-se simultaneamente. Lugar tranquilo e bonito à beira do Guaíba. Muito brinquei na beira do rio, puxando um barquinho que ganhara de meu pai. As refeições a gente fazia no Jangadeiros e eu passava o tempo todo na rua, brincando e aproveitando para fazer novos amigos. Nunca mais esqueci daquele verão. Também recordo com carinho da campanha Compre 1m² de Piscina, que foi muito bem sucedida.
Tratava-se de ajudar financeiramente o Clube para que a piscina da Ilha fosse construída e os sócios pudessem aproveitá-la. Aliás, muita coisa na nossa Ilha foi feita com base na colaboração dos associados. Por exemplo, os sócios doaram também grande parte das pedras do enrocamento da Ilha. Cada batelão de pedras, que era trazido de uma pedreira na Ponta Grossa, custava um tanto, e os sócios pagavam o valor”.
Marga Paradeda: “Amo o Janga de paixão”
Marga: “Lembro com muito carinho da super festa de 50 anos do Janga que ajudei a organizar. Mais de mil pessoas compareceram, teve apresentação da orquestra da OSPA e de um dos ícones da Bossa Nova, Toquinho”
Outra associada que traz alegria para as tardes de sextas-feiras é Marga Paradeda, esposa de Marco Aurelio Paradeda, mãe de Rafael e Andréa Paradeda e tia e madrinha do multicampeão de Snipe Xandi Paradeda. Marga tem muitas histórias para contar, pois frequenta o Janga desde que nasceu, mas tem uma que faz brilhar seus olhos mais do que as outras: o dia do seu casamento. “Foi velejando no Clube, na classe Pinguim, que conheci Marco. Namoramos por oito anos, ficamos noivos por um e finalmente nos casamos, em 9 de dezembro de 1969, uma terça-feira.
Nossa festa não poderia ser em outro lugar, tinha que ser no Jangadeiros, pois nossas vidas sempre tiveram entrelaçadas com o Clube e com a vela. Até o patrono e fundador Leopoldo Geyer, foi no nosso casamento e nos deu um presente lindo. Foi um momento inesquecível, temos belíssimas fotos daquele dia. Depois vieram os filhos, Andrea e Rafael, que deram continuidade a nossa história no Clube. Andrea velejava de Optimist, e Rafael de Pinguim, de Laser e de Snipe. Agora o Rafael foi eleito para fazer parte do Conselho Deliberativo do Clube.
Na verdade quem me ensinou a gostar tão intensamente do Janga foi meu pai, Edgar Siegmann, que foi comodoro e me levava para brincar lá enquanto trabalhava. Eu adorava. Morávamos na mesma rua do Clube e ainda hoje moro nas proximidades. Outro momento que lembro com muito carinho foi a super festa de 50 anos do Janga que organizei ao lado do Marco e da grande comodoria. Meu irmão Werner Siegmann foi um grande parceiro na roganização. Mais de três mil pessoas compareceram, houve apresentação da OSPA e de um dos ícones da Bossa Nova, Toquinho.Eu amo de paixão o Jangadeiros”.
Casamento de Marga e Marco Aurélio Paradeda: comemorado no Clube com a presença do patrono Leopoldo Geyer
Leila Beatriz Schultz também participa dos encontros das Gurias do Jangadeiros. Sócia desde 1974, dentre uma vida de histórias para contar sobre o Clube, Leila narra uma do tempo em que velejava de snipe: “Um belo dia, saímos para velejar. Estávamos Tânia Sudbrack, Nelson Pena e eu. A ideia era dar uma volta pelo Guaíba, mas eis que o tempo muda consideravelmente e os nossos planos de apenas dar uma volta literalmente foram por água abaixo. Numa virada de bordo, eu caí na água, e naquele tempo não existiam roupas apropriadas para velejar, a gente usava as roupas do dia-a-dia. Caí na água de slack, que era uma calça jeans, e uma blusa de lã. Sorte que eu sabia boiar, pois fiquei dentro do Guaíba um bom tempo, subindo e descendo, até que o Nelson conseguisse virar de bordo para me resgatar. E o que fez ele demorar para chegar até mim foi o casaco da Tânia que ficou pendurado no mastro. Quando Tânia conseguiu se desprender, Nelson pôde virar de bordo e me resgatar. História com final feliz”.
Momento de apagar as velinhas para Erica Keller (no centro): ao seu lado direito,
Aimée Soares, e esquerdo, Leila Amorim
Patrícia Kraher, Adriana Sleutjes e Sonia Szabo também participaram do papo e foram unânimes em comentar histórias divertidas e inesquecíveis sobre a participação do Clube em Desfiles de 7 de Setembro, nos quais os sócios íam uniformizados com peças de roupa que estampavam o logotipo do Clube. De acordo com elas, eram momentos sempre animados, os quais lembram com muito carinho. As Gurias também relembraram dos muitos bailes de Carnaval que participaram juntas representando o Jangadeiros. “Fazíamos blocos, era muito bom”, destaca Sonia.
O que todas as Gurias, em comum acordo, comentaram a todo o momento foi: “Queríamos ver o Jangadeiros crescer, sempre tivemos um amor muito grande por ele”. O Janga cresceu e hoje é um dos mais importantes, prestigiados e tradicionais clubes náuticos do Brasil, enchendo de orgulho seus sócios.
https://www.jangadeiros.com.br/wp-content/uploads/2017/12/1.jpg5761024Rômulohttps://www.jangadeiros.com.br/wp-content/uploads/2024/02/logo340w-1.webpRômulo2017-11-30 13:09:352017-12-08 18:47:36As Gurias e suas inesquecíveis histórias
Se você ainda não comprou seu ingresso, ainda há tempo. Vamos, juntos, levantar a taça e comemorar um ano de grandes conquistas do Clube neste sábado, no jantar de aniversário, a partir das 20h, no restaurante da Ilha. A programação segue com a Regata de Aniversário e premiação no domingo
O ano de 2017 foi de grandes emoções e de muitas realizações no Jangadeiros. Relembramos o bem sucedido plantio em julho, pelos nossos sócios e comodoria, de 526 mudas nativas na Ilha, a conquista de mais um edital de licitação na Confederação Brasileira de Clubes (CBC) para seguirmos estimulando a Vela Jovem e a garra e o talento dos nossos atletas, em diferentes classes de barcos, que trouxeram para o Janga novos títulos mundiais, nacionais, sul-americanos, sul brasileiros e estaduais.
Os ingressos para o jantar comemorativo, com músicas selecionadas pelo DJ Eduardo Irigaray, estão disponíveis na Central de Eventos ou na Secretaria Administrativa pelo valor de R$ 100,00, sem bebidas.
A programação da tradicional Regata de Aniversário, no sábado (2) e no domingo (3), tem largada prevista para às 13h, envolvendo todos os clubes de Porto Alegre e classes de barco. Domingo, depois das regatas de Oceano e um Velejaço que irá colorir o Guaíba, será o momento de homenagear os vencedores, às 19h30min, também no restaurante da Ilha.
Manuel Ruttkay Pereira: “A família Jangadeiros sabe receber, sabe fazer e sabe acontecer”
“É comum olharmos para trás quando atingimos determinadas datas ou marcas em nossa existência, fazendo um balanço do período que se encerra. Como exemplo, isso acontence nos finais de ano, nas conclusões de cursos e também em nossos aniversários! Podemos fazer o mesmo com o querido Janga! Em meio ao mar revolto por incertezas no qual insiste em navegar nosso país, nosso maravilhoso refúgio singrou com coragem e chegou em vários portos com segurança e altivez durante o ano que passou! Os recursos financeiros limitados aceleraram a busca de uma administração mais enxuta e propositiva como forma de melhorar as condições de utilização de todas as nossas benfeitorias.
Câmaras de segurança, melhorias significativas na iluminação, incluindo aí trocas de luminárias por outras que propiciam mais economia, aperfeiçoamento do sistema elétrico, aumento do número de torres nos trapiches, padronização de procedimentos no estaleiro e no porto, recuperação de infláveis de apoio, trocas de mesas e cadeiras na área da piscina e cobertura de duas churrasqueiras adicionais foram objetivos atingidos com o esforço de um time de funcionários dedicados e competentes!
E como cereja no bolo, os campeonatos de vela do segundo semestre, principalmente aqueles realizados em novembro, trouxeram alegria, novos campeões e a certeza de que a família Jangadeiros sabe receber, sabe fazer e sabe acontecer quando o assunto é navegar! Imperfeições continuam a existir e sonhos persistem em nosssas mentes pedindo para que se tornem realidade! Temos consciência plena dos desafios que se colocam diante de nós e das nossas limitações, mas confiamos na capacidade de superação do quadro social do Janga e entendemos que sempre deve existir um momento para festejar! Esse momento é agora! Setenta e seis anos de vitórias e conquistas que já pedem um cantinho chamado de Museu do Clube! Feliz aniversário Clube dos Jangadeiros! Que o novo ano traga alegrias e realizações pessoais e institucionais!”
Parabéns a todos!”
Comodoro Manuel Ruttkay Pereira
Vice-comodoro Esportivo, Rodrigo Castro (à direita), durante a Semana da Vela, com o Diretor de Esportes da Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer do Rio Grande do Sul
“É hora de celebrarmos a tradição do nosso clube na vela, se ja esportiva ou de lazer, e colocarmos o maior número de barcos na água. Opções não faltam: teremos no sábado regatas das classes Monotipos e para os barcos de Oceano e Cruzeiro teremos a regata em Solitário ou Dupla Mista. No domingo, um grande velejaço para os barcos de oceano e cruzeiro com largada em frente à ilha”
Rodrigo Castro, vice-comodoro Esportivo
https://www.jangadeiros.com.br/wp-content/uploads/2017/12/FOTO-DE-ABERTURA.jpg720960Rômulohttps://www.jangadeiros.com.br/wp-content/uploads/2024/02/logo340w-1.webpRômulo2017-11-30 10:30:532017-12-04 19:10:19Chegou o momento de brindarmos a bonita e vitoriosa história de 76 anos do Jangadeiros
https://www.jangadeiros.com.br/wp-content/uploads/2017/11/logo76anos.jpg159210Rômulohttps://www.jangadeiros.com.br/wp-content/uploads/2024/02/logo340w-1.webpRômulo2017-11-28 14:40:082017-11-28 14:40:08Aviso de Regata Aniversário Clube dos Jangadeiros
Logo depois do grande momento que foi a Semana da Vela no Jangadeiros, o Clube sedia mais um importante competição e sai vencedor nos três primeiros lugares da tradicional classe Snipe e é vice na classe 470 do Campeonato Estadual da Federação Gaúcha de Vela (Fevers) 2017.
Foram seis regatas em três dias de competição de eventos instáveis, chuva e sol, bom índice técnico e muita garra dos atletas. Nossa dupla Gabriel Kieling, o Bolinha, e Átila Pellin sagraram-se os grandes campeões do Snipe e foram merecedores do primeiro Troféu Rotativo Carlos Henrique de Lorenzi. Uma emocionante homenagem ao Dedá, histórico campeão brasileiro e mundial do Snipe em 67, Ouro nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, atual Juiz Nacional de Regatas e sócio do Jangadeiros desde a década de 50.
O 2° lugar ficou com Fernando Kessler e Guilherme Medaglia que, além de premiado atleta assina a criação do Troféu Rotativo, e o 3° foi conquistado pelos campeões mundiais Júnior e também do Sul Brasileiro de Snipe 2017, Tiago Brito e Antônio Rosa. E para completar o pódio da classificação geral foram premiados em 4º lugar a dupla do Veleiros do Sul, Henrique Dias e Vilnei Goldmeier, e em 5º Carlos Felipe Hofstaetter e Chistian Hofstaetter.
Na classe olímpica 470, a dupla vencedora é Geilson Mendes e Gustavo Thiesen, do Veleiros do Sul, seguido pelas nossas atletas Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, e em 3º, a dupla Ignacio Varisco e Frederico Garcia, do Club Náutico San Isidro e Yach Clube Argentino.
Parabéns atletas !!!
“Foi um campeonato preparatório para o Brasileiro que vai acontecer aqui no Clube em janeiro. Este Estadual foi duro, com bastante vento, condições similares do que será o nacional. Foi importante estarmos velejando juntos porque depois do mundial que corremos não estávamos conseguindo treinar. Foi uma competição maravilhosa, conseguimos velejar bem, treinar manobras e conquistar o título. Também teremos o Sul Americanos em Porto Alegre e a preparação para as duplas mistas do Pan-Americano.
Gabriel Kieling e Átila Pellin, campeões estaduais da classe Snipe 2017
“É uma grande satisfação podermos homenagear o Dedá colocando o seu nome no Troféu Rotativo do Estadual de Snipe. Este troféu chega no momento certo, porque ele faz parte da história do Snipe do Jangadeiros e do mundo. Nosso Clube tem tradição de conquistar grandes títulos na classe. Parabéns Dedá, você nos orgulha e tem sido muito importante nos inúmeros campeonatos no quais és juiz”
Pedro Pesce, comodoro Administrativo
“Este troféu que a classe Snipe me oferece é muito significativo para mim, eu fico muito comovido e agradecido ao pessoal, porque sou oriundo da classe onde naveguei e tive o prazer de trazer títulos aqui para o Jangadeiros”.
Carlos Henrique de Lorenzi, o Dedá
Confira a súmula completa aqui: http://jangadeiros.com.br/wp-content/uploads/2017/11/Estadual-Snipe2017-final.pdf
https://www.jangadeiros.com.br/wp-content/uploads/2017/11/IMG_7290.jpg5751024Rômulohttps://www.jangadeiros.com.br/wp-content/uploads/2024/02/logo340w-1.webpRômulo2017-11-27 15:21:582017-11-27 15:29:14Mais títulos para o Jangadeiros! O Clube é Ouro e conquista os três primeiros lugares do Estadual da Classe Snipe Fevers 2017!
Newsletter do Clube Jangadeiros . Porto Alegre . Edição especial 27 de novembro de 2017
Semana da Vela na imprensa
Prezados sócios,
Abaixo, as principais matérias que destacaram o nosso Jangadeiros durante a Semana da Vela, evento que reuniu três grandes campeonatos brasileiros em nosso Clube: Brasileiro da Classe Hobie Cat 14 e 16, 1º Interclubes da Juventude de Vela e o 39º Sul Brasileiro de Optimist. Foi uma grande semana e o Janga reafirmou a sua força como um dos mais importantes clube do atletismo da vela brasileira e mundial.
Boa leitura !
CONTRACAPA e matéria no caderno de Esportes Edição do dia 17 de novembro de 2017
Caderno de Esportes, edição de 20 de novembro
Edição de 14 de novembro
Caderno de Esportes, edição de 11 e 12 de novembro
Evento reuniu três importantes competições do calendário nacional da modalidade no Clube dos Jangadeiros, em Porto Alegre
Claudio Bergman / Divulgação
A Semana da Vela, que reuniu três importantes competições do calendário nacional da modalidade no Clube dos Jangadeiros, em Porto Alegre, chegou ao fim no sábado com a disputa do Campeonato Brasileiro de Hobie Cat 14 e 16.
Na categoria Hobie Cat 16, o título ficou com a dupla de São Paulo Felipe Frey e Ícaro Da Macena. Eles superaram os paraibanos André Henriques e Juliana Baino e os pernambucanos Claudio Cardoso e Mequias Queiróz, que ficaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente.
– O campeonato foi dentro da expectativa, apesar do tempo meio sacrificante por uns dias – avaliou Mario Dubeux, presidente da Associação Brasileira da Classe Hobie Cat e campeão gaúcho da classe, que também competiu em dupla com Karol Bauermann, tendo terminado em 11º lugar.
Na Hobie Cat 14, o domínio foi de dois velejadores catarinenses. Adam Meyerle ficou com o título, enquanto Eduardo da Silva ficou com a medalha de prata.
Competições de vela em Porto Alegre têm regatas decisivas nesta sexta-feira
Clube dos Jangadeiros é sede de três campeonatos da modalidade nesta semana
Lauro Alves / Agencia RBS
Nesta sexta-feira (17) serão conhecidos os campeões do 1º Brasileiro Interclubes da Juventude de Vela e do 39º Sul-Brasileiro de Optimist.
As regatas das duas competições reúnem 150 jovens velejadores no Clube dos Jangadeiros, em Porto Alegre.
No Brasileiro Interclubes, que começou na terça-feira (14) e conta com atletas de mais de 10 Estados, as disputas são nas classes Laser Radial, 420 e 29er. O campeonato, do qual participam velejadores de até 18 anos, serve de preparação para o Mundial da Juventude, em Sanya, na China, em dezembro.
A competição entrou em 2017 na programação do ciclo olímpico dos Jogos de Tóquio 2020. As regatas estão previstas para começar às 14h.
A classificação dos jovens atletas está assim: na classe 29er, em primeiro lugar está a dupla do Jangadeiros Breno Kneipp e Iam Paim, em segundo, Tiago Monteiro e Vinícius Pereira, do Cabanga Iate Clube de Pernambuco e na terceira colocação está a dupla Giovanne Pistorello e Gabriel Simões, também do Jangadeiros.
Na classe Laser, a liderança é de Tiago Quevedo, do Veleiros do Sul, seguido de João Emilio Vasconcellos, do Clube dos Jangadeiros. Em terceiro lugar, Nicolas Mueller, também do Veleiros do Sul.
A classe 420 tem Gabriel Lopes e João Antonio, do Veleiros, na liderança, seguidos de Letícia da Silva e Joana Ribas, também do Veleiros. E, terceiro lugar estão José da Silva e Samer Kayali, do Iate Clube Veleiros da Ilha.
No Sul-Brasileiro de Optimist, as regatas começaram ontem, nas categorias veteranos e estreantes. As disputas têm início às 11h. A classificação está assim:
Veteranos – liderança de Tadeu Rioja, do Yatch Clube Santo Amaro, na segunda posição, Lorenzo Balestrin, do Clube dos Jangadeiros, e em terceiro lugar, Marina da Fonte, do Cabanga Iate Clube de Pernambuco.
Estreantes – em primeiro lugar, Milena Holler, do Veleiros do Sul; em segundo lugar, Felipe Fraquelli, também do Veleiros e em terceiro, Anderson Severo, do Iate Clube Lago Itaipu.
O Jangadeiros também é sede de outra competição da vela: o Campeonato Brasileiro de Hobie Cat 14 e 16, com mais de 80 velejadores. Na classe Hobie Cat 16, a disputa está acirrada.
Depois de seis regatas, a diferença dos primeiros colocados, André Henriques e Juliana Baino, da Paraíba, para a terceira, os cearenses Daniel Azevedo e Francisco Souza, é de apenas quatro pontos. Em segundo lugar estão Felipe Frey e Ícaro Da Macena, do Rio Grande do Sul.
No Hobie Cat 14, os três primeiros colocados são de Santa Catarina, com liderança de Adam Mayerlea. Entre as mulheres, a dupla Karoline Bauerman, do Jangadeiros, e Marcela Mendes, do Iate Clube de Santa Catarina, conquistaram o primeiro título brasileiro feminino na classe Hobie Cat 16.
Porto Alegre será a capital brasileira da vela na próxima semana
Brasileiro de Hobie Cat é o destaque de uma programação que prevê outras duas competições
Regatas de Hobie Cat começam no domingo. Ricardo Duarte / Agencia RBS
A partir de domingo (12) até o sábado (18) da próxima semana, o Clube dos Jangadeiros, em Porto Alegre, será o centro da vela nacional, com a realização de três grandes competições.
O destaque da programação é o Campeonato Brasileiro de Hobie Cat 14 e 16, que terá uma regata inaugural no domingo com chegada prevista para as 14h30min na areia da praia de Ipanema.
Os outros dois eventos programados para as águas do Guaíba são o 1º Campeonato Brasileiro Interclubes da Juventude de Vela e o 39º Sul Brasileiro de Optimist. Todos são abertos a visitantes.
Desfile de moda, food truck, música, degustação de cerveja artesanal, espumante e atividades esportivas são algumas das atrações previstas no clube durante a realização das competições. Veja os destaques.
Campeonato Brasileiro de Hobie Cat 14 e 16 (Brascat 2017)
A regata de abertura está agendada para o domingo (12), às 14h, com largada em frente às velas em pedra da Ilha do Jangadeiros e chegada na Praia da Ipanema (Avenida Coronel Marcos), em frente ao Ipanema Sports, às 14h30min.
Os velejadores terão de descer dos catamarãs e bater um sino na praia para confirmar a posição de chegada. De segunda-feira (13) a sábado (18), estão previstas 12 regatas (à exceção de quinta-feira, dia de folga), com largada sempre às 14h nos Jangadeiros.
A competição envolverá cerca de 84 velejadores de mais de 10 Estados: Ceará, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Campeões brasileiros e mundiais da classe já estão na capital gaúcha.
Pela primeira vez no Brasil, o campeonato terá um tripulante paralímpico. A iniciativa do velejador Ricardo Arantes Dubeux tem o objetivo de criar uma modalidade náutica de inclusão social.
Os principais nomes na disputa:
– O gaúcho Mario Dubeux e Karoline Bauermann, dupla anfitriã do nacional, que no final de outubro conquistou o título de campeã gaúcha de Hobie Cat 16 (ele é também presidente da Associação Brasileira de Hobie Cat)
– O gaúcho Lawson Beltrame, vice-campeão Estadual de Hobie Cat 16
– Claudio Teixeira e Bruno Oliveira, atuais campeões brasileiros de Hobie Cat 16
– Claudio Cardoso e Mequias Queiroz (Claudio foi duas vezes campeão mundial)
– O catarinense Ricardo Halla, campeão sul Brasileiro do Hobie Cat 16
– Luiz Gonzaga Machado e Eluísio Biancardi (campeão mundial master em 2000)
– Atleta Ricardo Dubeux (3º lugar no Mundial de 97) estará competindo ao lado do atleta paralímpico gaúcho Rafael Correa (foi campeão brasileiro paraolímpico na classe 2.4).
RS tem o maior número de velejadores
O Rio Grande do Sul é o Estado com maior número de velejadores desta classe no Brasil, com cerca de 40 atletas, fator que contribuiu para que o campeonato voltasse a ocorrer em águas gaúchas.
– Nós conseguimos montar um grupo que une os clubes náuticos de Porto Alegre e que integra os velejadores e suas famílias. É o que têm nos diferenciado – afirma Dubeux
1º Brasileiro Interclubes da Juventude de Vela
O 1º Campeonato Brasileiro da Juventude vai de terça-feira (14) a sexta-feira (17), com regatas a partir das 14h e organização conjunta da CBVela, Comitê Brasileiro de Clubes e o Clube dos Jangadeiros, nas raias do Guaíba.
A competição reunirá atletas de até 19 anos, com disputa nas classes: RS:X (Masc. e Fem.), Laser Radial (Masc. e Fem.), 420 (Masc. e Fem.), 29er (Masc. e Fem.), Nacra 15 (Aberto), Optimist (Masc. e Fem.) e Hobie Cat 16 (Masc e Fem).
Além do Jangadeiros, já confirmaram presenças o clubes como o Veleiros do Sul, Yacht Clube Santo Amaro (São Paulo), Iate Clube de Brasilia, Cabanga Iate Clube (Pernambuco), Iate Clube Santa Catarina, Iate Clube do Rio de Janeiro, Iate Clube Espirito Santo e Yacht Club Ilha Bela.
O Brasileiro Interclubes da Juventude entra em 2017 na programação anual da modalidade neste ciclo olímpico dos Jogos Tóquio 2020. O campeonato serve como preparação para os velejadores que vão disputar o Mundial da Juventude, em Sanya, na China, em dezembro.
39º Sul-brasileiro de Optimist
O campeonato começa na quarta-feira (15) e vai até sexta-feira (17). Estão previstas 10 regatas na categoria veteranos e seis na categoria estreantes, uma média de três por dia.
A saída será na baía da Tristeza e o percurso a ser utilizado será o trapezoidal, tradicional da categoria. Além da premiação individual, haverá também um reconhecimento do melhor Estado e da melhor flotilha do campeonato.
Regatas de três competições movimentam o Guaíba nesta semana
Clube dos Jangadeiros será a base de disputas que vão até sábado em Porto Alegre
Regata de abertura da Hobie Cat, no domingo (12). Claudio Bergman / Divulgação
Nesta semana, Porto Alegre virou a capital brasileira da vela. Com base no Clube dos Jangadeiros, três competições paralelas movimentarão as águas do Guaíba.
Depois de uma regata de abertura no domingo, nesta segunda-feira (13) teve início as disputas do Brasileiro de Hobie Cat 14 e 16 (Brascat 2017), com quase 40 embarcações.
Mais 11 regatas das duas classes estão programadas até sábado (18), quando serão conhecidos os campeões.
Nesta terça-feira (14) está prevista a cerimônia de abertura das outras duas competições, que irão envolver cerca de 150 jovens velejadores de mais de 10 Estados: a primeira edição do Brasileiro Interclubes da Juventude da Vela e o 39º Sul-Brasileiro de Optimist.
Até sexta-feira (17), o Brasileiro Interclubes reunirá atletas de até 19 anos, com disputas nas classes RS:X, Laser Radial, 420, 29er, Nacra 15, Optimist e Hobie Cat 16. Já as primeiras regatas do Sul-Brasileiro do Optimist estão previstas para amanhã, com disputas até sexta-feira.
A programação começa ao meio-dia. Os eventos são abertos ao público.
Brasileiro da Classe Hobie Cat 16 tem tripulação com proeiro paraolímpico
Velejadores formam parceria pioneira durante competição em Porto Alegre
Rafael Correa (E) ao lado de Ricardo Arantes Dubeux no Clube dos Jangadeiros. Neiva Mello / CDJ,Divulgação
De forma pioneira na história da classe Hobie Cat, o velejador Ricardo Arantes Dubeux está participando do Campeonato Brasileiro da Classe Hobie Cat 14 e 16, em Porto Alegre, ao lado do proeiro gaúcho Rafael Correa, da equipe paraolímpica do Rio Grande do Sul.
– Acredito que podemos modifcar as vidas de muitas crianças, adolescentes e adultos que possuem alguma deficiência física através dos esportes náuticos, impulsionando-os a superar obstáculos – destaca Dubeux, 3º lugar no Mundial de Hobie Cat 14.
Rafael Correa, dono de quatro títulos estaduais e um nacional, é campeão na classe 2.4 e filiado ao Comitê Paraolímpico Brasileiro. Pela primeira vez, um atleta paraolímpico está competindo na classe Hobie Cat.
Em 2009, Dubeux conquistou o Green Card e passou a residir nos EUA. Foi lá que na vela de alto rendimento e fazer parte do Time de Vela Paralímpico Americano. Até hoje é voluntário neste programa, mas sempre sonhou em trazer algo parecido para o Brasil.
– A meta é fazer da prática dos esportes náuticos um instrumento de conquistas e descobertas, onde velejando, navegando e remando praticamos a auto-estima, a autoconfiança e uma das portas de inserção à sociedade – finaliza o velejador.
O Brasileiro de Hobie Cat começou na segunda-feira (13) no Clube dos Jangadeiros e terá regatas nesta quarta-feira (15), na sexta-feira (17) e no sábado (18), último dia de competições.
Designers e proprietárias da loja Open Closet, Martina Szabo e Ângela Aronne são as responsáveis pela linha
Joana Baumgarten Rossari / Divulgação
As designers e proprietárias da loja Open Closet Martina Szabo e Ângela Aronne escolheram o Clube dos Jangadeiros, em Porto Alegre, como cenário para um desfile que irá lançar a primeira coleção de roupas do clube, que foi desenhada pela dupla. O evento com entrada gratuita ocorre nesta quarta-feira (15), a partir das 19h. O público terá à disposição ainda food truck, música, cervejas artesanais, vinhos e espumantes.
Serão apresentadas camisetas polo, moletons, tricôs, shorts, bermudas em sarja, vestidos longos e uma linha fitness. A cartela de cores remete aos tons navy da bandeira do clube. Além da linha para o Jangadeiros, os modelos irão desfilar peças da Open Closet.
Jangadeiros recebe três campeonatos na orla de Ipanema, em Porto Alegre
Campeonatos de vela receberão grandes nomes do esporte náutico ANDRÉ ALVES DE OLIVEIRA/DIVULGAÇÃO/JC
Laura Franco
De 12 a 18 de novembro, o Clube dos Jangadeiros será o centro da vela nacional. A partir de domingo, três grandes campeonatos acontecem na Capital. O maior deles, o Campeonato Brasileiro de Hobie Cat (Brascat), conta com cerca de 50 barcos velejando. Além disso, acontecem o 39º Sul-Brasileiro de Optimist, com jovens do Sul do País, e a 1ª edição do Interclubes da Juventude.
Durante os campeonatos, serão recebidos grandes nomes do esporte náutico, além de envolver o público local com atividades envolvendo gastronomia, moda e música. A regata de abertura acontece no domingo, às 14h, com chegada na Praia de Ipanema prevista para às 14h30min.
Nossa intenção é integrar o público com as regatas, unindo terra e mar”, explica a velejadora Thais Langer.
Nessa regata, haverá a inclusão de paratletas, entre eles o campeão brasileiro parlímpico na classe 2.4, Rafael Correa, que deve velejar junto do campeão mundial de Hobie Cat Ricardo Debeux. “Os barcos não são adaptados, esses para atletas se adaptam a ele e correm conosco normalmente”, comenta o velejador.
Para o presidente da Associação Brasileira da Classe Hobie Cat (ABCHC), Mario Roberto Arante Dubeux, o evento dá visibilidade ao esporte, mostrando o envolvimento da classe com a cidade e sua comunidade. “Os barcos são coloridos, o evento vai trazer cor e movimento para a beira de Ipanema. Os Hobie Cat merecem esse retorno após 12 anos da última competição aqui”, ressalta.
Orla de Porto Alegre é palco de competições da vela nacional
FOTO CLAITON DORNELLES/JC
O Clube dos Jangadeiros, em Porto Alegre, é esta semana o centro da vela nacional. A Capital sedia o Campeonato Brasileiro de Hobie Cat (Brascat), competição com cerca de 50 barcos inscritos, além do 39º Campeonato Sul-Brasileiro de Optimist, com jovens do Sul do País, e da 1ª edição do Interclubes da Juventude. A regata de abertura aconteceu ontem, com chegada na Praia de Ipanema. Além de assistir as provas e aproveitar o espetáculo visual dos barcos multicoloridos, o público local também pode participar de atividades paralelas, envolvendo gastronomia, moda e música. A disputa do Brascat marca o retorno do Hobie Cat às águas da Capital, que volta a sediar eventos da modalidade depois de 12 anos.
O Clube dos Jangadeiros será palco do desfile de moda das designers e proprietárias da Open Closet, Martina Szabo e Ângela Aronne, nesta quarta-feira. Trata-se da primeira coleção de roupas do clube desenhada por elas, num lounge cheio de charme ao redor da piscina. As peças serão apresentadas por modelos que desfilarão camisetas polo, moletons, tricôs, shorts, bermudas em sarja, vestidos longos, além de uma linha fitness.
Look que faz parte da coleção de moda do Clube Jangadeiros (Foto: Divulgação)
• Martina Szabo e Ângela Aronne, que comandam a Open Closet, apresentam na noite da próxima quarta-feira (15), e coleção especial que criaram para o Clube dos Jangadeiros.
Jangadeiros será o centro da vela no Brasil de 12 a 18 de novembro
Desfile de moda, food truck, música, degustação de cerveja artesanal, espumante e atividades esportivas. Esse será o clima que tomará conta do Clube dos Jangadeiros durante o Brasileiro de Hobie Cat 14 e 16.
De 12 a 18 de novembro, o Clube dos Jangadeiros será o centro da vela nacional. Com a realização dos três primeiros campeonatos do Projeto 6×6. Que trará seis grandes competições da agenda nacional e internacional da vela até a Páscoa. Durante os campeonatos, o Clube irá receber grandes nomes do atletismo náutico. Além do público de maneira especial, com atividades que envolvem gastronomia, moda e música.
Na chamada Semana da Vela, os espaços próximo à Escola de Vela Barra Limpa teram um cenário bem diferente. Ambientado com a presença de food trucks, quiosques de cervejas artesanais, vinícolas e, como ponto alto, desfile de moda no feriado do dia 15 (quarta-feira). Com peças inéditas criadas pela velejadora e atleta Martina Szabo e Ângela Aronne, sócias da Open Closet.
Campeonato Brasileiro de Hobie Cat promete grandes emoções em Porto Alegre
Regata de Abertura do Brasileiro de Hobie Cat 14 e 16 (BRASCAT 2017) acontece no domingo (12) e segue até sábado (18). Velejadores largam do Jangadeiros às 14h e chegam às 14h30min na Praia de Ipanema. Em frente ao Centro Esportivo Ipanema Sports.
Campeonato nacional envolverá cerca de 84 velejadores de mais de 10 estados brasileiros. (Confirmados até quinta-feira): Ceará, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Campeões brasileiros e mundiais da classe já estão na capital gaúcha.
Pela primeira vez no Brasil, o campeonato acontece com um tripulante paralímpico. A iniciativa do velejador Ricardo Arantes Dubeux tem o objetivo de criar uma modalidade náutica de inclusão social.
O surfista californiano Hobie Alter tinha um sonho de possuir um catamarã barato onde ele e seus amigos pudessem velejar juntos. No final da década de 1960, ele decidiu realizar esse desejo e criou o barco Hobie Cat que revolucionou a vela. Com manobras rápidas e precisas, a impressão é de que os barcos de competição dançam sobre as águas.
De 12 a 18 de novembro, no Clube dos Jangadeiros, em Porto Alegre, este espetáculo se fará presente no Campeonato Brasileiro de Hobie Cat 14 e 16 – BRASCAT 2017.
Grandes nomes do Hobie Cat que participarão da Brascat 2017:
-O gaúcho Mario Dubeux e Karoline Bauermann, dupla anfitriã do nacional, que no final de outubro conquistou o título de campeã Gaúcha de Hobie Cat 16 (ele é também presidente da Associação Brasileira de Hobie Cat)
-O gaúcho Lawson Beltrame, vice-campeão Estadual de Hobie Cat 16
-Claudio Teixeira e Bruno Oliveira, atuais campeões brasileiros de Hobie Cat 16
-Claudio Cardoso e Mequias Queiroz (Claudio foi duas vezes campeão mundial)
-O catarinense Ricardo Halla, campeão sul Brasileiro do Hobie Cat 16
-Luiz Gonzaga Machado e Eluísio Biancardi (campeão mundial master em 2000)
-O atleta Ricardo Dubeux (3º lugar no Mundial de 97) estará competindo ao lado do atleta paralímpico gaúcho Rafael Correa (foi campeão brasileiro paraolímpico na classe 2.4). Pela primeira vez, um atleta paraolímpico compete na classe Hobie Cat.
A entrega dos prêmios acontece às 15h30min, no Ipanema Sports. Estão previstas um total de 13 regatas – domingo (1), terça (3), quarta (3), quarta (3), quinta (dia de folga), sexta (2) e sábado (1), com largada às 14h. O jantar de encerramento e premiação da ABCHC (Associação Brasileira da Classe Hobie Cat) acontece no sábado (18). No restaurante da Ilha dos Jangadeiros, a partir das 20h30min.
Hoje é dia de homenagear o Pioneiro da Classe Hobie Cat 16, Mario José Dubeux Júnior!
A Regata de Abertura do Brasileiro de Hobie Cat 14 e 16 (BRASCAT 2017) acontece no hoje,domingo (12) e segue até sábado (18).
Velejadores largam do Jangadeiros às 14h e chegam às 14h30min na Praia de Ipanema, em frente ao Centro Esportivo Ipanema Sports em meio ao público que lotará a praia e juntos, público e velejadores, farão um grande festa em meio a muito som sol e alegria! Será um dia inesquecível!
Os velozes e lindos barcos serão tripulados por 84 velejadores de mais de 10 estados brasileiros (Confirmados até quinta-feira): Ceará, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Campeões brasileiros e mundiais da classe já estarão travando uma bela disputa logo mais na capital gaúcha.
Pela primeira vez no Brasil, o campeonato acontece com um tripulante paralímpico Rafael Ferreira Corrêa. A iniciativa do velejador Ricardo Arantes Dubeux tem o objetivo de criar uma modalidade náutica de inclusão social.Os dois estarão formando a uma tripulação intitulada de “Paradise Time”.
Velejador Paralímpico Rafael Corrêa brilha no Campeonato Brasileiro de Hobie Cat 16
Velejador Paralímpico Rafael Corrêa participa do Campeonato Brasileiro de Hobie Cat 16. Ele está atuando de forma brilhante como proeiro do velejador Ricardo Arantes Dubeux, que atualmente reside nos EUA.
Único representante paralímpico no Campeonato Brasileiro de Hobie Cat 16 que está sendo realizado em Porto Alegre vem encantando,com sua simpatia e determinação, todos velejadores da classe, tamanha é a superação dentro da regatas, onde encarou , ontem, domingo, ventos acima de 23 capital do Rio Grande do Sul graças a sua garra.
Muito chegam para perguntar como ele está conseguindo fazer as difíceis manobras no veloz Hobie Cat 16. As respostas dão de arrepiar so coração de todos velejadores, familiares, sócios do Clube do Jangadeiros , organizadores do Brascat e principalemente e a mídia durante os 2 que tivemos atividades no Campeonato Brasileiro de Hobie Cat 16. Hoje inclusive fez uma belíssima regata na raia do Lado do Guaíba.
O Acidente:
O simpático e pessoal humana fantástica,Rafael Corrêa, teve que abonar a promissora carreira de cineasta em Porto Alegre devido a um tiro que levou nas costas durante um assalto na centro da capital gaúcha. Do profissional brilhante com um horizonte maravilhoso teve a carreira encerrada ao ficar paralítico.
Foram 10 anos de provação até ele conseguir ingressar na vela paralímpica e devido aos ensinamentos do técnico da equipe Paralímpica de Vela do estado do Rio Grande do Sul, Anderson Paixão, Rafael vem batalhando arduamente e incansavelmente, para que a vela adaptada, continue sendo uma excelente porta de inclusão social.
Acreditamos que podemos modificar as vidas de muitas crianças, adolescentes e adultos com alguma deficiência física através dos esportes náuticos, impulsionando-as a superar obstáculos e a crescer com noções de solidariedade e respeito às diferenças”, disse Ricardo Arantes Dubeux, comandante da tripulação e criador do CENA- Centro de Esportes Náuticos Adaptados.
Jangadeiros recebe 1º Campeonato Brasileiro da Juventude
Um novo capítulo na história das categorias de base da vela no Brasil começa a ser escrito a partir desta terça-feira, dia 14, em Porto Alegre. O 1º Campeonato Brasileiro da Juventude terá início no tradicional Clube dos Jangadeiros, com regatas a partir das 14h, nas raias do Guaíba. A competição reunirá meninos e meninas de até 19 anos, com disputa nas seguintes classes: RS:X (Masc. e Fem.), Laser Radial (Masc. e Fem.), 420 (Masc. e Fem.), 29er (Masc. e Fem.), Nacra 15 (Aberto), Optimist (Masc. e Fem.) e Hobie Cat.
O Brasileiro Interclubes da Juventude entra em 2017 na programação anual da modalidade neste ciclo olímpico dos Jogos Tóquio-2020. O campeonato serve como preparação para os velejadores que vão disputar o Mundial da Juventude, em Sanya, na China, em dezembro.
Em sua edição 2017, o Brasileiro Interclubes será organizado em conjunto pela Confederação Brasileira de Vela (CBVela); o Comitê Brasileiro de Clubes (CBC); e o Clube dos Jangadeiros, que será sede do evento.
Velejador da equipe paralímpica do RS disputa Brasileiro de Hobie Cat
De forma pioneira na história do Hobie Cat, o velejador Ricardo Arantes Dubeux, 3º lugar no Mundial de Hobie Cat 14, está participando do Campeonato Brasileiro da Classe Hobie Cat 14 e 16 ao lado do velejador gaúcho Rafael Correa, da equipe paralímpica do Rio Grande do Sul. “Acredito que podemos modificar as vidas de muitas crianças, adolescentes e adultos que possuam alguma deficiência física através dos esportes náuticos, impulsionando-os a superar obstáculos”, declara Dubeux.
Rafael Correa, detentor de quatro títulos regionais e um nacional, é campeão na classe 2.4 e filiado ao Comitê Paralímpico Brasileiro. Também foi campeão gaúcho em 2011, 2012, 2013 e 2014, campeão brasileiro em 2013, vice campeão brasileiro em 2011 e 2014 e campeão brasileiro paralímpico na classe 2.4. Pela primeira vez, um atleta paralímpico está competindo na classe Hobie Cat.
“A meta é fazer da prática dos esportes náuticos um instrumento de conquistas e descobertas, onde velejando, navegando e remando praticamos a auto-estima, a autoconfiança e uma das portas de inserção à sociedade”, finaliza o Dubeux.
O Brasileiro de Hobie Cat segue até o dia 18/11 no Jangadeiros, em Porto Alegre.
Jangadeiros é cenário de desfile inspirado no mundo náutico
Nessa quarta-feira (15), às 19h, o cenário inspirador e encantador do Clube dos Jangadeiros (Rua Ernesto Paiva, 139 – Bairro Tristeza) será palco do desfile de moda das designers e proprietárias da Open Closet Martina Szabo e Ângela Aronne. As sócias irão lançar a primeira coleção de roupas do clube desenhada por elas, num lounge ao ar livre e cheio de charme ao redor da piscina. As peças serão apresentadas por modelos que desfilarão camisetas polo, moletons, tricôs, shorts, bermudas em sarja, vestidos longos, além de uma linha fitness. “São peças casuais com um estilo mais alinhado”, explica Martina. A cartela de cores usada pelas designers remete aos tons navy da bandeira do clube: vermelho, azul e branco, tudo com muito charme, uma vista ímpar e aberto ao público.
Além da coleção inédita do Jangadeiros, os modelos irão desfilar peças da própria Open Closet, a Open Closet Collection, toda inspirada na classe Hobie Cat. “Os anos 80 foram o auge do Hobie Cat no clube, então fizemos questão de utilizar nas roupas cores dessa década, que remetem às das velas do Hobie Cat”, comenta Martina. O rosa, o amarelo e o verde-limão aparecem com muita força e a graça fica por conta dos ilhoses e amarrações feitos com cabos de barcos. Além do desfile, haverá food truck, música e degustação de cerveja artesanal e espumante.
https://www.jangadeiros.com.br/wp-content/uploads/2017/05/Jangada-News-2.png788940Rômulohttps://www.jangadeiros.com.br/wp-content/uploads/2024/02/logo340w-1.webpRômulo2017-11-27 09:44:502017-11-27 09:46:39Semana da Vela na imprensa
Jangada news. 1º de dezembro de 2017.
Se você ainda não comprou seu ingresso, ainda há tempo. Vamos, juntos, levantar a taça e comemorar um ano de grandes conquistas do Clube neste sábado, no jantar de aniversário, a partir das 20h, no restaurante da Ilha. A programação segue com a Regata de Aniversário e premiação no domingo
O ano de 2017 foi de grandes emoções e de muitas realizações no Jangadeiros. Relembramos o bem sucedido plantio em julho, pelos nossos sócios e comodoria, de 526 mudas nativas na Ilha, a conquista de mais um edital de licitação na Confederação Brasileira de Clubes (CBC) para seguirmos estimulando a Vela Jovem e a garra e o talento dos nossos atletas, em diferentes classes de barcos, que trouxeram para o Janga novos títulos mundiais, nacionais, sul-americanos, sul brasileiros e estaduais.
Os ingressos para o jantar comemorativo, com músicas selecionadas pelo DJ Eduardo Irigaray, estão disponíveis na Central de Eventos ou na Secretaria Administrativa pelo valor de R$ 100,00, sem bebidas.
A programação da tradicional Regata de Aniversário, no sábado (2) e no domingo (3), tem largada prevista para às 13h, envolvendo todos os clubes de Porto Alegre e classes de barco. Domingo, depois das regatas de Oceano e um Velejaço que irá colorir o Guaíba, será o momento de homenagear os vencedores, às 19h30min, também no restaurante da Ilha.
Mais informações sobre as regatas você confere no link:
http://jangadeiros.com.br/wp-content/uploads/2017/11/2017-A-Reg-Aniver-Cdj-76-anos.pdf
Manuel Ruttkay Pereira: “A família Jangadeiros sabe receber, sabe fazer e sabe acontecer”
“É comum olharmos para trás quando atingimos determinadas datas ou marcas em nossa existência, fazendo um balanço do período que se encerra. Como exemplo, isso acontence nos finais de ano, nas conclusões de cursos e também em nossos aniversários! Podemos fazer o mesmo com o querido Janga! Em meio ao mar revolto por incertezas no qual insiste em navegar nosso país, nosso maravilhoso refúgio singrou com coragem e chegou em vários portos com segurança e altivez durante o ano que passou! Os recursos financeiros limitados aceleraram a busca de uma administração mais enxuta e propositiva como forma de melhorar as condições de utilização de todas as nossas benfeitorias.
Câmaras de segurança, melhorias significativas na iluminação, incluindo aí trocas de luminárias por outras que propiciam mais economia, aperfeiçoamento do sistema elétrico, aumento do número de torres nos trapiches, padronização de procedimentos no estaleiro e no porto, recuperação de infláveis de apoio, trocas de mesas e cadeiras na área da piscina e cobertura de duas churrasqueiras adicionais foram objetivos atingidos com o esforço de um time de funcionários dedicados e competentes!
E como cereja no bolo, os campeonatos de vela do segundo semestre, principalmente aqueles realizados em novembro, trouxeram alegria, novos campeões e a certeza de que a família Jangadeiros sabe receber, sabe fazer e sabe acontecer quando o assunto é navegar! Imperfeições continuam a existir e sonhos persistem em nosssas mentes pedindo para que se tornem realidade! Temos consciência plena dos desafios que se colocam diante de nós e das nossas limitações, mas confiamos na capacidade de superação do quadro social do Janga e entendemos que sempre deve existir um momento para festejar! Esse momento é agora! Setenta e seis anos de vitórias e conquistas que já pedem um cantinho chamado de Museu do Clube! Feliz aniversário Clube dos Jangadeiros! Que o novo ano traga alegrias e realizações pessoais e institucionais!”
Parabéns a todos!”
Comodoro Manuel Ruttkay Pereira
Vice-comodoro Esportivo, Rodrigo Castro (à direita), durante a Semana da Vela, com
o Diretor de Esportes da Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer do
Rio Grande do Sul
“É hora de celebrarmos a tradição do nosso clube na vela, se ja esportiva ou de lazer, e colocarmos o maior número de barcos na água. Opções não faltam: teremos no sábado regatas das classes Monotipos e para os barcos de Oceano e Cruzeiro teremos a regata em Solitário ou Dupla Mista. No domingo, um grande velejaço para os barcos de oceano e cruzeiro com largada em frente à ilha”
Rodrigo Castro, vice-comodoro Esportivo
“Já plantei uma árvore, fiz três filhos, escrevi um livro e presenciei a construção da Ilha dos Jangadeiros”. Velasco já foi comodoro, escreveu ‘Caminhos da Lagoa dos Patos’, é avô coruja e amante das viagens
Caminhos da Lagoa dos Patos são relatos, cartas náuticas e fotos que funcionam como um manual
O cirurgião-dentista Luiz Fernando Santiago Velasco, sócio do Jangadeiros há quase 60 anos, tem três filhos e é avô de sete netos. Três deles moram nos Estados Unidos, na cidade de Austin, no Texas: filhos da filha do meio Adriana, João Pedro, Lucas e Alice recebem a visita do avô normalmente na época do Natal, quando faz muito frio em Austin e a família sai em viagem por outras cidades norte-americanas. O filho mais velho, Luiz Fernando, é pai de Gabriel e Helena, e o mais novo, Luis Eduardo (“Fomos obrigados a registar com S, pois o cartório, na época, disse que não podíamos registrar com Z”, conta Velasco), é pai de Leonardo e Marina.
Além de avô coruja assumido, perfeccionista e bem humorado, Velasco também é escritor. Sua obra, Caminhos da Lagoa dos Patos, demorou quatro anos para ser finalizada, pois envolveu muita pesquisa. São relatos, cartas náuticas e fotos que funcionam como um manual para quem veleja para os lados da lagoa. “Foi um sucesso, imprimimos mil exemplares e todos foram vendidos”, comenta cheio de orgulho. Depois da obra impressa, Velasco conta o que passou pela sua cabeça: “Já plantei uma árvore, fiz três filhos e escrevi um livro, me sinto realizado”.
Velasco acompanhou passo-a-passo a construção da Ilha
O neto de avô espanhol foi comodoro do Jangadeiros durante dois mandatos na década de 80, um seguido do outro. Dessa época, Velasco tem muitas histórias para contar, mas é de um tempo anterior a esse as suas preferidas: “Eu tinha 17 anos quando comecei a frequentar o Jangadeiros. Só existia a parte do Continente, a parte da Ilha estava justamente sendo construída, e eu a vi crescer. Tinha uma lancha pequena do Clube que ía quase que diariamente até o Bairro Serraria para pegar pedras para a construção, demorava um tempão para chegar lá. Vi essa lanchinha chegar carregada muitas e muitas vezes, porque eu estava sempre no Clube com meus primos. Lembro de nomes importantes que ajudaram na obra, como o Geraldo Link, empresário gaúcho bem conhecido, velejador e filantropo que conseguiu muitas coisas para a estruturação do lugar. Foi uma força-tarefa enorme, todos os sócios da época participaram de alguma maneira, um grande feito, não apenas para o Clube, mas para Porto Alegre”.
Hoje, aos 82 anos, Velasco não é mais comodoro, mas é membro permanente do Conselho e membro da Comissão de Ética do Jangadeiros. Segue velejando, mas não tem mais barco. “Velejo com os amigos”, comenta. O cirurgião-dentista já teve o Ucayali, nome de um rio da Amazônia, um veleiro do tipo O’Day 23, famoso por sua estabilidade. Primo em segundo grau de Nelson Piccolo, grande campeão do Hobie Cat mundial, o escritor e ex-professor de duas cadeiras no curso de Odontologia da PUC/RS por 20 anos, gosta muito de viajar e se envaidece quando fala dos muitos destinos que já percorreu. “Ushuaia, na Argentina, capital da Terra do Fogo, foi uma viagem muito especial”, completa.
Luiz Fernando (à esquerda) com os irmãos Antônio e Sérgio
Da esquerda para a direita: com o sobrinho Fernando e o filho Luiz Fernando
e os sobrinhos netos: o aconhego da família
Com a filha Adriana, no Texas, e “o nome pintado no chão do Capitólio”, sede do Governo americano
As Gurias e suas inesquecíveis histórias
Em tempos de aniversário do Clube, a Jangada News conversou com as Gurias do Jangadeiros, um grupo de sócias que se encontra, há cerca de dois anos, no Restaurante da Ilha, todas as sextas-feiras à tarde, e que conhece a história do Clube como ninguém
Da esquerda para a direita: Sonia Szabo, Pupi, Erica Keller, Margit Lamachia,
Adriana Sleutjes e Patrícia Kraher
Doces, encantadoras e bem-humoradas, entre uma e outra taça de café, as Gurias contaram passagens divertidas, emocionantes e memoráveis, que talvez nenhum livro tenha registrado. Todas super experts no assunto, elas deram uma verdadeira aula sobre a história do Jangadeiros.
Siegried Schuler é conhecida por Pupi. Por Siegried ninguém a conhece. Sócia desde que era muito pequena, ela conta que seu pai comprou um chalé ao lado de onde hoje fica o Clube. “Eu vinha veranear nessa casa, pois morava no centro de Porto Alegre e era sempre uma farra, diversão garantida. Minha mãe dizia que íamos para fora, o que significava, na realidade, ir para o Jangadeiros e passar as férias de verão. Leopoldo Geyer, fundador do Clube, comprou um terreno com uma casa do lado do nosso chalé, e essa casa ainda existe, é o Pimenta Rosa, restaurante do Continente. A ideia dele era inaugurar um clube na zona sul da cidade, pois na zona norte ele já tinha fundado um, o Veleiros do Sul, que ficava no Bairro Navegantes. Acompanhei toda a história do Jangadeiros, desde a chegada de Geyer, me sinto parte de todos esses momentos especiais. Sua fundação foi em dezembro de 1941, quando eu tinha 10 anos, lembro muito bem. Tinha um pessegueiro belíssimo por lá, que dava pêssegos maravilhosos na temporada de calor”.
Erica: “Além de ter carregado pedras, os Filhotes também trouxeram
prêmios para o clube como velejadores, fazendo com que o Janga
se tornasse conhecido mundialmente”
“Sou filha do Jangadeiros”, menciona Erica Keller Kessler, que vive, desde que nasceu, numa linda casa quase em frente ao Janga. Ela chama Leopoldo Geyer de visionário e de inspiração, e imediatamente explica o motivo: “Foi ele que criou os Filhotes do Jangadeiros, o que tem de mais importante na história do Clube. Ele reuniu nas redondezas jovens meninos para formar um grupo. Eram cerca de 12. Geyer fez inclusive uma cerimônia para apresentar os adolescentes e convidou jovens da marinha para participarem do evento. Foi lindo, inesquecível. Bem em frente ao clube morava o Orlando, um marinheiro que consertava barcos, e foi nesse terreno que Geyer instalou os Filhotes. Ele construiu um galpão super grande para os jovens se encontrarem, tinha até lugar para eles dormirem caso quisessem. A ideia era fazer com que começassem a participar do mundo da vela, já que desde o início a proposta de Leopoldo era construir um Clube focado nesse esporte.
A turma dos Filhotes acabou sendo, por muito tempo, os dirigentes do Janga. Geyer pensou longe, encaminhou esses guris para que levassem adiante o seu sonho. E de fato deram continuidade. Eles participaram ativamente da construção da Ilha, feito que levou uns quatro anos para terminar, mas que quando terminou encheu de orgulho todos os que ajudaram. Junto dos sócios e funcionários, os adolescentes, que na época já não eram tão adolescentes, carregaram pedra por pedra num trabalho árduo, mas muito gratificante.
Além de ter carregado pedras, os Filhotes também trouxeram prêmios para o clube como velejadores, fazendo com que o Janga se tornasse conhecido mundialmente. Kurt Keller, por exemplo, importante velejador de Snipe na década de 50, conseguiu trazer para o Clube um importante campeonato mundial de Snipe. Foi o primeiro mundial de snipe que aconteceu abaixo da linha do equador, o que fez com que nosso Clube ganhasse fama de excelente anfitrião”.
À esquerda, de blusa branca, Aimée Soares, logo acima, Erica Keller,
e sentada à direita, Margit Lamachia
Margit: “Ali onde hoje fica a Escola de Vela Barra Limpa tinha uma pequena praia, a gente ía até lá com cadeiras, guarda-sol e brinquedos”
Margit Lamachia também é parte da história do Jangadeiros e adora dividi-la: “O Clube sempre foi a extensão da nossa casa, pois minha vida era colégio e Janga desde muito pequena, e tenho muito orgulho disso. Sempre aproveitei muito: ali onde hoje fica a Escola de Vela Barra Limpa tinha uma pequena praia, a gente ía até lá com cadeiras, guarda-sol e brinquedos, e quando chegava era uma festa. Lembro também da primeira regata feminina que Leopoldo Geyer promoveu no Clube. Eu participei, pois velejava de snipe.
Competi com muita gente afiada, mas venci e o prêmio foi um porta pó-de-arroz dourado belíssimo que guardo comigo até hoje. Geyer ficou tão entusiasmado que disse que ía instituir a Taça Margit. Outra lembrança são as quermesses que organizávamos no Clube, eram sempre um sucesso. Pessoas que não eram sócias também podiam entrar, pois o objetivo era arrecadar q maior quantidade de dinheiro possível para que os velejadores participassem de campeonatos fora do Janga. Tinha banquinhas de comida, de tiro ao alvo e de pescaria, era ótimo, momentos especiais”.
Aimée Soares, sócia desde 1942, conhecedora orgulhosa da história do Clube
Aimée: “Quando tinha 6 anos, passei um mês de fevereiro inteiro
veraneando no Clube e fui muito feliz lá”
No time das Gurias também tem Aimée Soares, uma senhora cativante que conhece o Jangadeiros como a palma da sua mão. Sócia desde 1942, ela guarda na memória histórias incríveis e compartilha algumas com a Jangada. “Quando tinha 6 anos, passei um mês de fevereiro inteiro veraneando no Clube e fui muito feliz lá. Hoje em dia pode parecer estranho falar em veraneio no Janga. Acontece que, quando fundou o clube, Leopoldo Geyer adquiriu a chácara da Rua Ernesto Paiva, 139, que era local de veraneio da família Wahrlich. A casa existente passou a ser a sede do Jangadeiros.
Posteriormente, foi adquirida a chácara vizinha, à esquerda de quem entrava no clube, e alunos tinham também uma linda casa. Pois esta segunda casa ficava à disposição dos sócios que quisessem veranear. Era espaçosa, com muitos quartos onde várias famílias podiam hospedar-se simultaneamente. Lugar tranquilo e bonito à beira do Guaíba. Muito brinquei na beira do rio, puxando um barquinho que ganhara de meu pai. As refeições a gente fazia no Jangadeiros e eu passava o tempo todo na rua, brincando e aproveitando para fazer novos amigos. Nunca mais esqueci daquele verão. Também recordo com carinho da campanha Compre 1m² de Piscina, que foi muito bem sucedida.
Tratava-se de ajudar financeiramente o Clube para que a piscina da Ilha fosse construída e os sócios pudessem aproveitá-la. Aliás, muita coisa na nossa Ilha foi feita com base na colaboração dos associados. Por exemplo, os sócios doaram também grande parte das pedras do enrocamento da Ilha. Cada batelão de pedras, que era trazido de uma pedreira na Ponta Grossa, custava um tanto, e os sócios pagavam o valor”.
Marga Paradeda: “Amo o Janga de paixão”
Marga: “Lembro com muito carinho da super festa de 50 anos do Janga que ajudei a organizar. Mais de mil pessoas compareceram, teve apresentação da orquestra da OSPA e de um dos ícones da Bossa Nova, Toquinho”
Outra associada que traz alegria para as tardes de sextas-feiras é Marga Paradeda, esposa de Marco Aurelio Paradeda, mãe de Rafael e Andréa Paradeda e tia e madrinha do multicampeão de Snipe Xandi Paradeda. Marga tem muitas histórias para contar, pois frequenta o Janga desde que nasceu, mas tem uma que faz brilhar seus olhos mais do que as outras: o dia do seu casamento. “Foi velejando no Clube, na classe Pinguim, que conheci Marco. Namoramos por oito anos, ficamos noivos por um e finalmente nos casamos, em 9 de dezembro de 1969, uma terça-feira.
Nossa festa não poderia ser em outro lugar, tinha que ser no Jangadeiros, pois nossas vidas sempre tiveram entrelaçadas com o Clube e com a vela. Até o patrono e fundador Leopoldo Geyer, foi no nosso casamento e nos deu um presente lindo. Foi um momento inesquecível, temos belíssimas fotos daquele dia. Depois vieram os filhos, Andrea e Rafael, que deram continuidade a nossa história no Clube. Andrea velejava de Optimist, e Rafael de Pinguim, de Laser e de Snipe. Agora o Rafael foi eleito para fazer parte do Conselho Deliberativo do Clube.
Na verdade quem me ensinou a gostar tão intensamente do Janga foi meu pai, Edgar Siegmann, que foi comodoro e me levava para brincar lá enquanto trabalhava. Eu adorava. Morávamos na mesma rua do Clube e ainda hoje moro nas proximidades. Outro momento que lembro com muito carinho foi a super festa de 50 anos do Janga que organizei ao lado do Marco e da grande comodoria. Meu irmão Werner Siegmann foi um grande parceiro na roganização. Mais de três mil pessoas compareceram, houve apresentação da OSPA e de um dos ícones da Bossa Nova, Toquinho.Eu amo de paixão o Jangadeiros”.
Casamento de Marga e Marco Aurélio Paradeda: comemorado no Clube
com a presença do patrono Leopoldo Geyer
Leila Beatriz Schultz também participa dos encontros das Gurias do Jangadeiros. Sócia desde 1974, dentre uma vida de histórias para contar sobre o Clube, Leila narra uma do tempo em que velejava de snipe: “Um belo dia, saímos para velejar. Estávamos Tânia Sudbrack, Nelson Pena e eu. A ideia era dar uma volta pelo Guaíba, mas eis que o tempo muda consideravelmente e os nossos planos de apenas dar uma volta literalmente foram por água abaixo. Numa virada de bordo, eu caí na água, e naquele tempo não existiam roupas apropriadas para velejar, a gente usava as roupas do dia-a-dia. Caí na água de slack, que era uma calça jeans, e uma blusa de lã. Sorte que eu sabia boiar, pois fiquei dentro do Guaíba um bom tempo, subindo e descendo, até que o Nelson conseguisse virar de bordo para me resgatar. E o que fez ele demorar para chegar até mim foi o casaco da Tânia que ficou pendurado no mastro. Quando Tânia conseguiu se desprender, Nelson pôde virar de bordo e me resgatar. História com final feliz”.
Momento de apagar as velinhas para Erica Keller (no centro): ao seu lado direito,
Aimée Soares, e esquerdo, Leila Schultz
Patrícia Kraher, Adriana Sleutjes e Sonia Szabo também participaram do papo e foram unânimes em comentar histórias divertidas e inesquecíveis sobre a participação do Clube em Desfiles de 7 de Setembro, nos quais os sócios íam uniformizados com peças de roupa que estampavam o logotipo do Clube. De acordo com elas, eram momentos sempre animados, os quais lembram com muito carinho. As Gurias também relembraram dos muitos bailes de Carnaval que participaram juntas representando o Jangadeiros. “Fazíamos blocos, era muito bom”, destaca Sonia.
O que todas as Gurias, em comum acordo, comentaram a todo o momento foi: “Queríamos ver o Jangadeiros crescer, sempre tivemos um amor muito grande por ele”. O Janga cresceu e hoje é um dos mais importantes, prestigiados e tradicionais clubes náuticos do Brasil, enchendo de orgulho seus sócios.
Como nasceu o Jangadeiros
Mais uma vez, o sócio Claudio Aydos relembra a história do janga. Sua ligação com o Clube começou aos 13 anos e dede lá vive intensamento cada pedacinho da história do Clube. Convidamos a todos a saborear seus ricos relatos
O Clube dos Jangadeiros foi fundado em 7 de dezembro de 1941, ao final de um ano em que Porto Alegre fora assolada pela maior enchente da história do rio Guaíba. A ideia de sua fundação nasceu da inspiração do Sr. Leopoldo Geyer que liderou um pequeno grupo de apreciadores da vela que residiam na zona sul e que se ressentiam da falta de um clube de vela na região.
Em novembro de 1941, Leopoldo adquiriu a chácara onde está situada a sede do continente e então saiu à procura de sócios para a criação dos Jangadeiros. No dia 7 de dezembro daquele ano foi festivamente fundado o Clube, contando já então, com 98 sócios fundadores.
Hoje, o clube tem muitos sócios e, em dezembro está completando 76 anos de profícua existência, com uma trajetória brilhante no esporte da vela, tendo conquistado, ao longo desse tempo, vários campeonatos nacionais, sul-americanos e mundiais e tendo, inclusive, participado de 7 olimpíadas. Além disso, organizou e sediou 4 campeonatos mundiais de vela, além de inúmeros sul-americanos e brasileiros.
É em função desse invejável acervo de realizações e conquistas que o Clube dos Jangadeiros é hoje, conhecido e respeitado no circuito mundial do iatismo.
Visionário: chácara comprada por Leopoldo Geyer para fundar o Jangadeiros
O emocionate momento de inauguração do Janga em dezembro 1941, pelo prefeito de Porto Alegre, José Loureiro da Silva, ao final de um ano em que a capital foi assolada pela maior enchente da história do Guaíba
A construção da Ilha
“Tenho certeza, entretanto, que a grande maioria das pessoas que hoje caminham despreocupadamente pela nossa ilha, não tem a mais pálida ideia das dificuldades que tiveram que ser superadas. Eu, de minha parte, quando piso o seu solo, o faço quase que respeitosamente, pois sei perfeitamente o quanto de trabalho tem em cada metro
quadrado de sua área”
O sucesso do Campeonato Mundial de Snipe de 1959 provocou tal crescimento do esporte da vela no Clube dos Jangadeiros, que ficou evidente a necessidade de ampliação do seu espaço físico.
Há quase 57 anos, em dezembro de 1960, a diretoria mostrou ao Conselho Deliberativo essa necessidade, ao mesmo tempo em que alertava ser impossível crescer via aquisição das chácaras lindeiras, face aos preços exorbitantes pedidos.
Mostrou-se, então, ao Conselho que o indicado seria colocar em prática uma antiga ideia do nosso Patrono, Leopoldo Geyer, que era a construção de uma ilha. Esta solução seria o ideal, pois além de garantir a ampliação da área, proporcionaria, também, um ancoradouro com águas abrigadas para receber uma futura flotilha de barcos de oceano e cruzeiro.
Na ocasião, foi apresentado ao Conselho um primeiro esboço, muito rudimentar, de como seria a nossa ilha, acompanhado de uma bela explanação das ideias que a diretoria tinha sobre o assunto.
O Conselho entusiasmou-se com as ideias apresentadas e deu “luz verde” para que a diretoria prosseguisse com os estudos necessários para a realização desse projeto.
Então, depois de um intenso trabalho burocrático e de inúmeros contatos com técnicos e especialistas no assunto e com autoridades municipais, estaduais e da marinha, no dia 5 de abril de 1962, em uma histórica reunião extraordinária do Conselho Deliberativo, a diretoria pôde apresentar o projeto da Ilha dos Jangadeiros constituído por um dossier contendo plantas baixas, cortes e detalhes como altimetria da ilha e até uma batimetria da área atingida pela obra e seu entorno. Além disso, havia um extenso memorial descritivo e, para arrematar, uma lindíssima maquete.
Após uma minuciosa explanação do projeto e dos questionamentos de alguns conselheiros, prontamente respondidos pela diretoria, o Conselho Deliberativo aprovou o projeto de construção da ilha, e mais, colocou-o como plano a ser seguido por todas as diretorias seguintes. Foi um dia glorioso para todos os envolvidos com a ideia da ilha.
Desse dia em diante, foram praticamente dois anos de andanças atrás de pareceres, despachos e licenças para aprovação do projeto junto aos poderes municipal, estadual e federal, além de providências administrativas e logísticas, até o início efetivo das obras, pois somente no começo de 1964 foram colocadas as primeiras pedras do enrocamento dos molhes de proteção do ancoradouro.
“Havia, na época, um pequeno grupo de sócios (que felizmente aumentava a cada semana), cujo esporte favorito, durante meses, era “jogar pedras n’agua”, ajudando os dedicados funcionários do clube a descarregar os dois batelões semanais, com 45 a 50 metros cúbicos de pedra cada”.
Enfim, depois de muito trabalho, nossa ilha ficou pronta e aí está, cada dia mais bonita, encantando a todos os que nos visitam e àqueles associados que disfrutam regularmente as belezas de nosso clube.Tenho certeza, entretanto, que a grande maioria das pessoas que hoje caminham despreocupadamente pela nossa ilha, não tem a mais pálida ideia das dificuldades que tiveram que ser superadas. Eu, de minha parte, quando piso o seu solo, o faço quase que respeitosamente, pois sei perfeitamente o quanto de trabalho tem em cada metro quadrado de sua área.
Entrega do Prêmio Cruzeirista CDJ 2017 ao velejador mais destacadoO encontro de final de ano dos Cruzeiristas vai ser de fortes emoções, pois o prêmio Cruzeirista CDJ 2017 vai ser entregue ao velejador mais destacado, como forma de homenageá-lo. Foram 27 eventos que contaram com a participação de mais de 250 pessoas e 59 embarcações. Sucesso absoluto. A comemoração vai ser na quinta-feira (7), no Restaurante da Ilha, às 20h.
Encontro sempre animado dos Cruzeiristas em 2017: Andre Serafini, Claudio Pena,
Henrique Freitas, Ivan Sperb e Cristian Yanzer
Também vai ser noite de revelar os planos para 2018 e fazer um relato bem detalhado de todas as atividades realizadas em 2017. Dentre as propostas para o próximo ano, estão as velejadas na lua cheia, cruzeiraço, palestras e brechó náutico. O ingresso do jantar, que pode ser adquirido no restaurante da Ilha por R$ 65,00 sem as bebidas, dá direito a uma camiseta que será entregue na noite do evento.
“O jantar será a última atividade do calendário dos Cruzeiristas. Uma grande confraternização. E o prêmio Cruzeirista CDJ 2017 é uma distinção ímpar e de reconhecimento pela contribuição dos velejadores ao ambiente e à vela de cruzeiro”
Henrique Freitas,
diretor de Oceano/Cruzeiro
Mais títulos para o Jangadeiros!
O Clube é Ouro e conquista os três primeiros lugares no Estadual da Classe Snipe Fevers 2017!
Logo depois do grande momento que foi a Semana da Vela no Jangadeiros, o Clube sedia mais um importante competição e sai vencedor nos três primeiros lugares da tradicional classe Snipe e é vice na classe 470 do Campeonato Estadual da Federação Gaúcha de Vela (Fevers) 2017
Gabriel Kieling e Átila Pellin, dupla campeã no Estadual de Snipe, recebendo o troféu
das mãos de Dedá e Pedro Pesce
Foram seis regatas em três dias de competição de eventos instáveis, chuva e sol, bom índice técnico e muita garra dos atletas. Nossa dupla Gabriel Kieling, o Bolinha, e Átila Pellin sagraram-se os grandes campeões do Snipe e foram merecedores do primeiro Troféu Rotativo Carlos Henrique de Lorenzi. Uma emocionante homenagem ao Dedá, histórico campeão brasileiro e mundial do Snipe em 67, Ouro nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, atual Juiz Nacional de Regatas e sócio do Jangadeiros desde a década de 50.
O 2° lugar ficou com Fernando Kessler e Guilherme Medaglia que, além de premiado atleta assina a criação do Troféu Rotativo, e o 3° foi conquistado pelos campeões mundiais Júnior e também do Sul Brasileiro de Snipe 2017, Tiago Brito e Antônio Rosa. E para completar o pódio da classificação geral foram premiados em 4º lugar a dupla do Veleiros do Sul, Henrique Dias e Vilnei Goldmeier, e em 5º Carlos Felipe Hofstaetter e Chistian Hofstaetter.
Na classe olímpica 470,a dupla vencedora é Geilson Mendes e Gustavo Thiesen, do Veleiros do Sul, seguido pelas nossas atletas Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, e em 3º, a dupla Ignacio Varisco e Frederico Garcia, do Club Náutico San Isidro e Yach Clube Argentino.
Parabéns atletas !!!
“Foi um campeonato preparatório para o Brasileiro que vai acontecer aqui no Clube em janeiro. Este Estadual foi duro, com bastante vento, condições similares do que será o nacional.
Foi importante estarmos velejando juntos porque depois do mundial que corremos não estávamos conseguindo treinar. Foi uma competição maravilhosa, conseguimos velejar bem, treinar manobras e conquistar o título. Também teremos o Sul Americanos em Porto Alegre e a preparação para as duplas mistas do Pan-Americano”.
Gabriel Kieling e Átila Pellin, campeões estaduais da classe Snipe 2017
“É uma grande satisfação podermos homenagear o Dedá colocando o seu nome no Troféu Rotativo do Estadual de Snipe. Este troféu chega no
momento certo, porque ele faz parte da história do Snipe do Jangadeiros e do mundo.
Nosso Clube tem tradição de conquistar
grandes títulos na classe. Parabéns Dedá, você nos orgulha e tem sido muito importante nos inúmeros campeonatos no quais és juiz”
Pedro Pesce,
comodoro Administrativo
“Este troféu que a classe Snipe me oferece é muito significativo, eu fico muito
comovido e agradecido ao pessoal, porque sou oriundo da classe onde
naveguei e tive o prazer de trazer títulos aqui para o Jangadeiros”.
Carlos Henrique de Lorenzi, o Dedá
Confira a súmula completa aqui:
http://jangadeiros.com.br/wp-content/uploads/2017/11/Estadual-Snipe2017-final.pdf
Ana Barbachan (na foto) conquistou o 2º lugar na classe 470,
ao lado de Fernanda Oliveira
No Snipe, o 2° lugar ficou com Fernando Kessler e Guilherme Medaglia
Os campeões mundiais Júnior de Snipe e também do Sul Brasileiro de 2017,
Tiago Brito e Antônio Rosa, conquistaram o 3° lugar no Estadual da Fevers
Rodrigo Aquino, Coordenador da Escola de Vela Barra Limpa, e Carlos Henrique De Lorenzi. O troféu do Campeonato recebeu o nome de Dedá, homenagem e reconhecimento a esse campeão
brasileiro e mundial de Snipe em 1967
Guilherme Medaglia, além de ter conquistado o 2º lugar no Snipe foi o responsável pela criação do Troféu Rotativo que levou o nome de Dedá
Sócios elegem 1/3 do
Conselho Deliberativo do Clube
A Assembleia Geral Ordinária para a renovação de 1/3 do Conselho movimentou o Jangadeiros no último sábado. Compareceram para votar 190 sócios das categorias Proprietário, Proprietário Ilha, Contribuinte e Aspirante.
Bem-vindos novos conselheiros!
Os 15 eleitos, sendo 10 efetivos e 5 suplentes, número que corresponde a 1/3 do Conselho, ficam no cargo até 2020, completando um mandato de dois anos. No total, o Conselho é composto por 30 membros efetivos e 15 suplentes, e somam-se a eles, sócios beneméritos (em caráter vitalício), ex-comodoros do Clube e também ex-presidentes do Conselho que tenham cumprido pelo menos um mandato integral.
“O Conselho Deliberativo representa o
quadro social do Clube. Essa renovação
de 1/3 que acontece todos os anos é
muito importante, pois traz pessoas
novas com ideias novas e diferentes.
É uma mudança completa que só oferece coisas positivas.”
Paulo Renato Paradeda,
Presidente do Conselho Deliberativo
Confira a lista dos eleitos:
EFETIVOS
Adriano Teixeira Kneipp
Aleksander Sagebin de Vasconcellos
Danilo Neumann Sant´anna
Enio Leite Casagrande
Luiz Eduardo Paradeda
Luiz Stevo Pejnovic
Rafael Siegmann Paradeda
Ricardo Buiano Hernnig
Marcelo Bernd
Wagner Michael Pereira
SUPLENTES
Alexandre Alvarez Gadret
Claudio Luiz Vieira Correa de Oliveira
Nelson de Moraes Maisonnave
Paulo Doring Vier
Renato da Costa Brito
Ian Paim, Breno Kneipp, Guilherme Plentz
e João Emílio Vasconcellos voltam a defender a camisa do Janga
Em pleno ritmo de competição, nossos atletas da classe 29er, Ian Paim e Breno Kneipp, se preparam agora para enfretar o Mundial da Juventude 2017, em Sanya, na China, de 9 a 16 de dezembro.
No mesmo período, Guilherme Plentz, na classe RS:X, e João Emílio Vasconcellos, na Laser Radial, representam o Clube na V Copa Brasil de Vela, em Ilhabela, São Paulo.
Grandes competições, grandes atrletas. Vamos torcer muito por vocês !!!
Breno Kneipp e Ian Paim representam o Jangadeiros
no Mundial da Juventude, na China
João Emílio Vasconcellos rumo à Ilhabela para competir na Laser Radial
Guilherme Plentz vai competir na V Copa Brasil de Vela, categoria RS:X
JANGA NA IMPRENSA
Zero Hora, 27 de novembro
Notícia: Estadual de Snipe e 470
Jantar do Cruzeirista: Entrega do Prêmio Cruzeirista CDJ 2017 ao velejador mais destacado
O encontro de final de ano dos Cruzeiristas vai ser de fortes emoções, pois o prêmio Cruzeirista CDJ 2017 vai ser entregue ao velejador mais destacado, como forma de homenageá-lo. Foram 27 eventos que contaram com a participação de mais de 250 pessoas e 59 embarcações. Sucesso absoluto. A comemoração vai ser na quinta-feira (7), no Restaurante da Ilha, às 20h.
Encontro sempre animado dos Cruzeiristas em 2017: Andre Serafini, Claudio Pena,
Henrique Freitas, Ivan Sperb e Cristian Yanzer
Também vai ser noite de revelar os planos para 2018 e fazer um relato bem detalhado de todas as atividades realizadas em 2017. Dentre as propostas para o próximo ano, estão as velejadas na lua cheia, cruzeiraço, palestras e brechó náutico. O ingresso do jantar, que pode ser adquirido no restaurante da Ilha por R$ 65,00 sem as bebidas, dá direito a uma camiseta que será entregue na noite do evento.
“O jantar será a última atividade do calendário dos Cruzeiristas. Uma grande confraternização. E o prêmio Cruzeirista CDJ 2017 é uma distinção ímpar e de reconhecimento pela contribuição dos velejadores ao ambiente e à vela de cruzeiro”
Henrique Freitas,
diretor de Oceano/Cruzeiro
Como nasceu o Jangadeiros
Mais uma vez, o sócio Claudio Aydos relembra a história do Janga.
Sua ligação com o Clube começou aos treze anos e desde lá vive intensamente cada trecho da história do Clube. Convidamos a todos a saborear os seus ricos relatos
O Clube dos Jangadeiros foi fundado em 7 de dezembro de 1941, ao final de um ano em que Porto Alegre fora assolada pela maior enchente da história do rio Guaíba. A ideia de sua fundação nasceu da inspiração do Sr. Leopoldo Geyer que liderou um pequeno grupo de apreciadores da vela que residiam na zona sul e que se ressentiam da falta de um clube de vela na região.
Em novembro de 1941, Leopoldo adquiriu a chácara onde está situada a sede do continente e então saiu à procura de sócios para a criação dos Jangadeiros. No dia 7 de dezembro daquele ano foi festivamente fundado o Clube, contando já então, com 98 sócios fundadores.
Hoje, o clube tem muitos sócios e, em dezembro está completando 76 anos de profícua existência, com uma trajetória brilhante no esporte da vela, tendo conquistado, ao longo desse tempo, vários campeonatos nacionais, sul-americanos e mundiais e tendo, inclusive, participado de 7 olimpíadas. Além disso, organizou e sediou 4 campeonatos mundiais de vela, além de inúmeros sul-americanos e brasileiros.
É em função desse invejável acervo de realizações e conquistas que o Clube dos Jangadeiros é hoje, conhecido e respeitado no circuito mundial do iatismo.
Visionário: chácara comprada por Leopoldo Geyer para fundar o Jangadeiros
O emocionate momento de inauguração do Janga em dezembro 1941, pelo prefeito de Porto Alegre, José Loureiro da Silva, ao final de um ano em que a capital foi assolada pela maior enchente da história do rio Guaíba
Quem te viu e quem te vê
“Tenho certeza, entretanto, que a grande maioria das pessoas que hoje caminham despreocupadamente pela nossa ilha, não tem a mais pálida ideia das dificuldades que tiveram que ser superadas. Eu, de minha parte, quando piso o seu solo, o faço quase que respeitosamente, pois sei perfeitamente o quanto de trabalho tem em cada metro
quadrado de sua área”
O sucesso do Campeonato Mundial de Snipe de 1959 provocou tal crescimento do esporte da vela no Clube dos Jangadeiros, que ficou evidente a necessidade de ampliação do seu espaço físico.
Há quase 57 anos, em dezembro de 1960, a diretoria mostrou ao Conselho Deliberativo essa necessidade, ao mesmo tempo em que alertava ser impossível crescer via aquisição das chácaras lindeiras, face aos preços exorbitantes pedidos.
Mostrou-se, então, ao Conselho que o indicado seria colocar em prática uma antiga ideia do nosso Patrono, Leopoldo Geyer, que era a construção de uma ilha. Esta solução seria o ideal, pois além de garantir a ampliação da área, proporcionaria, também, um ancoradouro com águas abrigadas para receber uma futura flotilha de barcos de oceano e cruzeiro.
Na ocasião, foi apresentado ao Conselho um primeiro esboço, muito rudimentar, de como seria a nossa ilha, acompanhado de uma bela explanação das ideias que a diretoria tinha sobre o assunto.
O Conselho entusiasmou-se com as ideias apresentadas e deu “luz verde” para que a diretoria prosseguisse com os estudos necessários para a realização desse projeto.
Então, depois de um intenso trabalho burocrático e de inúmeros contatos com técnicos e especialistas no assunto e com autoridades municipais, estaduais e da marinha, no dia 5 de abril de 1962, em uma histórica reunião extraordinária do Conselho Deliberativo, a diretoria pôde apresentar o projeto da Ilha dos Jangadeiros constituído por um dossier contendo plantas baixas, cortes e detalhes como altimetria da ilha e até uma batimetria da área atingida pela obra e seu entorno. Além disso, havia um extenso memorial descritivo e, para arrematar, uma lindíssima maquete.
Após uma minuciosa explanação do projeto e dos questionamentos de alguns conselheiros, prontamente respondidos pela diretoria, o Conselho Deliberativo aprovou o projeto de construção da ilha, e mais, colocou-o como plano a ser seguido por todas as diretorias seguintes. Foi um dia glorioso para todos os envolvidos com a ideia da ilha.
Desse dia em diante, foram praticamente dois anos de andanças atrás de pareceres, despachos e licenças para aprovação do projeto junto aos poderes municipal, estadual e federal, além de providências administrativas e logísticas, até o início efetivo das obras, pois somente no começo de 1964 foram colocadas as primeiras pedras do enrocamento dos molhes de proteção do ancoradouro.
“Havia, na época, um pequeno grupo de sócios (que felizmente aumentava a cada semana), cujo esporte favorito, durante meses, era “jogar pedras n’agua”, ajudando os dedicados funcionários do clube a descarregar os dois batelões semanais, com 45 a 50 metros cúbicos de pedra cada”.
Enfim, depois de muito trabalho, nossa ilha ficou pronta e aí está, cada dia mais bonita, encantando a todos os que nos visitam e àqueles associados que disfrutam regularmente as belezas de nosso clube.Tenho certeza, entretanto, que a grande maioria das pessoas que hoje caminham despreocupadamente pela nossa ilha, não tem a mais pálida ideia das dificuldades que tiveram que ser superadas. Eu, de minha parte, quando piso o seu solo, o faço quase que respeitosamente, pois sei perfeitamente o quanto de trabalho tem em cada metro quadrado de sua área.
As Gurias e suas inesquecíveis histórias
Em tempos de aniversário do Clube, a Jangada News conversou com as Gurias do Jangadeiros, um grupo de sócias que se encontra, há cerca de dois anos, no Restaurante da Ilha, todas as sextas-feiras à tarde, e que conhece a história do Clube como ninguém
Doces, encantadoras e bem-humoradas, entre uma e outra taça de café, as Gurias contaram passagens divertidas, emocionantes e memoráveis, que talvez nenhum livro tenha registrado. Todas super experts no assunto, elas deram uma verdadeira aula sobre a história do Jangadeiros.
Siegried Schuler é conhecida por Pupi. Por Siegried ninguém a conhece. Sócia desde que era muito pequena, ela conta que seu pai comprou um chalé ao lado de onde hoje fica o Clube. “Eu vinha veranear nessa casa, pois morava no centro de Porto Alegre e era sempre uma farra, diversão garantida. Minha mãe dizia que íamos para fora, o que significava, na realidade, ir para o Jangadeiros e passar as férias de verão. Leopoldo Geyer, fundador do Clube, comprou um terreno com uma casa do lado do nosso chalé, e essa casa ainda existe, é o Pimenta Rosa, restaurante do Continente. A ideia dele era inaugurar um clube na zona sul da cidade, pois na zona norte ele já tinha fundado um, o Veleiros do Sul, que ficava no Bairro Navegantes. Acompanhei toda a história do Jangadeiros, desde a chegada de Geyer, me sinto parte de todos esses momentos especiais. Sua fundação foi em dezembro de 1941, quando eu tinha 10 anos, lembro muito bem. Tinha um pessegueiro belíssimo por lá, que dava pêssegos maravilhosos na temporada de calor”.
Erica: “Além de ter carregado pedras, os Filhotes também trouxeram prêmios para o clube como velejadores, fazendo com que o Janga se tornasse conhecido mundialmente”
“Sou filha do Jangadeiros”, menciona Erica Keller Kessler, que vive, desde que nasceu, numa linda casa quase em frente ao Janga. Ela chama Leopoldo Geyer de visionário e de inspiração, e imediatamente explica o motivo: “Foi ele que criou os Filhotes do Jangadeiros, o que tem de mais importante na história do Clube. Ele reuniu nas redondezas jovens meninos para formar um grupo. Eram cerca de 12. Geyer fez inclusive uma cerimônia para apresentar os adolescentes e convidou jovens da marinha para participarem do evento. Foi lindo, inesquecível. Bem em frente ao clube morava o Orlando, um marinheiro que consertava barcos, e foi nesse terreno que Geyer instalou os Filhotes. Ele construiu um galpão super grande para os jovens se encontrarem, tinha até lugar para eles dormirem caso quisessem. A ideia era fazer com que começassem a participar do mundo da vela, já que desde o início a proposta de Leopoldo era construir um Clube focado nesse esporte.
A turma dos Filhotes acabou sendo, por muito tempo, os dirigentes do Janga. Geyer pensou longe, encaminhou esses guris para que levassem adiante o seu sonho. E de fato deram continuidade. Eles participaram ativamente da construção da Ilha, feito que levou uns quatro anos para terminar, mas que quando terminou encheu de orgulho todos os que ajudaram. Junto dos sócios e funcionários, os adolescentes, que na época já não eram tão adolescentes, carregaram pedra por pedra num trabalho árduo, mas muito gratificante.
Além de ter carregado pedras, os Filhotes também trouxeram prêmios para o clube como velejadores, fazendo com que o Janga se tornasse conhecido mundialmente. Kurt Keller, por exemplo, importante velejador de Snipe na década de 50, conseguiu trazer para o Clube um importante campeonato mundial de Snipe. Foi o primeiro mundial de snipe que aconteceu abaixo da linha do equador, o que fez com que nosso Clube ganhasse fama de excelente anfitrião”.
À esquerda, de blusa branca, Aimée Soares, logo acima, Erica Keller, e sentada à direita, Margit Lamachia
Margit: “Ali onde hoje fica a Escola de Vela Barra Limpa tinha uma pequena praia, a gente ía até lá com cadeiras, guarda-sol e brinquedos”
Margit Lamachia também é parte da história do Jangadeiros e adora dividi-la: “O Clube sempre foi a extensão da nossa casa, pois minha vida era colégio e Janga desde muito pequena, e tenho muito orgulho disso. Sempre aproveitei muito: ali onde hoje fica a Escola de Vela Barra Limpa tinha uma pequena praia, a gente ía até lá com cadeiras, guarda-sol e brinquedos, e quando chegava era uma festa. Lembro também da primeira regata feminina que Leopoldo Geyer promoveu no Clube. Eu participei, pois velejava de snipe.
Competi com muita gente afiada, mas venci e o prêmio foi um porta pó-de-arroz dourado belíssimo que guardo comigo até hoje. Geyer ficou tão entusiasmado que disse que ía instituir a Taça Margit. Outra lembrança são as quermesses que organizávamos no Clube, eram sempre um sucesso. Pessoas que não eram sócias também podiam entrar, pois o objetivo era arrecadar q maior quantidade de dinheiro possível para que os velejadores participassem de campeonatos fora do Janga. Tinha banquinhas de comida, de tiro ao alvo e de pescaria, era ótimo, momentos especiais”.
Aimée Soares, sócia desde 1942, conhecedora orgulhosa da história do Clube
Aimée: “Quando tinha 6 anos, passei um mês de fevereiro inteiro
veraneando no Clube e fui muito feliz lá”
No time das Gurias também tem Aimée Soares, uma senhora cativante que conhece o Jangadeiros como a palma da sua mão. Sócia desde 1942, ela guarda na memória histórias incríveis e compartilha algumas com a Jangada. “Quando tinha 6 anos, passei um mês de fevereiro inteiro veraneando no Clube e fui muito feliz lá. Hoje em dia pode parecer estranho falar em veraneio no Janga. Acontece que, quando fundou o clube, Leopoldo Geyer adquiriu a chácara da Rua Ernesto Paiva, 139, que era local de veraneio da família Wahrlich. A casa existente passou a ser a sede do Jangadeiros.
Posteriormente, foi adquirida a chácara vizinha, à esquerda de quem entrava no clube, e alunos tinham também uma linda casa. Pois esta segunda casa ficava à disposição dos sócios que quisessem veranear. Era espaçosa, com muitos quartos onde várias famílias podiam hospedar-se simultaneamente. Lugar tranquilo e bonito à beira do Guaíba. Muito brinquei na beira do rio, puxando um barquinho que ganhara de meu pai. As refeições a gente fazia no Jangadeiros e eu passava o tempo todo na rua, brincando e aproveitando para fazer novos amigos. Nunca mais esqueci daquele verão. Também recordo com carinho da campanha Compre 1m² de Piscina, que foi muito bem sucedida.
Tratava-se de ajudar financeiramente o Clube para que a piscina da Ilha fosse construída e os sócios pudessem aproveitá-la. Aliás, muita coisa na nossa Ilha foi feita com base na colaboração dos associados. Por exemplo, os sócios doaram também grande parte das pedras do enrocamento da Ilha. Cada batelão de pedras, que era trazido de uma pedreira na Ponta Grossa, custava um tanto, e os sócios pagavam o valor”.
Marga Paradeda: “Amo o Janga de paixão”
Marga: “Lembro com muito carinho da super festa de 50 anos do Janga que ajudei a organizar. Mais de mil pessoas compareceram, teve apresentação da orquestra da OSPA e de um dos ícones da Bossa Nova, Toquinho”
Outra associada que traz alegria para as tardes de sextas-feiras é Marga Paradeda, esposa de Marco Aurelio Paradeda, mãe de Rafael e Andréa Paradeda e tia e madrinha do multicampeão de Snipe Xandi Paradeda. Marga tem muitas histórias para contar, pois frequenta o Janga desde que nasceu, mas tem uma que faz brilhar seus olhos mais do que as outras: o dia do seu casamento. “Foi velejando no Clube, na classe Pinguim, que conheci Marco. Namoramos por oito anos, ficamos noivos por um e finalmente nos casamos, em 9 de dezembro de 1969, uma terça-feira.
Nossa festa não poderia ser em outro lugar, tinha que ser no Jangadeiros, pois nossas vidas sempre tiveram entrelaçadas com o Clube e com a vela. Até o patrono e fundador Leopoldo Geyer, foi no nosso casamento e nos deu um presente lindo. Foi um momento inesquecível, temos belíssimas fotos daquele dia. Depois vieram os filhos, Andrea e Rafael, que deram continuidade a nossa história no Clube. Andrea velejava de Optimist, e Rafael de Pinguim, de Laser e de Snipe. Agora o Rafael foi eleito para fazer parte do Conselho Deliberativo do Clube.
Na verdade quem me ensinou a gostar tão intensamente do Janga foi meu pai, Edgar Siegmann, que foi comodoro e me levava para brincar lá enquanto trabalhava. Eu adorava. Morávamos na mesma rua do Clube e ainda hoje moro nas proximidades. Outro momento que lembro com muito carinho foi a super festa de 50 anos do Janga que organizei ao lado do Marco e da grande comodoria. Meu irmão Werner Siegmann foi um grande parceiro na roganização. Mais de três mil pessoas compareceram, houve apresentação da OSPA e de um dos ícones da Bossa Nova, Toquinho.Eu amo de paixão o Jangadeiros”.
Casamento de Marga e Marco Aurélio Paradeda: comemorado no Clube com a presença do patrono Leopoldo Geyer
Leila Beatriz Schultz também participa dos encontros das Gurias do Jangadeiros. Sócia desde 1974, dentre uma vida de histórias para contar sobre o Clube, Leila narra uma do tempo em que velejava de snipe: “Um belo dia, saímos para velejar. Estávamos Tânia Sudbrack, Nelson Pena e eu. A ideia era dar uma volta pelo Guaíba, mas eis que o tempo muda consideravelmente e os nossos planos de apenas dar uma volta literalmente foram por água abaixo. Numa virada de bordo, eu caí na água, e naquele tempo não existiam roupas apropriadas para velejar, a gente usava as roupas do dia-a-dia. Caí na água de slack, que era uma calça jeans, e uma blusa de lã. Sorte que eu sabia boiar, pois fiquei dentro do Guaíba um bom tempo, subindo e descendo, até que o Nelson conseguisse virar de bordo para me resgatar. E o que fez ele demorar para chegar até mim foi o casaco da Tânia que ficou pendurado no mastro. Quando Tânia conseguiu se desprender, Nelson pôde virar de bordo e me resgatar. História com final feliz”.
Momento de apagar as velinhas para Erica Keller (no centro): ao seu lado direito,
Aimée Soares, e esquerdo, Leila Amorim
Patrícia Kraher, Adriana Sleutjes e Sonia Szabo também participaram do papo e foram unânimes em comentar histórias divertidas e inesquecíveis sobre a participação do Clube em Desfiles de 7 de Setembro, nos quais os sócios íam uniformizados com peças de roupa que estampavam o logotipo do Clube. De acordo com elas, eram momentos sempre animados, os quais lembram com muito carinho. As Gurias também relembraram dos muitos bailes de Carnaval que participaram juntas representando o Jangadeiros. “Fazíamos blocos, era muito bom”, destaca Sonia.
O que todas as Gurias, em comum acordo, comentaram a todo o momento foi: “Queríamos ver o Jangadeiros crescer, sempre tivemos um amor muito grande por ele”. O Janga cresceu e hoje é um dos mais importantes, prestigiados e tradicionais clubes náuticos do Brasil, enchendo de orgulho seus sócios.
Chegou o momento de brindarmos a bonita e vitoriosa história de 76 anos do Jangadeiros
Se você ainda não comprou seu ingresso, ainda há tempo. Vamos, juntos, levantar a taça e comemorar um ano de grandes conquistas do Clube neste sábado, no jantar de aniversário, a partir das 20h, no restaurante da Ilha. A programação segue com a Regata de Aniversário e premiação no domingo
O ano de 2017 foi de grandes emoções e de muitas realizações no Jangadeiros. Relembramos o bem sucedido plantio em julho, pelos nossos sócios e comodoria, de 526 mudas nativas na Ilha, a conquista de mais um edital de licitação na Confederação Brasileira de Clubes (CBC) para seguirmos estimulando a Vela Jovem e a garra e o talento dos nossos atletas, em diferentes classes de barcos, que trouxeram para o Janga novos títulos mundiais, nacionais, sul-americanos, sul brasileiros e estaduais.
Os ingressos para o jantar comemorativo, com músicas selecionadas pelo DJ Eduardo Irigaray, estão disponíveis na Central de Eventos ou na Secretaria Administrativa pelo valor de R$ 100,00, sem bebidas.
A programação da tradicional Regata de Aniversário, no sábado (2) e no domingo (3), tem largada prevista para às 13h, envolvendo todos os clubes de Porto Alegre e classes de barco. Domingo, depois das regatas de Oceano e um Velejaço que irá colorir o Guaíba, será o momento de homenagear os vencedores, às 19h30min, também no restaurante da Ilha.
Mais informações sobre as regatas você confere no link:
http://jangadeiros.com.br/wp-content/uploads/2017/11/2017-A-Reg-Aniver-Cdj-76-anos.pdf
Manuel Ruttkay Pereira: “A família Jangadeiros sabe receber, sabe fazer e sabe acontecer”
“É comum olharmos para trás quando atingimos determinadas datas ou marcas em nossa existência, fazendo um balanço do período que se encerra. Como exemplo, isso acontence nos finais de ano, nas conclusões de cursos e também em nossos aniversários! Podemos fazer o mesmo com o querido Janga! Em meio ao mar revolto por incertezas no qual insiste em navegar nosso país, nosso maravilhoso refúgio singrou com coragem e chegou em vários portos com segurança e altivez durante o ano que passou! Os recursos financeiros limitados aceleraram a busca de uma administração mais enxuta e propositiva como forma de melhorar as condições de utilização de todas as nossas benfeitorias.
Câmaras de segurança, melhorias significativas na iluminação, incluindo aí trocas de luminárias por outras que propiciam mais economia, aperfeiçoamento do sistema elétrico, aumento do número de torres nos trapiches, padronização de procedimentos no estaleiro e no porto, recuperação de infláveis de apoio, trocas de mesas e cadeiras na área da piscina e cobertura de duas churrasqueiras adicionais foram objetivos atingidos com o esforço de um time de funcionários dedicados e competentes!
E como cereja no bolo, os campeonatos de vela do segundo semestre, principalmente aqueles realizados em novembro, trouxeram alegria, novos campeões e a certeza de que a família Jangadeiros sabe receber, sabe fazer e sabe acontecer quando o assunto é navegar! Imperfeições continuam a existir e sonhos persistem em nosssas mentes pedindo para que se tornem realidade! Temos consciência plena dos desafios que se colocam diante de nós e das nossas limitações, mas confiamos na capacidade de superação do quadro social do Janga e entendemos que sempre deve existir um momento para festejar! Esse momento é agora! Setenta e seis anos de vitórias e conquistas que já pedem um cantinho chamado de Museu do Clube! Feliz aniversário Clube dos Jangadeiros! Que o novo ano traga alegrias e realizações pessoais e institucionais!”
Parabéns a todos!”
Comodoro Manuel Ruttkay Pereira
Vice-comodoro Esportivo, Rodrigo Castro (à direita), durante a Semana da Vela, com o Diretor de Esportes da Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer do Rio Grande do Sul
“É hora de celebrarmos a tradição do nosso clube na vela, se ja esportiva ou de lazer, e colocarmos o maior número de barcos na água. Opções não faltam: teremos no sábado regatas das classes Monotipos e para os barcos de Oceano e Cruzeiro teremos a regata em Solitário ou Dupla Mista. No domingo, um grande velejaço para os barcos de oceano e cruzeiro com largada em frente à ilha”
Rodrigo Castro, vice-comodoro Esportivo
Aviso de Regata Aniversário Clube dos Jangadeiros
Mais títulos para o Jangadeiros! O Clube é Ouro e conquista os três primeiros lugares do Estadual da Classe Snipe Fevers 2017!
Logo depois do grande momento que foi a Semana da Vela no Jangadeiros, o Clube sedia mais um importante competição e sai vencedor nos três primeiros lugares da tradicional classe Snipe e é vice na classe 470 do Campeonato Estadual da Federação Gaúcha de Vela (Fevers) 2017.
Foram seis regatas em três dias de competição de eventos instáveis, chuva e sol, bom índice técnico e muita garra dos atletas. Nossa dupla Gabriel Kieling, o Bolinha, e Átila Pellin sagraram-se os grandes campeões do Snipe e foram merecedores do primeiro Troféu Rotativo Carlos Henrique de Lorenzi. Uma emocionante homenagem ao Dedá, histórico campeão brasileiro e mundial do Snipe em 67, Ouro nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, atual Juiz Nacional de Regatas e sócio do Jangadeiros desde a década de 50.
O 2° lugar ficou com Fernando Kessler e Guilherme Medaglia que, além de premiado atleta assina a criação do Troféu Rotativo, e o 3° foi conquistado pelos campeões mundiais Júnior e também do Sul Brasileiro de Snipe 2017, Tiago Brito e Antônio Rosa. E para completar o pódio da classificação geral foram premiados em 4º lugar a dupla do Veleiros do Sul, Henrique Dias e Vilnei Goldmeier, e em 5º Carlos Felipe Hofstaetter e Chistian Hofstaetter.
Na classe olímpica 470, a dupla vencedora é Geilson Mendes e Gustavo Thiesen, do Veleiros do Sul, seguido pelas nossas atletas Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, e em 3º, a dupla Ignacio Varisco e Frederico Garcia, do Club Náutico San Isidro e Yach Clube Argentino.
Parabéns atletas !!!
“Foi um campeonato preparatório para o Brasileiro que vai acontecer aqui no Clube em janeiro. Este Estadual foi duro, com bastante vento, condições similares do que será o nacional. Foi importante estarmos velejando juntos porque depois do mundial que corremos não estávamos conseguindo treinar. Foi uma competição maravilhosa, conseguimos velejar bem, treinar manobras e conquistar o título. Também teremos o Sul Americanos em Porto Alegre e a preparação para as duplas mistas do Pan-Americano.
Gabriel Kieling e Átila Pellin, campeões estaduais da classe Snipe 2017
“É uma grande satisfação podermos homenagear o Dedá colocando o seu nome no Troféu Rotativo do Estadual de Snipe. Este troféu chega no momento certo, porque ele faz parte da história do Snipe do Jangadeiros e do mundo. Nosso Clube tem tradição de conquistar grandes títulos na classe. Parabéns Dedá, você nos orgulha e tem sido muito importante nos inúmeros campeonatos no quais és juiz”
Pedro Pesce, comodoro Administrativo
“Este troféu que a classe Snipe me oferece é muito significativo para mim, eu fico muito comovido e agradecido ao pessoal, porque sou oriundo da classe onde naveguei e tive o prazer de trazer títulos aqui para o Jangadeiros”.
Carlos Henrique de Lorenzi, o Dedá
Confira a súmula completa aqui: http://jangadeiros.com.br/wp-content/uploads/2017/11/Estadual-Snipe2017-final.pdf
Semana da Vela na imprensa
Abaixo, as principais matérias que destacaram o nosso Jangadeiros durante a Semana da Vela, evento que reuniu três grandes campeonatos brasileiros em nosso Clube: Brasileiro da Classe Hobie Cat 14 e 16, 1º Interclubes da Juventude de Vela e o 39º Sul Brasileiro de Optimist. Foi uma grande semana e o Janga reafirmou a sua força como um dos mais importantes clube do atletismo da vela brasileira e mundial.
Boa leitura !
CONTRACAPA e matéria no caderno de Esportes
Edição do dia 17 de novembro de 2017
Caderno de Esportes, edição de 20 de novembro
Edição de 14 de novembro
Caderno de Esportes, edição de 11 e 12 de novembro
VELA
Semana da Vela encerra com Hobie Cat 14 e 16
Evento reuniu três importantes competições do calendário nacional da modalidade no Clube dos Jangadeiros, em Porto Alegre
Claudio Bergman / Divulgação
A Semana da Vela, que reuniu três importantes competições do calendário nacional da modalidade no Clube dos Jangadeiros, em Porto Alegre, chegou ao fim no sábado com a disputa do Campeonato Brasileiro de Hobie Cat 14 e 16.
Na categoria Hobie Cat 16, o título ficou com a dupla de São Paulo Felipe Frey e Ícaro Da Macena. Eles superaram os paraibanos André Henriques e Juliana Baino e os pernambucanos Claudio Cardoso e Mequias Queiróz, que ficaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente.
– O campeonato foi dentro da expectativa, apesar do tempo meio sacrificante por uns dias – avaliou Mario Dubeux, presidente da Associação Brasileira da Classe Hobie Cat e campeão gaúcho da classe, que também competiu em dupla com Karol Bauermann, tendo terminado em 11º lugar.
Na Hobie Cat 14, o domínio foi de dois velejadores catarinenses. Adam Meyerle ficou com o título, enquanto Eduardo da Silva ficou com a medalha de prata.
https://gauchazh.clicrbs.com.br/esportes/noticia/2017/11/fotos-porto-alegre-vira-palco-das-principais-modalidades-de-vela-nesta-semana-cja31f1us03ly01tb2t477mjw.html
NAS ÁGUAS DO GUAÍBA
FOTOS: Porto Alegre vira palco das principais modalidades de vela nesta semana
Cidade recebeu disputa de título de Hobie Cat, regatas do Campeonato Brasileiro Interclubes da Juventude de Vela e do 39º Sul-Brasileiro de Optimist
Confira galeria completa de fotos no link: https://gauchazh.clicrbs.com.br/esportes/noticia/2017/11/fotos-porto-alegre-vira-palco-das-principais-modalidades-de-vela-nesta-semana-cja31f1us03ly01tb2t477mjw.html
https://gauchazh.clicrbs.com.br/esportes/noticia/2017/11/competicoes-de-vela-em-porto-alegre-tem-regatas-decisivas-nesta-sexta-feira-cja354hjw04tp01o8st1bi5u4.html
NAS ÁGUAS DO GUAÍBA
Competições de vela em Porto Alegre têm regatas decisivas nesta sexta-feira
Clube dos Jangadeiros é sede de três campeonatos da modalidade nesta semana
Lauro Alves / Agencia RBS
Nesta sexta-feira (17) serão conhecidos os campeões do 1º Brasileiro Interclubes da Juventude de Vela e do 39º Sul-Brasileiro de Optimist.
As regatas das duas competições reúnem 150 jovens velejadores no Clube dos Jangadeiros, em Porto Alegre.
No Brasileiro Interclubes, que começou na terça-feira (14) e conta com atletas de mais de 10 Estados, as disputas são nas classes Laser Radial, 420 e 29er. O campeonato, do qual participam velejadores de até 18 anos, serve de preparação para o Mundial da Juventude, em Sanya, na China, em dezembro.
A competição entrou em 2017 na programação do ciclo olímpico dos Jogos de Tóquio 2020. As regatas estão previstas para começar às 14h.
A classificação dos jovens atletas está assim: na classe 29er, em primeiro lugar está a dupla do Jangadeiros Breno Kneipp e Iam Paim, em segundo, Tiago Monteiro e Vinícius Pereira, do Cabanga Iate Clube de Pernambuco e na terceira colocação está a dupla Giovanne Pistorello e Gabriel Simões, também do Jangadeiros.
Na classe Laser, a liderança é de Tiago Quevedo, do Veleiros do Sul, seguido de João Emilio Vasconcellos, do Clube dos Jangadeiros. Em terceiro lugar, Nicolas Mueller, também do Veleiros do Sul.
A classe 420 tem Gabriel Lopes e João Antonio, do Veleiros, na liderança, seguidos de Letícia da Silva e Joana Ribas, também do Veleiros. E, terceiro lugar estão José da Silva e Samer Kayali, do Iate Clube Veleiros da Ilha.
No Sul-Brasileiro de Optimist, as regatas começaram ontem, nas categorias veteranos e estreantes. As disputas têm início às 11h. A classificação está assim:
Veteranos – liderança de Tadeu Rioja, do Yatch Clube Santo Amaro, na segunda posição, Lorenzo Balestrin, do Clube dos Jangadeiros, e em terceiro lugar, Marina da Fonte, do Cabanga Iate Clube de Pernambuco.
Estreantes – em primeiro lugar, Milena Holler, do Veleiros do Sul; em segundo lugar, Felipe Fraquelli, também do Veleiros e em terceiro, Anderson Severo, do Iate Clube Lago Itaipu.
O Jangadeiros também é sede de outra competição da vela: o Campeonato Brasileiro de Hobie Cat 14 e 16, com mais de 80 velejadores. Na classe Hobie Cat 16, a disputa está acirrada.
Depois de seis regatas, a diferença dos primeiros colocados, André Henriques e Juliana Baino, da Paraíba, para a terceira, os cearenses Daniel Azevedo e Francisco Souza, é de apenas quatro pontos. Em segundo lugar estão Felipe Frey e Ícaro Da Macena, do Rio Grande do Sul.
No Hobie Cat 14, os três primeiros colocados são de Santa Catarina, com liderança de Adam Mayerlea. Entre as mulheres, a dupla Karoline Bauerman, do Jangadeiros, e Marcela Mendes, do Iate Clube de Santa Catarina, conquistaram o primeiro título brasileiro feminino na classe Hobie Cat 16.
https://gauchazh.clicrbs.com.br/esportes/noticia/2017/11/porto-alegre-sera-a-capital-brasileira-da-vela-na-proxima-semana-cj9udcso600zu01qga3xa5iia.html
NAS ÁGUAS DO GUAÍBA
Porto Alegre será a capital brasileira da vela na próxima semana
Brasileiro de Hobie Cat é o destaque de uma programação que prevê outras duas competições
Regatas de Hobie Cat começam no domingo. Ricardo Duarte / Agencia RBS
A partir de domingo (12) até o sábado (18) da próxima semana, o Clube dos Jangadeiros, em Porto Alegre, será o centro da vela nacional, com a realização de três grandes competições.
O destaque da programação é o Campeonato Brasileiro de Hobie Cat 14 e 16, que terá uma regata inaugural no domingo com chegada prevista para as 14h30min na areia da praia de Ipanema.
Os outros dois eventos programados para as águas do Guaíba são o 1º Campeonato Brasileiro Interclubes da Juventude de Vela e o 39º Sul Brasileiro de Optimist. Todos são abertos a visitantes.
Desfile de moda, food truck, música, degustação de cerveja artesanal, espumante e atividades esportivas são algumas das atrações previstas no clube durante a realização das competições. Veja os destaques.
Campeonato Brasileiro de Hobie Cat 14 e 16 (Brascat 2017)
A regata de abertura está agendada para o domingo (12), às 14h, com largada em frente às velas em pedra da Ilha do Jangadeiros e chegada na Praia da Ipanema (Avenida Coronel Marcos), em frente ao Ipanema Sports, às 14h30min.
Os velejadores terão de descer dos catamarãs e bater um sino na praia para confirmar a posição de chegada. De segunda-feira (13) a sábado (18), estão previstas 12 regatas (à exceção de quinta-feira, dia de folga), com largada sempre às 14h nos Jangadeiros.
A competição envolverá cerca de 84 velejadores de mais de 10 Estados: Ceará, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Campeões brasileiros e mundiais da classe já estão na capital gaúcha.
Pela primeira vez no Brasil, o campeonato terá um tripulante paralímpico. A iniciativa do velejador Ricardo Arantes Dubeux tem o objetivo de criar uma modalidade náutica de inclusão social.
Os principais nomes na disputa:
– O gaúcho Mario Dubeux e Karoline Bauermann, dupla anfitriã do nacional, que no final de outubro conquistou o título de campeã gaúcha de Hobie Cat 16 (ele é também presidente da Associação Brasileira de Hobie Cat)
– O gaúcho Lawson Beltrame, vice-campeão Estadual de Hobie Cat 16
– Claudio Teixeira e Bruno Oliveira, atuais campeões brasileiros de Hobie Cat 16
– Claudio Cardoso e Mequias Queiroz (Claudio foi duas vezes campeão mundial)
– O catarinense Ricardo Halla, campeão sul Brasileiro do Hobie Cat 16
– Luiz Gonzaga Machado e Eluísio Biancardi (campeão mundial master em 2000)
– Atleta Ricardo Dubeux (3º lugar no Mundial de 97) estará competindo ao lado do atleta paralímpico gaúcho Rafael Correa (foi campeão brasileiro paraolímpico na classe 2.4).
RS tem o maior número de velejadores
O Rio Grande do Sul é o Estado com maior número de velejadores desta classe no Brasil, com cerca de 40 atletas, fator que contribuiu para que o campeonato voltasse a ocorrer em águas gaúchas.
– Nós conseguimos montar um grupo que une os clubes náuticos de Porto Alegre e que integra os velejadores e suas famílias. É o que têm nos diferenciado – afirma Dubeux
1º Brasileiro Interclubes da Juventude de Vela
O 1º Campeonato Brasileiro da Juventude vai de terça-feira (14) a sexta-feira (17), com regatas a partir das 14h e organização conjunta da CBVela, Comitê Brasileiro de Clubes e o Clube dos Jangadeiros, nas raias do Guaíba.
A competição reunirá atletas de até 19 anos, com disputa nas classes: RS:X (Masc. e Fem.), Laser Radial (Masc. e Fem.), 420 (Masc. e Fem.), 29er (Masc. e Fem.), Nacra 15 (Aberto), Optimist (Masc. e Fem.) e Hobie Cat 16 (Masc e Fem).
Além do Jangadeiros, já confirmaram presenças o clubes como o Veleiros do Sul, Yacht Clube Santo Amaro (São Paulo), Iate Clube de Brasilia, Cabanga Iate Clube (Pernambuco), Iate Clube Santa Catarina, Iate Clube do Rio de Janeiro, Iate Clube Espirito Santo e Yacht Club Ilha Bela.
O Brasileiro Interclubes da Juventude entra em 2017 na programação anual da modalidade neste ciclo olímpico dos Jogos Tóquio 2020. O campeonato serve como preparação para os velejadores que vão disputar o Mundial da Juventude, em Sanya, na China, em dezembro.
39º Sul-brasileiro de Optimist
O campeonato começa na quarta-feira (15) e vai até sexta-feira (17). Estão previstas 10 regatas na categoria veteranos e seis na categoria estreantes, uma média de três por dia.
A saída será na baía da Tristeza e o percurso a ser utilizado será o trapezoidal, tradicional da categoria. Além da premiação individual, haverá também um reconhecimento do melhor Estado e da melhor flotilha do campeonato.
https://gauchazh.clicrbs.com.br/esportes/noticia/2017/11/regatas-de-tres-competicoes-movimentam-o-guaiba-nesta-semana-cj9yud0f8057b01qgj53b96sl.html
CAPITAL DA VELA
Regatas de três competições movimentam o Guaíba nesta semana
Clube dos Jangadeiros será a base de disputas que vão até sábado em Porto Alegre
Regata de abertura da Hobie Cat, no domingo (12). Claudio Bergman / Divulgação
Nesta semana, Porto Alegre virou a capital brasileira da vela. Com base no Clube dos Jangadeiros, três competições paralelas movimentarão as águas do Guaíba.
Depois de uma regata de abertura no domingo, nesta segunda-feira (13) teve início as disputas do Brasileiro de Hobie Cat 14 e 16 (Brascat 2017), com quase 40 embarcações.
Mais 11 regatas das duas classes estão programadas até sábado (18), quando serão conhecidos os campeões.
Nesta terça-feira (14) está prevista a cerimônia de abertura das outras duas competições, que irão envolver cerca de 150 jovens velejadores de mais de 10 Estados: a primeira edição do Brasileiro Interclubes da Juventude da Vela e o 39º Sul-Brasileiro de Optimist.
Até sexta-feira (17), o Brasileiro Interclubes reunirá atletas de até 19 anos, com disputas nas classes RS:X, Laser Radial, 420, 29er, Nacra 15, Optimist e Hobie Cat 16. Já as primeiras regatas do Sul-Brasileiro do Optimist estão previstas para amanhã, com disputas até sexta-feira.
A programação começa ao meio-dia. Os eventos são abertos ao público.
https://gauchazh.clicrbs.com.br/esportes/noticia/2017/11/brasileiro-da-classe-hobie-cat-16-tem-tripulacao-com-proeiro-paraolimpico-cja0em6f304pd01msq575zxai.html
REGATAS NO GUAÍBA
Brasileiro da Classe Hobie Cat 16 tem tripulação com proeiro paraolímpico
Velejadores formam parceria pioneira durante competição em Porto Alegre
Rafael Correa (E) ao lado de Ricardo Arantes Dubeux no Clube dos Jangadeiros.
Neiva Mello / CDJ,Divulgação
De forma pioneira na história da classe Hobie Cat, o velejador Ricardo Arantes Dubeux está participando do Campeonato Brasileiro da Classe Hobie Cat 14 e 16, em Porto Alegre, ao lado do proeiro gaúcho Rafael Correa, da equipe paraolímpica do Rio Grande do Sul.
– Acredito que podemos modifcar as vidas de muitas crianças, adolescentes e adultos que possuem alguma deficiência física através dos esportes náuticos, impulsionando-os a superar obstáculos – destaca Dubeux, 3º lugar no Mundial de Hobie Cat 14.
Rafael Correa, dono de quatro títulos estaduais e um nacional, é campeão na classe 2.4 e filiado ao Comitê Paraolímpico Brasileiro. Pela primeira vez, um atleta paraolímpico está competindo na classe Hobie Cat.
Em 2009, Dubeux conquistou o Green Card e passou a residir nos EUA. Foi lá que na vela de alto rendimento e fazer parte do Time de Vela Paralímpico Americano. Até hoje é voluntário neste programa, mas sempre sonhou em trazer algo parecido para o Brasil.
– A meta é fazer da prática dos esportes náuticos um instrumento de conquistas e descobertas, onde velejando, navegando e remando praticamos a auto-estima, a autoconfiança e uma das portas de inserção à sociedade – finaliza o velejador.
O Brasileiro de Hobie Cat começou na segunda-feira (13) no Clube dos Jangadeiros e terá
regatas nesta quarta-feira (15), na sexta-feira (17) e no sábado (18), último dia de
competições.
https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/rede-social/noticia/2017/11/clube-dos-jangadeiros-lanca-colecao-de-roupas-cj9zx9peb04ct01o8mwq33zhb.html
MODA NAVY
Clube dos Jangadeiros lança coleção de roupas
Designers e proprietárias da loja Open Closet, Martina Szabo e Ângela Aronne são as responsáveis pela linha
Joana Baumgarten Rossari / Divulgação
As designers e proprietárias da loja Open Closet Martina Szabo e Ângela Aronne escolheram o Clube dos Jangadeiros, em Porto Alegre, como cenário para um desfile que irá lançar a primeira coleção de roupas do clube, que foi desenhada pela dupla. O evento com entrada gratuita ocorre nesta quarta-feira (15), a partir das 19h. O público terá à disposição ainda food truck, música, cervejas artesanais, vinhos e espumantes.
Serão apresentadas camisetas polo, moletons, tricôs, shorts, bermudas em sarja, vestidos longos e uma linha fitness. A cartela de cores remete aos tons navy da bandeira do clube. Além da linha para o Jangadeiros, os modelos irão desfilar peças da Open Closet.
Edição de de 13 de novembro
Edição de de 14 e 15 de novembro
Jangadeiros recebe três campeonatos na orla de Ipanema, em Porto Alegre
Campeonatos de vela receberão grandes nomes do esporte náutico ANDRÉ ALVES DE OLIVEIRA/DIVULGAÇÃO/JC
Laura Franco
De 12 a 18 de novembro, o Clube dos Jangadeiros será o centro da vela nacional. A partir de domingo, três grandes campeonatos acontecem na Capital. O maior deles, o Campeonato Brasileiro de Hobie Cat (Brascat), conta com cerca de 50 barcos velejando. Além disso, acontecem o 39º Sul-Brasileiro de Optimist, com jovens do Sul do País, e a 1ª edição do Interclubes da Juventude.
Durante os campeonatos, serão recebidos grandes nomes do esporte náutico, além de envolver o público local com atividades envolvendo gastronomia, moda e música. A regata de abertura acontece no domingo, às 14h, com chegada na Praia de Ipanema prevista para às 14h30min.
Nossa intenção é integrar o público com as regatas, unindo terra e mar”, explica a velejadora Thais Langer.
Nessa regata, haverá a inclusão de paratletas, entre eles o campeão brasileiro parlímpico na classe 2.4, Rafael Correa, que deve velejar junto do campeão mundial de Hobie Cat Ricardo Debeux. “Os barcos não são adaptados, esses para atletas se adaptam a ele e correm conosco normalmente”, comenta o velejador.
Para o presidente da Associação Brasileira da Classe Hobie Cat (ABCHC), Mario Roberto Arante Dubeux, o evento dá visibilidade ao esporte, mostrando o envolvimento da classe com a cidade e sua comunidade. “Os barcos são coloridos, o evento vai trazer cor e movimento para a beira de Ipanema. Os Hobie Cat merecem esse retorno após 12 anos da última competição aqui”, ressalta.
http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/11/galeria_de_imagens/595886-orla-de-porto-alegre-e-palco-de-competicoes-da-vela-nacional.html
Orla de Porto Alegre é palco de competições da vela nacional
FOTO CLAITON DORNELLES/JC
O Clube dos Jangadeiros, em Porto Alegre, é esta semana o centro da vela nacional. A Capital sedia o Campeonato Brasileiro de Hobie Cat (Brascat), competição com cerca de 50 barcos inscritos, além do 39º Campeonato Sul-Brasileiro de Optimist, com jovens do Sul do País, e da 1ª edição do Interclubes da Juventude. A regata de abertura aconteceu ontem, com chegada na Praia de Ipanema. Além de assistir as provas e aproveitar o espetáculo visual dos barcos multicoloridos, o público local também pode participar de atividades paralelas, envolvendo gastronomia, moda e música. A disputa do Brascat marca o retorno do Hobie Cat às águas da Capital, que volta a sediar eventos da modalidade depois de 12 anos.
http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/11/colunas/vida_social/595471-las-ramblas.html
Vida Social
Desfile
O Clube dos Jangadeiros será palco do desfile de moda das designers e proprietárias da Open Closet, Martina Szabo e Ângela Aronne, nesta quarta-feira. Trata-se da primeira coleção de roupas do clube desenhada por elas, num lounge cheio de charme ao redor da piscina. As peças serão apresentadas por modelos que desfilarão camisetas polo, moletons, tricôs, shorts, bermudas em sarja, vestidos longos, além de uma linha fitness.
http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/11/colunas/comeco_de_conversa/596113-a-cidade-vertical.html
Fernando Albrecht
Começo de Conversa
Finais
• SEMANA da Vela do Clube Jangadeiros terá, quarta-feira/19h, desfile de moda náutica das designers Ângela Aronne e Martina Szabo.
Arte e Agenda, coluna do Eduardo Conill
21 de novembro
Edição de 11 de novembro
Arte e Agenda, coluna do Eduardo Conill
10 de novembro
Arte e Agenda, de 15 de novembro de 2017
Agenda
Look que faz parte da coleção de moda do Clube Jangadeiros (Foto: Divulgação)
• Martina Szabo e Ângela Aronne, que comandam a Open Closet, apresentam na noite da próxima quarta-feira (15), e coleção especial que criaram para o Clube dos Jangadeiros.
Jangadeiros será o centro da vela no Brasil de 12 a 18 de novembro
Desfile de moda, food truck, música, degustação de cerveja artesanal, espumante e atividades esportivas. Esse será o clima que tomará conta do Clube dos Jangadeiros durante o Brasileiro de Hobie Cat 14 e 16.
De 12 a 18 de novembro, o Clube dos Jangadeiros será o centro da vela nacional. Com a realização dos três primeiros campeonatos do Projeto 6×6. Que trará seis grandes competições da agenda nacional e internacional da vela até a Páscoa. Durante os campeonatos, o Clube irá receber grandes nomes do atletismo náutico. Além do público de maneira especial, com atividades que envolvem gastronomia, moda e música.
Na chamada Semana da Vela, os espaços próximo à Escola de Vela Barra Limpa teram um cenário bem diferente. Ambientado com a presença de food trucks, quiosques de cervejas artesanais, vinícolas e, como ponto alto, desfile de moda no feriado do dia 15 (quarta-feira). Com peças inéditas criadas pela velejadora e atleta Martina Szabo e Ângela Aronne, sócias da Open Closet.
Campeonato Brasileiro de Hobie Cat promete grandes emoções em Porto Alegre
Regata de Abertura do Brasileiro de Hobie Cat 14 e 16 (BRASCAT 2017) acontece no domingo (12) e segue até sábado (18). Velejadores largam do Jangadeiros às 14h e chegam às 14h30min na Praia de Ipanema. Em frente ao Centro Esportivo Ipanema Sports.
Campeonato nacional envolverá cerca de 84 velejadores de mais de 10 estados brasileiros. (Confirmados até quinta-feira): Ceará, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Campeões brasileiros e mundiais da classe já estão na capital gaúcha.
Pela primeira vez no Brasil, o campeonato acontece com um tripulante paralímpico. A iniciativa do velejador Ricardo Arantes Dubeux tem o objetivo de criar uma modalidade náutica de inclusão social.
O surfista californiano Hobie Alter tinha um sonho de possuir um catamarã barato onde ele e seus amigos pudessem velejar juntos. No final da década de 1960, ele decidiu realizar esse desejo e criou o barco Hobie Cat que revolucionou a vela. Com manobras rápidas e precisas, a impressão é de que os barcos de competição dançam sobre as águas.
De 12 a 18 de novembro, no Clube dos Jangadeiros, em Porto Alegre, este espetáculo se fará presente no Campeonato Brasileiro de Hobie Cat 14 e 16 – BRASCAT 2017.
Grandes nomes do Hobie Cat que participarão da Brascat 2017:
-O gaúcho Mario Dubeux e Karoline Bauermann, dupla anfitriã do nacional, que no final de outubro conquistou o título de campeã Gaúcha de Hobie Cat 16 (ele é também presidente da Associação Brasileira de Hobie Cat)
-O gaúcho Lawson Beltrame, vice-campeão Estadual de Hobie Cat 16
-Claudio Teixeira e Bruno Oliveira, atuais campeões brasileiros de Hobie Cat 16
-Claudio Cardoso e Mequias Queiroz (Claudio foi duas vezes campeão mundial)
-O catarinense Ricardo Halla, campeão sul Brasileiro do Hobie Cat 16
-Luiz Gonzaga Machado e Eluísio Biancardi (campeão mundial master em 2000)
-O atleta Ricardo Dubeux (3º lugar no Mundial de 97) estará competindo ao lado do atleta paralímpico gaúcho Rafael Correa (foi campeão brasileiro paraolímpico na classe 2.4). Pela primeira vez, um atleta paraolímpico compete na classe Hobie Cat.
A entrega dos prêmios acontece às 15h30min, no Ipanema Sports. Estão previstas um total de 13 regatas – domingo (1), terça (3), quarta (3), quarta (3), quinta (dia de folga), sexta (2) e sábado (1), com largada às 14h. O jantar de encerramento e premiação da ABCHC (Associação Brasileira da Classe Hobie Cat) acontece no sábado (18). No restaurante da Ilha dos Jangadeiros, a partir das 20h30min.
Saiba mais sobre competição de vela, AQUI !
http://almanautica.com.br/2017/11/17/rs-campeonatos-definem-vencedores-hoje/
http://almanautica.com.br/2017/11/16/1o-feminino-de-hobie-cat-16/
http://almanautica.com.br/2017/11/10/jangadeiros-sera-o-centro-da-vela-em-novembro/
http://almanautica.com.br/2017/11/14/duas-competicoes-abrem-hoje-no-jangadeiros/
http://almanautica.com.br/2017/11/14/brasileiro-de-hobie-cat-16-tem-proeiro-paraolimpico/
Hoje é dia de homenagear o Pioneiro da Classe Hobie Cat 16, Mario José Dubeux Júnior!
A Regata de Abertura do Brasileiro de Hobie Cat 14 e 16 (BRASCAT 2017) acontece no hoje,domingo (12) e segue até sábado (18).
Velejadores largam do Jangadeiros às 14h e chegam às 14h30min na Praia de Ipanema, em frente ao Centro Esportivo Ipanema Sports em meio ao público que lotará a praia e juntos, público e velejadores, farão um grande festa em meio a muito som sol e alegria! Será um dia inesquecível!
Os velozes e lindos barcos serão tripulados por 84 velejadores de mais de 10 estados brasileiros (Confirmados até quinta-feira): Ceará, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Campeões brasileiros e mundiais da classe já estarão travando uma bela disputa logo mais na capital gaúcha.
Pela primeira vez no Brasil, o campeonato acontece com um tripulante paralímpico Rafael Ferreira Corrêa. A iniciativa do velejador Ricardo Arantes Dubeux tem o objetivo de criar uma modalidade náutica de inclusão social.Os dois estarão formando a uma tripulação intitulada de “Paradise Time”.
Confira matéria completa no link: http://acaoeaventura.com.br/site/hoje-e-dia-de-homenagear-ao-pioneiro-da-classe-hobie-cat-16-mario-jose-dubeux-junior/
http://acaoeaventura.com.br/site/pioneirismo-campeonato-brasileiro-de-hobie-cat-16-tera-tripulacao-com-proeiro-paralimpico/
Velejador Paralímpico Rafael Corrêa brilha no Campeonato Brasileiro de Hobie Cat 16
Velejador Paralímpico Rafael Corrêa participa do Campeonato Brasileiro de Hobie Cat 16. Ele está atuando de forma brilhante como proeiro do velejador Ricardo Arantes Dubeux, que atualmente reside nos EUA.
Único representante paralímpico no Campeonato Brasileiro de Hobie Cat 16 que está sendo realizado em Porto Alegre vem encantando,com sua simpatia e determinação, todos velejadores da classe, tamanha é a superação dentro da regatas, onde encarou , ontem, domingo, ventos acima de 23 capital do Rio Grande do Sul graças a sua garra.
Muito chegam para perguntar como ele está conseguindo fazer as difíceis manobras no veloz Hobie Cat 16. As respostas dão de arrepiar so coração de todos velejadores, familiares, sócios do Clube do Jangadeiros , organizadores do Brascat e principalemente e a mídia durante os 2 que tivemos atividades no Campeonato Brasileiro de Hobie Cat 16. Hoje inclusive fez uma belíssima regata na raia do Lado do Guaíba.
O Acidente:
O simpático e pessoal humana fantástica,Rafael Corrêa, teve que abonar a promissora carreira de cineasta em Porto Alegre devido a um tiro que levou nas costas durante um assalto na centro da capital gaúcha. Do profissional brilhante com um horizonte maravilhoso teve a carreira encerrada ao ficar paralítico.
Foram 10 anos de provação até ele conseguir ingressar na vela paralímpica e devido aos ensinamentos do técnico da equipe Paralímpica de Vela do estado do Rio Grande do Sul, Anderson Paixão, Rafael vem batalhando arduamente e incansavelmente, para que a vela adaptada, continue sendo uma excelente porta de inclusão social.
Acreditamos que podemos modificar as vidas de muitas crianças, adolescentes e adultos com alguma deficiência física através dos esportes náuticos, impulsionando-as a superar obstáculos e a crescer com noções de solidariedade e respeito às diferenças”, disse Ricardo Arantes Dubeux, comandante da tripulação e criador do CENA- Centro de Esportes Náuticos Adaptados.
Confira a matéria completa em: http://acaoeaventura.com.br/site/pioneirismo-campeonato-brasileiro-de-hobie-cat-16-tera-tripulacao-com-proeiro-paralimpico/
Jangadeiros recebe 1º Campeonato Brasileiro da Juventude
Um novo capítulo na história das categorias de base da vela no Brasil começa a ser escrito a partir desta terça-feira, dia 14, em Porto Alegre. O 1º Campeonato Brasileiro da Juventude terá início no tradicional Clube dos Jangadeiros, com regatas a partir das 14h, nas raias do Guaíba. A competição reunirá meninos e meninas de até 19 anos, com disputa nas seguintes classes: RS:X (Masc. e Fem.), Laser Radial (Masc. e Fem.), 420 (Masc. e Fem.), 29er (Masc. e Fem.), Nacra 15 (Aberto), Optimist (Masc. e Fem.) e Hobie Cat.
O Brasileiro Interclubes da Juventude entra em 2017 na programação anual da modalidade neste ciclo olímpico dos Jogos Tóquio-2020. O campeonato serve como preparação para os velejadores que vão disputar o Mundial da Juventude, em Sanya, na China, em dezembro.
Em sua edição 2017, o Brasileiro Interclubes será organizado em conjunto pela Confederação Brasileira de Vela (CBVela); o Comitê Brasileiro de Clubes (CBC); e o Clube dos Jangadeiros, que será sede do evento.
https://noticiasnauticas.com/2017/11/16/velejador-da-equipe-paralimpica-do-rs-disputa-brasileiro-de-hobie-cat/
Velejador da equipe paralímpica do RS disputa Brasileiro de Hobie Cat
De forma pioneira na história do Hobie Cat, o velejador Ricardo Arantes Dubeux, 3º lugar no Mundial de Hobie Cat 14, está participando do Campeonato Brasileiro da Classe Hobie Cat 14 e 16 ao lado do velejador gaúcho Rafael Correa, da equipe paralímpica do Rio Grande do Sul. “Acredito que podemos modificar as vidas de muitas crianças, adolescentes e adultos que possuam alguma deficiência física através dos esportes náuticos, impulsionando-os a superar obstáculos”, declara Dubeux.
Rafael Correa, detentor de quatro títulos regionais e um nacional, é campeão na classe 2.4 e filiado ao Comitê Paralímpico Brasileiro. Também foi campeão gaúcho em 2011, 2012, 2013 e 2014, campeão brasileiro em 2013, vice campeão brasileiro em 2011 e 2014 e campeão brasileiro paralímpico na classe 2.4. Pela primeira vez, um atleta paralímpico está competindo na classe Hobie Cat.
“A meta é fazer da prática dos esportes náuticos um instrumento de conquistas e descobertas, onde velejando, navegando e remando praticamos a auto-estima, a autoconfiança e uma das portas de inserção à sociedade”, finaliza o Dubeux.
O Brasileiro de Hobie Cat segue até o dia 18/11 no Jangadeiros, em Porto Alegre.
Com informações da assessoria / Foto: Neiva Melo
Jangadeiros é cenário de desfile inspirado no mundo náutico
Nessa quarta-feira (15), às 19h, o cenário inspirador e encantador do Clube dos Jangadeiros (Rua Ernesto Paiva, 139 – Bairro Tristeza) será palco do desfile de moda das designers e proprietárias da Open Closet Martina Szabo e Ângela Aronne. As sócias irão lançar a primeira coleção de roupas do clube desenhada por elas, num lounge ao ar livre e cheio de charme ao redor da piscina. As peças serão apresentadas por modelos que desfilarão camisetas polo, moletons, tricôs, shorts, bermudas em sarja, vestidos longos, além de uma linha fitness. “São peças casuais com um estilo mais alinhado”, explica Martina. A cartela de cores usada pelas designers remete aos tons navy da bandeira do clube: vermelho, azul e branco, tudo com muito charme, uma vista ímpar e aberto ao público.
Além da coleção inédita do Jangadeiros, os modelos irão desfilar peças da própria Open Closet, a Open Closet Collection, toda inspirada na classe Hobie Cat. “Os anos 80 foram o auge do Hobie Cat no clube, então fizemos questão de utilizar nas roupas cores dessa década, que remetem às das velas do Hobie Cat”, comenta Martina. O rosa, o amarelo e o verde-limão aparecem com muita força e a graça fica por conta dos ilhoses e amarrações feitos com cabos de barcos. Além do desfile, haverá food truck, música e degustação de cerveja artesanal e espumante.
Campeonato Estadual Snipe
Campeonato Estadual 470